Categoria: Ditadura

Novembro 4th, 2019 Por cabritta

Luanda – O antigo vice-governador de Luanda para o Sector Económico, Miguel Ventura Catraio chamou o Club-K,

na passada quinta-feira (31), em Luanda,  para dar a  versão que estiveram na base da sua esposa a não seguir  para Nova Iorque como Cônsul Geral de Angola.

Catraio rejeita a versão  de que a senhora não tenha seguido viagem por sua causa,  pois não tem duvidas que “criaram um presente envenenado para afastar a diplomata”.

Fonte: Club-k.net

“Criaram um presente envenenado para afastar a minha esposa”

 

       .. Edith do Sacramento Lourenço Catraio

 

Miguel Catraio, esteve há a poucos anos preso, depois  ter sido considerado o mentor moral de crimes cometidos em Abril de 2015,

quando a jovem Nikilauda Vieira Dias Galiano “Neth” foi agredida e lhe foi aplicado jindungo nos órgãos genitais.

Aos 30 de Agosto de 2016 foi colocado em liberdade ao  beneficiar  de uma amnistia geral decretada pelo antigo Presidente, José Eduardo dos Santos.

Por agora, diferente da versão pública de que que o consulado dos EUA, em Luanda,  o teria rejeitado a emissão de um visto de viagem por alegado cadastro criminal, Miguel Catraio, descarta esta tese, uma vez que,  desde saiu  da prisão, já esteve nos Estados Unidos da América pelo que o seu nome não consta em nenhuma lista de impedidos.

A quando esteve na Bélgica, o consulado dos EUA, em Bruxelas,   emitiu–lhe um visto diplomático aos 7 de Junho de 2017 que expirou em Junho deste ano, como fez questão de mostrar a equipa do Club-K.

Miguel Catraio, explica que viajou sem constrangimento para visitar um dos filhos que estava a estudar neste país.

Por outro lado, o Club-K, contactou o consulado americano em Luanda, mas estes reservam-se na  confidencialidade  por imperativos legais.

“os registos sobre solicitação de visto são confidenciais por imperativo da lei dos EUA. Por este motivo, o Consulado não pode comentar sobre pedido de visto de um requerente”, justificou uma fonte consular norte americana.

Pelo que tem acontecido ou circulado, o economista Miguel Catraio não tem duvidas que a versão popular de   alegada rejeição do seu  visto viagem seja mesmo um embuste.

O mesmo acredita que o ministério das relações exteriores (MIREX) não deu entrada do seu passaporte, uma vez que o seu documento de viagem não traz nenhum carimbo de negação de visto.

O MIREX também não apresentou a sua família alguma nota verbal justificando o que aconteceu com o seu caso, uma vez que houve a emissão de visto para a esposa e para uma filha do casal.

De acordo com o entrevistado, “nesta situação toda onde vitima Miguel Catraio, e a minha esposa paga por tabela, por uma grande invenção contra a minha pessoa, estrangulam uma família que estariam em paz, porque haviam objectivos inconfessos muito forte, do senhor ministro das relações exteriores e sua equipa. Fizeram toda esta situação, dramatizaram, junto provavelmente da embaixada americana.”

Catraio continua  acreditar  que altos funcionários do MIREX terão recuado da decisão de enviar a sua esposa como Cônsul de Angola em Nova Iorque depois dela rejeitar a imposição que visava nomear para aquela missão consular um familiar do ministro Manuel Augusto e um outro da Vice-Presidente do MPLA, Luísa Damião.

“Há uma verdade por detrás disso tudo, em causa interna, o senhor ministro pretendeu impor a embaixadora Edith,  nomeada cônsul em Nova Iorque, que tivesse no consulado, a sua filha (do Sr Ministro) e a da vice-Presidente do MPLA, ação esta rejeitada pela cônsul nomeada porque haviam incompatibilidade de varia ordem”, diz Miguel Catraio

alegando que “inconformados com a recusa deram inicio a todo este processo de procurar um alibi para inviabilizar a ida a Nova Iorque da cônsul nomeada.”

Segundo Catraio, “esta é a grande verdade de ordem interna conhecida por todos os quadros do ministério das relações exteriores”.

O também economista defende-se lembrando que “do ponto de vista legal, Miguel Catraio não é um criminoso. Os actos desta natureza não são transmissíveis. Eu não quero ficar com o ónus que a cônsul nomeada não fui cumprir a sua função por causa do marido, é uma mediocridade aceitarmos que nos corredores do MIREX seja o próprio ministro e os seus pupilos alegarem que foi aquele crime de Miguel Catraio e que América é assim.

Tudo falso”

Catraio entende que se a direção do MIREX estivesse a agir de boa fé teriam prosseguido com o processo de envio da diplomata a Nova Iorque como cônsul mesmo sem a sua companhia como esposo. “Em lógica o que deveria ser de jure, seria a diplomata seguir para Nova Iorque, nem que fossem em reposição da legalidade dos actos”, defendeu.

Segundo conta ainda  “Por ordem superiores invisíveis,  porque não existe documentação nenhuma a contrariar nada disso (a nomeação ), a diplomata não foi para Nova Iorque e a justificação pública foi difamar o marido por um crime já amnistiado, e que o ministério não teve capacidade de resolver o problema”, disse.

Catraio vai mais longe denunciando que a direção do MIREX arranjou em tempo recorde “uma funcionaria com a categoria de vice cônsul no Dubai, e que haveria de certa forma satisfazer as vontades do titular, e a promoveram em 24horas para o posto consular em Nova Iorque. O inverso não aconteceu, é importante que seja a resposta a legalidade dos actos. Que tenham a coragem de corrigir este erro”.

Diplomata rejeita novo cargo  

Há semana passada o ministro Manuel Augusto convocou a esposa de Miguel Catraio, Edith do Sacramento Lourenço Catraio para que escolhesse um cargo a nível do ministério, em do posto de Cônsul-Geral em Nova Iorque, mas esta acabou por rejeitar as ofertas a pretexto de no futuro não ser acusada de ter sido privilegiada por irmã Presidente da República.

Associação de Diplomatas pede abertura de inquérito

Por sua vez, fonte da  Associação de Diplomatas de Angola (ADA) fez circular uma nota manifestando solidariedade a diplomata que já não vai como Cônsul em Nova Iorque e por outro lado apela ao Presidente da Republica a instauração de um inquérito em honra da verdade.

“Nós Diplomatas e funcionários do MIREX apoiamos nossa colega Embaixadora Edith e Família Catraio. Todas as verdades foram ditas e muito mais existe para dizer.

Apelamos a sua Excelência Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço para exonerar toda a direcção do MIREX e mandar instaurar um inquérito, uma sindicância”, le-se na nota atribuída a ADA.

Segundo a nota,  “Essa direcção está a proceder muito mal e a manchar a imagem do país que devemos promover. Neste mês comemorativo da nossa Independência e da criação do Ministério das Relações Exteriores, precisamos a nível da Diplomacia, de recuperar a nossa Dignidade

 Club-k – novembro 02, 2019

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Outubro 12th, 2019 Por cabritta

DOS SANTOS FEZ DE ANGOLA UMA EMPRESA UNI-PESSOAL

Uma antiga correspondente da agência France-Presse e da RFI – Rádio França Internacional em Angola, Estelle Maussion, descreve, num livro que será lançado amanhã, quarta-feira, que o antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos criou “um sistema” que tomou o país e não antecipou “a ruptura” que o seu sucessor iria fazer.

“José Eduardo dos Santos é a personagem principal deste livro. Tem uma trajectória fascinante, chega ao poder aos 36 anos, quando há muitos conflitos, instaurou um sistema político e económico. Para além da conjuntura, ele é alguém muito hábil, discreto. E claro, também teve alguma sorte”, disse Estelle Maussion à agência Lusa, a propósito da sua obra “La dos Santos company – Mainmise sur L’Angola”

(“A empresa dos Santos, o controlo de Angola”, em português), editado pela editora Karthala, e que chega esta quarta-feira às livrarias francesas.

O livro conta de forma vivida, às vezes na primeira pessoa, a ascensão da família do antigo Presidente ao poder, contextualizando assim a história recente de Angola.

“Ele instaurou um sistema onde a riqueza é gerida por um pequeno grupo de pessoas, muito próximas do MPLA e isso criou um certo sistema, como a falta de transparência, a corrupção e um certo nepotismo. E o que conto no livro é como é que isso aconteceu e também como este sistema se apoderou do país”, explicou a autora.

Estelle Maussion, jornalista especializada em temas africanos, viveu em Angola entre 2012 e 2015 como correspondente e foi-se apercebendo que o então Presidentenão estava sozinho no poder, gerindo um pequeno grupo de familiares e amigos à sua volta.

Formavam todos um clã de pessoas muito próximas”, indicou.

Assim, no seu último ano no país e a partir de 2017 – quando João Lourenço chegou ao poder -, a jornalista francesa utilizou o seu trabalho como correspondente, mas também entrevistas com especialistas sobre Angola, membros da UNITA e do MPLA e fontes na Cidade Alta (sede do poder) para traçar a história da ascensão – e posterior queda – da família do antigo governante.

“Queria fazer um livro num formato jornalístico, mas acabou por ser um livro de narrativa não ficcional, baseado na minha investigação, para tornar o livro mais acessível e interessar as pessoas na família e no país. […] É uma saga familiar porque é a família que nos conta a sua história de ascensão ao poder em Angola”, explicou.

Com uma história difícil com França desde o caso ‘Angola Gate’ – processo que envolveu várias figuras de relevo no universo político e dos negócios em França, incluindo o filho do antigo Presidente François Miterrand, sobre a venda de armas a Angola -, Estelle Maussion, chegada a Angola pouco depois dos julgamentos em terras gaulesas, sentiu o “clima negativo” entre os dois países.

“Senti-me como ‘persona non grata’ como correspondente de uma agência francesa de notícias. Ninguém queria muito ver-me”, disse a jornalista, afirmando que a França fez esforços diplomáticos desde aí para melhorar a situação, lembrando que grandes empresas francesas, como a petrolífera Total, detêm investimentos no país.

Quanto à saída de José Eduardo dos Santos do poder, a jornalista considera que foi muito reflectida pelo antigo Presidente. “É um estratega e ele tentou avaliar a melhor solução, mas deparou-se com uma situação complicada. A economia não estava bem, socialmente havia muita contestação e muita contestação dentro do próprio MPLA e o factor que pode ter tido mais peso, mas sobre o qual não temos muita informação, é o seu estado de saúde”, considerou.

Mas o que José Eduardo dos Santos não terá tido em conta foi o desejo de mudança do actual Presidente, João Lourenço. “Ele pensou que era melhor entrar num regime de transição, em que podia controlar, do que ir até ao fim e depois haver uma catástrofe para os seus próximos. Mas não me parece que ele antecipasse até que ponto João Lourenço ia causar uma ruptura”, referiu Estelle Maussion.

Mas a história do clã dos Santos ainda não terminou, acredita Estelle Maussion, apesar de o filho José Filomeno dos Santos estar à espera de julgamento em Angola, e de a filha Isabel dos Santos ter saído da Sonangol.

“A família não vai ser completamente posta em causa e vão conservar algum poder importante na sociedade angolana, mesmo que estejam em dificuldades”, concluiu.

 

Eis o que começa por dizer a autora

«Um pai autoritário, uma garota bilionária e um filho preso.

José Eduardo dos Santos, que chegou ao poder em 1979, decide tudo sozinho e distribui recursos pela sua família, enquanto a maioria da população vive com menos de dois dólares por dia. Um reino familiar que promete eterno até o novo homem forte, João Lourenço, decidir-se a limpar tudo depois de vencer a eleição de Setembro de 2017.

“Quando estamos juntos, não falamos sobre as nossas actividades profissionais. Compartilhamos notícias, especialmente sobre crianças. Costumamos conversar sobre os bons velhos tempos, os dias em que éramos pequenos”, contou José Filomeno à autora numa tarde de Outubro de 2012 em Luanda.

No alegre barulho causado pelos netos, todos observam a reacção do patriarca, José Eduardo, a encarnação de um punho de ferro em uma luva de veludo. Líder tribal impenetrável, é ele quem decide, separa, promove e castiga. Ele não é apenas irmão, pai, avô, líder ou presidente. Ele é o mestre da sua existência, o “padrinho” de um clã que reina supremo e inescrupuloso sobre Angola.

 

Sua omnipotência é sentida em nenhum outro lugar melhor do que na Cidade Alta, o distrito que abriga o palácio presidencial. Luanda é uma cidade caótica e barulhenta, com calçadas quebradas ou inexistentes e tráfego de carros anárquicos.

A cidade alta é um paraíso de vegetação, silêncio e ordem.

Belas avenidas de palmeiras, ruas perfeitamente asfaltadas, calçadas pavimentadas diariamente, edifícios rosa e brancos que datam da época colonial, decorados com colunatas. Nós ouvimos os pássaros cantando.

Esse cenário idílico quase fazia esquecer que é um bunker.

No caminho para lá, soldados de uniforme, armados com metralhadoras, são colocados em cada porta, a cada 100 metros. Qualquer pessoa do lado de fora é imediatamente avistada.

Passando pelo primeiro portão, é preciso andar um pouco antes de ver a entrada do Palácio Presidencial e o seu pórtico de segurança, onde agentes de fato e gravata seguram os telemóveis, proibidos no recinto.

Uma vez lá dentro, os visitantes passam por um teste final, uma espera indefinida, confinada em salas de mármore, mas sem janelas. Chefes de Polícia, Ministros, Embaixadores, todos recebem o mesmo tratamento.

Uma ala do Palácio é reservada para recepções de personalidades estrangeiras, cuja data e hora são confirmadas apenas no último minuto. Recebidos com homenagens militares, os chefes de Estado e de Governo são escoltados para um pequeno e acolhedor salão.

Todos os gesto são examinados pelos homens do protocolo. Os jornalistas são relegados para os jardins para declarações à imprensa, sempre curtas, muito emoldurados e raramente seguidos de perguntas. É nessa atmosfera que reina José Eduardo dos Santos.

No papel, Angola é uma democracia.

Existe uma Constituição que separada os poderes executivo, legislativo e judicial, eleições regulares.

De facto, o presidente angolano decide tudo, sozinho. E isso, durante anos, do alto de sua torre de marfim, que é o Palácio Presidencial.

 

Os conselhos de ministros são realizados no andar superior, em uma enorme sala rectangular. Alguns cachos de flores tentam trazer um pouco de calor para a sala.

Em vão.

A configuração do local é suficiente para entender quem é o líder. José Eduardo dos Santos preside atrás de uma mesa imponente.

Abaixo, os ministros estão sentados, disciplinados, em torno de uma mesa oval.

Quando o presidente entra a atmosfera é tensa. Os rostos fecham-se. Prendem a respiração. Então, impassível, ele escuta por horas os relatórios de seus subordinados antes de finalmente anunciar suas decisões.

“Raros são os atrevidos a falar espontaneamente, a maioria dos ministros espera que isso ocorra rezando para não sere solicitados”, conta alguém assíduo nessas reuniões. Quando o presidente não pode impor as suas opiniões tão directamente, ele faz uma consulta ao Conselho da República, órgão que reúne as forças do país (magistrados, partidos políticos, líderes religiosos e associações), antes de tomar uma decisão importante como a data das eleições.

A sessão começa como qualquer outra.

Ele deixa os protagonistas falarem por um longo tempo sem nunca falar ou mostrar qualquer reacção.

Parece uma esfinge. Todo mundo fica agradavelmente surpreso e tem a impressão de ser ouvido. Até ao final da sessão, José Eduardo dos Santos anuncia a data de sua escolha, para retomar o exemplo das eleições, observando que ela foi escolhida de comum acordo…

Se o presidente se comporta dessa maneira, é porque “considera o país como sua propriedade privada”, resume, depois de garantir a ausência de ouvidos indiscretos, uma jornalista angolana. E por uma boa razão, José Eduardo dos Santos não administra um estado, ele governa uma empresa familiar.

Desde a sua chegada ao chefe de Angola em 1979 teve o cuidado de distribuir riqueza nacional e posições de responsabilidade pela sua família.

Se o seu filho, José Filomeno, foi bem servido com o Fundo Soberano, sua filha mais velha, Isabel, recebeu a maior fatia do bolo com posições na indústria de diamantes, nos bancos, telecomunicações, imóveis e comércio.

Os dois herdeiros seguintes, a deputada Welwitschia, conhecida como Tchizé, e o artista José Paulino, de seu nome artístico Coréon Dú, não devem ter pena. Eles são omnipresentes nos campos de transmissão cultural e pública.

Um ex-parceiro do presidente por muito tempo liderou a agência que supervisionava os investimentos estrangeiros no país.

Quanto à primeira dama, Ana Paula, ela faz negócios nos sectores aéreo e da moda.

Com os três filhos de seu casamento com José Eduardo, jovens de vinte e poucos anos, eles são os orgulhosos proprietários de um salão de beleza de luxo em Luanda (o Deana Day Spa).

Os membros da família presidencial também estão presentes em todas as grandes empresas: a companhia nacional de petróleo Sonangol, a operadora de diamantes Endiama, a companhia aérea TAAG , as empresas de gestão de água e electricidade.

A Fundação José Eduardo dos Santos e a Fundação Primeira Dama centralizam actividades de caridade. Isabel, por sua vez, brilha como líder da Cruz Vermelha, levando a diva americana Mariah Carey a Luanda para uma gala de caridade.

Isabel é a estrela da família e seu rosto atraente no exterior.

Se ela é apelidada de princesa, é porque a sua vida tem tudo, como num conto de fadas. Ela é rica (fortuna estimada em três bilhões de dólares), inteligente (engenheira poliglota) e bonita.

Nascida da união entre José Eduardo dos Santos e uma russa, é casada com um príncipe charmoso, congolês Sindika Dokolo , coleccionador de arte e filho de um banqueiro que fez fortuna no Zaire de Mobutu.

Cosmopolita e extrovertida, Isabel sabe receber, como aconteceu numa sumptuosa festa de aniversário realizada num palácio em Marrakech, mas também se diverte no mundo do jet-set durante o festival de Cannes.

Não se pense que ela fica em casa a cuidar das crianças.

A filha mais velha de José Eduardo dos Santos é uma empresária formidável, que se tornou a primeira bilionária africana em 2013.

Um dia, ela cruzou o caminho com o grupo espanhol CaixaBank para assumir o controle do banco BPI em Lisboa. No dia seguinte, ela juntou-se a uma delegação de 200 líderes empresariais angolanos numa visita oficial à China.

No dia seguinte, participou num fórum do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Joanesburgo.

Como chefe da Unitel, a principal operadora de telefonia de Angola, ela participa numa mesa redonda com outras figuras africanas, incluindo Johann Rupert, o homem mais rico da África do Sul, e o bilionário Mo Ibrahim, campeão anglo-sudanês de boa governança.

O seu discurso, em inglês perfeito, dura apenas três minutos.

Sorrindo, ela se presta às perguntas da sala, sem nunca manter a palavra por muito tempo.

-Como incentivar o investimento em telecomunicações ?

-Quais são os motores do crescimento africano?

-Qual o papel das mulheres no desenvolvimento ?

 

Fácil, esses são os seus temas favoritos. Ela é está como um peixe na água. Isabel não é apenas um exemplo para as mulheres do continente, mas para todos os africanos”, afirmou, entusiasmado, o moderador do debate, Donald Kaberuka, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento na época.

A sala está conquistada. Os aplausos são disparados.

Tudo sob os olhos do marido, sentado na primeira fila da plateia. Isabel tem um sucesso modesto, agradece à assembleia sobriamente.»

Folha 8 com Agências – 1 DE OUTUBRO DE 2019

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Interesses de Isabel dos Santos arrolados no processo de empresas constituídas com dinheiro roubado do Estado …

SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

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KLEPTOCRATIE : Isabel avait enregistré Atlantic Ventures au nom de son beau-frère et de sa copine…

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RÉPRESSION : un opposant dénonce en angola,.. des méthodes qui rappellent l’apartheid…

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Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

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Outubro 12th, 2019 Por cabritta

No actual quadro constitucional, o poder de nomear o presidente do Tribunal Supremo e o vice-presidente está reservado exclusivamente ao presidente da República, que, de entre os três candidatos seleccionados por 2/3 dos juízes conselheiros em efectividade de funções, escolhe o candidato que julgar mais conveniente (cf. artigo 181.º, n.º 3 da CRA).

Ora, tal opção constitucional é discutível, uma vez que a magistratura não é um cargo de confiança política.

Por respeito ao princípio da separação e interdependência dos poderes que norteia o nosso Estado democrático e de direito (cf. artigo 2.º, n.º 1 da CRA), ao presidente da República deveria estar apenas reservado o poder de empossar os juízes, e não a faculdade “discricionária” de escolher os candidatos que lhe aprouverem.

Nos últimos anos, as escolhas para o cargo de juiz presidente dos tribunais superiores, ou seja, para o Tribunal Supremo (TS), o Tribunal Constitucional e o Tribunal de Contas, têm recaído sobre juízes que não são de carreira.

Sem desmerecer os actuais juristas de mérito que integram o TS como juízes, entendemos que, neste momento em que a nossa justiça está aquém do almejado funcionamento, a solução exige uma ruptura com o paradigma “fracassado” instituído nos últimos anos na administração da justiça:

devemos devolver a juízes imparciais, independentes e aceites socialmente a possibilidade de dirigirem os tribunais superiores de Angola.

Dito isto, e sem necessidade de grandes demonstrações e/ou fundamentações, porquanto a realidade clama por uma aposta diferente, para além dos outros requisitos indispensáveis para que um cidadão seja magistrado de um tribunal superior, entendemos que o próximo juiz presidente do Tribunal Supremo deverá preencher,

entre outros, os seguintes requisitos: ser juiz de carreira; revelar excelente formação técnica; pautar-se por um padrão de conduta social irrepreensível e exemplar; ter experiência e sapiência na interpretação e aplicação do Direito, demonstrada qualitativa e quantitativamente; demonstrar estar comprometido unicamente com o Direito;

não ter tido no passado ligações profissionais ou de negócios com alguns titulares máximos de cargos políticos, de modo que não seja colocada em causa a sua independência; não estar conotado com qualquer força política.

Quanto ao requisito de ser um juiz de carreira, acreditamos que esta opção trará vantagens facilmente perceptíveis no que diz respeito à gestão, coesão e independência externa do poder judicial.

As razões são várias: os juízes de carreira conhecem melhor os meandros, as debilidades e as necessidades imediatas e mediatas do sistema judicial; em regra, não precisarão de trazer consigo um novo aparato de funcionários administrativos para o auxiliarem;

evitarão o corporativismo, que, em geral, constitui uma reacção natural dos profissionais de uma classe quando são dirigidos por alguém que não pertence à carreira (traduzida na velha frase “Estamos a ser dirigidos por um pára-quedista!).

Ademais, esta opção motivará os juízes de carreira a optarem por um perfil meritório,

uma vez que não é inspirador para a referida classe ser dirigida por um jurista que tenha sido, por exemplo, advogado durante grande parte da sua vida profissional e que será apenas juiz por tempo determinado (caso dos juízes de mérito).

Logo, um juizde carreira terá mais facilidade em ser aceite pelos seus pares como líder do Tribunal Supremo.

Para concluir: “Dai, pois, a César o que é de César, e aos juízes de carreira a oportunidade de presidirem ao Tribunal Supremo e, por inerência de funções, ao Conselho Superior da Magistratura judicial.”

O que foi aqui se defende é igualmente válido para o Tribunal Constitucional.

 

José Luís Domingos 

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Outubro 6th, 2019 Por cabritta

No sábado passado, 29, José Sócrates, antigo primeiro ministro de Portugal, publicou  no semanário Expresso um texto no qual dizia que o seu  país “vive a era da normalização do abuso institucional”.

Angola passou por situação análoga no tempo de José Eduardo dos Santos e dos seus filhos.

O badalado casamento da filha do presidente da Assembleia Nacional mostrou que apesar da dita mudança de “paradigma”, há pessoas,

com elevadas responsabilidades  políticas, que alimentam

 

o insulto avulso e o desdém aos angolanos menos afortunados materialmente.

Se da noiva não há nada a dizer, já do pai  não há como ficar calado.

Em 44 anos de independência, Angola nunca passou por momentos tão difíceis do ponto de vista económico e social quanto os actuais.

Neste momento, Angola vive aquilo a que se chama a tempestade perfeita, ou  seja, a combinação de várias adversidades: à profunda crise económica, provocada não apenas pela queda do preço do petróleo, junta-se a seca, que está a dizimar pessoas e animais no sul de país.

É num contexto  destes, que Fernando da Piedade, a terceira figura do Estado, decidiu dar ao país uma manifestação ostensiva de desdém para com aqueles que vivem  diretamente na carne os  efeitos da crise económica e social.

Uma obscenidade apadrinhada pelo Presidente da República

Mas aquilo que foi antecipado nas redes sociais como o casamento do século  não teve nada de elevação ou elegância moral.

Pelo contrário,  aquilo foi uma degradante manifestação de mau gosto, insensibilidade, obscenidade e, sobretudo, de  boçalismo, um comportamento a que  poucos novos-ricos do terceiro mundo resistem.

Mesmo nos seus piores deslizes,  José Eduardo dos  e seus rebentos não ousariam ir tão longe. Nandó não chegou a PR, mas conseguiu suplantar JES.

É um feito e tanto !

À mulher de César não só era exigido que fosse honesta, como ela própria tinha que parecer que era honesta.

Aos nossos políticos se não forem genuinamente cordatos, pelo menos que finjam que o são. Festanças como a de sábado não ajudam. Ferem a moral pública.

Já agora não é má ideia por fim ao uso de espaços públicos para eventos dessa natureza.

 

É pena que o Presidente da República tenha ido prestigiar tão obsceno acto.  Apesar das relações familiares, João Lourenço deveria ter poupado aos angolanos a ideia de que o seu presidente apadrinha a ostentação insultuosa ao país.

No seu Twiter, o activista Luaty Beirão escreveu que “Enquanto os sinais exteriores de riqueza não  forem alvo de indagação e inquérito, estes indivíduos nunca vão sentir necessidade de ser discretos”.

Fernando da Piedade pode alegar que os recursos com que alimentou o insulto e o desdém aos angolanos são provenientes da sua propriedade agrícola no Kikuxi e de outras fontes de rendimento.

Mas a licitude dos recursos não é necessariamente conflitante com a discrição e o bom senso.

Actos de ostentação como o do casamento da filha do Presidente da Assembleia Nacional ajudam os angolanos a perceber por que a comunidade internacional vira as costas

a Angola quando os seus governantes calcorreiam o mundo implorando dinheiro e investimentos.

 

Graça CamposTerça-feira, 1 de Outubro de 2019

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FAMINE : ..Si Cunene est L’Angola,.. alors Joao Lourenço est un Menteur !..

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ANGOLA : 30 MERCEDES « GRAND-LUXE », EXPRESSÉMENT ACHETÉES,.. POUR LA « FIESTA » DE JOÃO-LOURENÇO

LETTRE OUVERTE : ..( et publique ) au Président João Lourenço – William Tonet

FAMINE : .. Si Cunene est L’Angola,.. alors Joao Lourenço est un Menteur !..

ANGOLA : Nandó, Président de l’Assemblée Nationale (…et familiale ?), importera les 250 Lexus 4×4 ! , via son propre fils. (77 millions $)

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CABRITO-BIC : Chama-se Fernando Telles… apropriou-se de forma ilegal, uma fazenda de 6. 000 hectares,.. pertencente à família do Soba Silva Quinta Vunge …

ANGOLA : O “Cabritismo” internacional … é roubo …

“NÃO HOUVE MUDANÇA DE REGIME, O REGIME É O MESMO”, DIZ EX-ATIVISTA ANGOLANO …..

CABRITISMO : Operação Lava-Jato …

NITO ALVES : .. uma interview video …

LAVA JATO : Jornal inglês revela, que Isabel dos Santos é proprietária de uma mansão de 15 milhões de $$ dólares em Londres …

ANGOLA : Employés du Ministère des affaires étrangères et,.. logés à l’hôtel de luxe RITZ – Lisbonne…

LAVA JATO : Negócio de USD 300 milhões $$,.. embaraça Juiz do Supremo : “.. Agi como facilitador” …

LAVA JATO : .. U.S.A notificou Angola,.. banco BIC realizou transações,.. há organização de Terrorismo …

SINDIKA DOKOLO : .. O…”Oligarq-ismo” .. “Colecionar-ismo”,.. e… e.. “Cabrit-ismo” ?..

LAVA JATO : Destruir o covil de ladrões …

ANGOLA : L’escapade présidentielle,.. le FRIC.. c’est CHIC !..

ANGOLA : ÉLU DÉPUTÉ, N’EST PAS… ÉLU…PRÉSIDENT

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Julho 14th, 2019 Por cabritta

Banco BIC oferecia privilégios a empresas  conotadas  ao Hezbollah

Fernando Mendes Teles

O Banco Internacional de Credito (BIC),  é a instituição financeira que fora usado no passado pelas empresas doextinto grupo Arosfran para repatriar fundos para o exterior do país.

O libanês Kassin Tajedeen, que controlava estas empresas – todas implantadas no mercado angolano – foi detido pelas as autoridades norte americanas que o acusam de ter financiado a rede terrorista do Hezzbolah.

BIC oferecia privilégiosa empresas  conotadas  aoHezbollah

A Arosfran mantinham relações privilegiadas com o Banco BIC, na altura dirigido pelo português Fernando Mendes  Teles –  que resultaram em “ofertas” como tarifários especiais de despesas e encargos bancários.

No dia 9 de Março de 2011, a direção da Arosfanescreveu ao Banco BIC introduzindo uma lista de filiadas suas (Chirand Lda, Purangol, Massabia, Tajtex, Fazenda Ulua e Golfrate)que estavam a ter um aumento no volume de negócios.

A Arosfran lembrava, na carta que o Club-K teve acesso, que á semelhança da sua situação – que usufruía condições especiais – solicitava também “no sentido de anuir um tarifário especial de despesas e encargos bancários, para todas as empresas acima alistadas, fundamentalmente sobre as comissões imputadas as ordens de pagamento ao exterior.

O Departamento do Tesouro (DT) dos EUA identificou algumas transações bancarias das empresas do Grupo Arosfran, feitas atravésdo banco BIC, como tendo conexões com o terrorismo internacional.

os facilitadores

.. governo de Eduardo dos Santos

  Em resposta, osEUA (Estados Unidos de America) declararam sanções e reportaram, o facto, ao governo de Angola que viu-se obrigado a expulsar do país o empresário libanês Kassin Tajedeen.

Tendo em conta que o mesmo dominava o mercado de abastecimento alimentar em Angola, o Estado angolano disponibilizou 325 milhões de$$dólares para compra do Grupo Arofran.

Há informaçõesindicando que os negociadores angolanos apenas pagaram 100 milhões de $$ dólares ao empresário libanês sendo que a outra parte “voo” com os facilitadores da parte do governo de Eduardo dos Santos.

O grupo Arosfran foi transformado em empresa NDAD ligada aos generaisdo circulo de confiançado antigo Presidente da República,

enquanto que as suas filiadas ficaram com o advogado  Rui Ferreira, a época dos factos, Presidente do Tribunal Constitucional. Ferreira era desde a década de 90, o advogado da Arosfran.

  ..Rui Ferreira

O então advogado rebatizou algumas das empresas com outro nome e entregou a gestão aos seus filhos.

A Fazenda Ulua passou a chamar-se “Fazenda Filomena”, em homenagem a sua irmã,Fernanda Ferreira Bravo também empresaria e dona do Colégio Filomena Elizangela.

As empresas herdeiras da Arosfran, agora detidas por Rui Ferreira tornaram se parcerias do libanês Kassin Tajedeen (por via dos seus respectivos filhos, Moahmed Tajedeen e Sidney Ferreira.

Tendo em conta que a família Ferreira é obrigada a transferir ao exterior a parte dos dividendos das empresas a família Tajedeen no Líbano, um grupo de cidadãos nacionais,

lançou um pedido aos órgãos de Inteligência e investigação (FBI eCIA),

para se apurar eventuais ligações aos dividendos enviados pela família ferreira ao Hezbollah e outras organizações terroristasdo mundo árabe.

 

E.U.A (Estados Unidos de America)

LIL PASTA – NEWSsexta-feira, 12 de julho de 2019

Mise en forme : jinga Davixa

 

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

LAVA JATO : Negócio de USD 300 milhões $$,.. embaraça Juiz do Supremo : “.. Agi como facilitador” …

LAVA JATO : .. 50 milhões de €€uros na conta,.. do Filho de Rui Ferreira, provoca escândalo …

CABRITO-ESCRITORIO : denúncia Escritório de advogado de Rui Ferreira assessora Zenú dos Santos…

CABRITO-BIC : Chama-se Fernando Telles… apropriou-se de forma ilegal, uma fazenda de 6. 000 hectares,.. pertencente à família do Soba Silva Quinta Vunge …

LAVA JATO : .. ” Tenho duvidas,.. que O presidente tera,.. coragem de exigir,.. O rapatriamento de capitais, a governantes “

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

SINDIKA DOKOLO : .. O… »Oligarq-ismo » .. « Colecionar-ismo »,.. e… e.. « Cabrit-ismo » ?..

LAVA JATO : .. ” Tenho duvidas,.. que O presidente tera,.. coragem de exigir,.. O rapatriamento de capitais, a governantes “

LA « CONSPIRATION DES JUGES » : Urgence en Angola, de créér une Commission Présidentielle.. Anti-Corruption…

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

ANGOLA : Ces « Messieurs », seraient déjà démis de leurs fonctions, et arrêtés ! (dans certains pays occidentaux) – II

ANGOLA : Campagne d’intolérance politique contre… Rui Ferreira,.. Président de la Cour suprême d’ Angola…

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

ANGOLA : La corruption « destitue et balaye… » les gouvernements,.. mais en Angola ?.. ils s’ éternisent …

KLEPTOCRATIE : Les « bons plans »,.. du Président de Banco BIC,.. Fernando Teles …

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Junho 29th, 2019 Por cabritta

Na entrevista que concedeu ao Jornal de Economia & Finanças, Filomeno Vieira Lopes, ao seu jeito, abordou sem “filtros” nem “vassouras” temas da actualidade nacional com foco nos desafios económicos que o país enfrenta ou ao menos terá de enfrentar nos próximos tempos.

Valendo-se da sua condição de investigador social, o também docente universitário e membro do Centro de estudos e de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, reconheceu alguns avanços em determinados sectores com realce às medidas recentes do banco central que introduziu o câmbio flutuante para controlar e ajustar a variação da taxa (in)formal.

Até que ponto a moratória dada pelo PR para o repatriamento de capitais é um assunto sério para quem está nesta posição ? Acredita que o dinheiro que está no estrangeiro virá ou não ?

É sempre difícil em Angola aquilatar a seriedade de qualquer medida política, sobretudo quando visa a classe dominante, pois esta, por costume, não se submete à Lei nem à Norma. Fá-la em cada acto concreto discricionário da sua acção pública. O prazo está expirado e dada a tradição governamental de falta de transparência ainda não se sabe de alguém que tenha efectivamente repatriado o seu capital. Assim, em coerência, o Governo pode agir judicialmente.

Vamos ver se tem coragem de manter a sua palavra ou se adere à filosofia do “etumudietu” do porta-voz do MPLA, pois este partido é que tem jogado o verdadeiro papel de Tribunal nas trafulhas dos seus membros. Espero para ver, sabendo bem que o “capital” não tem pátria, saltita em função da taxa de lucro e o pessoal que delapidou o país é profundamente desumano.

Angola é ainda o país rico de população extremamente pobre. Será que os ricos ou endinheirados só estão do lado de quem sempre governou ?

É praticamente isto. O sistema num primeiro passo nacionalizou tudo e, num passo a seguir, entregou a propriedade, por ajuste directo, aos seus correligionários. São poucos os que pela sua capacidade empreendedora chegam ao escalão da “riqueza”.

Mesmo estes tiveram que se submeter à integração partidária para mostrarem que eram indefectíveis e que sua riqueza não iria beneficiar sectores fora dos seus círculos. Todo o capital financeiro está dominado pela cadeia partidária, o que dificulta o financiamento de pessoas estranhas ao circuito. O regime é rigorosamente partidarizado e o dinheiro é uma feroz arma política de discriminação.

Sabe-se que o partido
no poder seleccionou na dita mudança para a chamada “liberalização” 100 famílias suas para criarem impérios privados e, com isto, financiarem também a actividade partidária. Perceberam logo de início que para manter o poder político, deveriam controlar à unha o poder económico. Com este comportamento, Angola é um dos países do mundo em que a diferença entre ricos e pobres é astronómica.

Mia Couto faz num texto uma diferenciação de ricos e endinheirados. Em Angola, o que temos: ricos ou endinheirados ?

Mais endinheirados que ricos. Estes, como defende Mia Couto, investem no sector produtivo, criam empregos, contribuem para a riqueza nacional melhorando o nível de vida das famílias. Cumprem regras, pagam impostos, permitindo que o Estado invista em infraestruturas, saneamento, saúde, educação, etc…

A nossa “classe” não só tem o Estado como sorvedouro como tem milhões acumulados em bancos estrangeiros, adulam o dinheiro e, desde há pelo menos duas décadas, que fazem grandes festas quando as suas contas bancárias atingem os “100 milhões de dólares”.

Para eles não há fronteiras entre a propriedade social e a propriedade pessoal. O seu dinheiro é macho e não se reproduz. 

A classe dominante é sôfrega de dólares, de divisas, por isto encalha-se no “import-export”, nos serviços bancários, e elimina tudo o que é visão produtiva

Acha que somos pouco produtivos ? Se sim, tendo em conta o potencial em recursos naturais, quais deveriam ser as nossas apostas neste campo ?

O nosso modelo geral é da administração dos recursos naturais, sobretudo o petrolífero. As tentativas de produção por nós próprios têm falhado. A estratégia de 20 anos após os contratos a empresa nacional assumir os activos e operar, falhou no essencial. As empresas operadoras angolanas subcontratam outras, mantendo a tradição administrativista.

Não pomos a mão no ferro.

Com os recursos naturais que temos, a primazia seria dominar a tecnologia afim e explorar. Segundo, seria financiar toda a cadeia produtiva alimentada pelas matérias-primas que possuímos para termos mais-valias com a sua transformação. A classe dominante é sôfrega de dólares, de divisas, por isto encalha-se no “import-export”, nos serviços bancários e elimina tudo o que é visão produtiva, incluindo na agricultura, com raras excepções.

Que caminhos devíamos seguir para melhor distribuirmos a riqueza de Angola ?

A primeira questão da distribuição está no investimento em bens públicos, aqueles que todos podem beneficiar de forma equitativa: Insfraestruturas sociais, saneamento, boas redes viárias, escolas, hospitais, comunicação aberta e desenvolvimento de capital humano e social, coisas que o Estado deve prover.

O segundo aspecto é assegurar emprego para todos para que tenham uma fonte de rendimento honesta e sustentável, o que implica a alteração da actual Lei trabalhista e uma visão empenhada de apoio à criação de empregos.

O terceiro é assegurar a distribuição da riqueza social de forma equitativa, via re-afectação dos impostos, permitindo o melhor equilíbrio. Mas tudo isto só se consegue com a alteração radical do nosso sistema de governação que teria que se basear em ouvir os cidadãos que imporiam a afectação dos rendimentos ali onde são indispensáveis e não na acumulação primitiva de capital de certos entes.

Só com participação popular se conseguirá distribuir melhor a riqueza nacional.

Onde residem as suas maiores preocupações no actual OGE ?

Em primeiro lugar, no facto de não assentar num Programa de Governo e na violação à lei, permitindo que o Executivo altere programas em plena execução sem consentimento sequer do Parlamento. Depois,o facto da Assembleia autorizar praticamente tudo ao Governo, inclusive a definição dos impostos.

A falta de cálculo no orçamento, fazendo que cada despesa corresponda efectivamente a um projecto ou uma actividade concreta é alarmante. E, não sendo o menos importante, a desproporção na distribuição das verbas, ficando o sector social muito abaixo do necessário e o sector de segurança sempre alavancado.

A questão da distribuição dos rendimentos divide as opiniões de especialistas. No seu entender, Luanda é também a província mais privilegiada no OGE, defende que “a luandização da economia”, como alguém defendeu, tem contribuído negativamente para a melhoria de vida em geral ?

O país tem sérias assimetrias regionais. Isto impede o desenvolvimento. A única forma de fazer país é desinvestir em Luanda proporcionando às restantes regiões a capacidades de explorar as suas potencialidades.

O investimento que implica uma forte atracção por Luanda prejudica até a qualidade de vida da capital. Mas Luanda é também dominante porque o centro do poder está aqui e este detém também as quantias a aplicar no resto do país.

A concentração de poder e dinheiro em Luanda mostram a falta de visão da classe dominante, o seu embrutecimento e a sua hipocrisia quando afirma que quer combater a pobreza, dominante no meio rural.

O problema desse país é não “saber” alocar o dinheiro ali onde ele deve ser alocado e permitir que a corrupção grasse em toda a esfera do estado

Claramente que um dos problemas que existe e já sublinhado pelo PR é o do baixo salário da função pública. Que magia para que o salário mínimo nacional seja compatível ao nível de vida ?

Não se trata de magia alguma. O problema desse país é não “saber” alocar o dinheiro ali onde ele deve ser alocado e permitir que a corrupção grasse em toda a esfera do Estado. Os salários baixos só complicam. É como comprar um frigorífico e não ter recursos para adquirir electricidade. Degrada-se e não cumpre a sua função.

Os baixos salários comprometem a economia porque a procura é baixa e o sector produtivo não é estimulado a produzir. Baixos salários não só alimentam a chamada corrupção de baixa intensidade, degradando os padrões éticos, mas também não motiva os trabalhadores e no caso da função pública torna o sector ineficiente, o que impacta negativamente no sector económico nacional pelas dificuldades artificiais que são causadas.

O salário mínimo não tem muita volta a dar. Cada cidadão tem que ter o mínimo indispensável para viver e educar os seus filhos.

Conhecemos o cabaz, atribua-se o dinheiro.

Minimize-se a corrupção e os abonos para o “grupinho”, faça-se boa gestão e tudo acontece.

 

O que seria recomendável para superarmos a perda do poder de compra ?

Reduzir o nível de inflação e aumentar os salários mais baixos. A quem tenha rendimentos cujo impacto no seu poder de compra é reduzidíssimo ou nulo.

Até que ponto o combate à venda informal de divisas terá impacto num curto e médio prazo com as medidas da banda cambial do BNA ? Esta estabilidade passa mesmo pela taxa flutuante ?

A taxa flutuante estabelece um mercado local de câmbios e encontra a taxa de mercado que permite recuperar o valor real da produção no sector externo, como bem explica o economista José Cerqueira.

A repressão por si do mercado paralelo de divisas e as medidas administrativas do câmbio fixo não combatem de forma duradoura a taxa de câmbio do mercado paralelo. Mas por causa das consequências nefastas da taxa de câmbio flutuante, a banda introduz um factor de prudência para evitar uma rápida degradação da moeda.

Mas isto pode esconder a falta de confiança das autoridades monetárias na via escolhida para equilibrar a balança comercial com impactos simultâneos no combate ao défice interno.

Em tempos, ao Jornal de Economia & Finanças perspectivou uma hiperinflação. Diante da realidade económica actual acredita mais nas soluções da equipa económica ou mantém esta posição ?

A inflação está aí e vai aumentar. Não sei se há o controlo efectivo da massa monetária em circulação, ficamos sempre  surpreendidos com notícias de descobertas de contentores de dinheiro fora do circuito bancário.

Devemos mesmo neste momento de aperto financeiro optar por novos e mais impostos ?

Um imposto que faz falta restabelecer é o valor de um dólar por cada barril de petróleo exportado. Também o Estado não precisa de aumentar a comissão de gestão da Sonangol para as áreas de concessão de sete para 10 por cento.

Nesses dois itens seriam arrecadados muitos biliões de kwanzas. Mas os cidadãos com salários médios e baixos não podem suportar mais impostos que afectem o seu rendimento disponível, pois, ademais, não há contrapartidas de serviços públicos gratuitos e eficientes.

Pelo contrário, as taxas de energia e água aumentaram, quando estes sectores trabalham com ineficiência e desperdício (incluindo gastos supérfluos para as chefias) factores que deveriam
ser atacados a sério.

O programa intercalar apressa-se para o seu fim. Já podemos falar de resultados para a economia nacional por via deste desafio, e em relação ao PEM acha ser um oportuno programa para completar o primeiro ?

Apesar do seu termo ser no final de Março não há resultados visíveis. Houve aplicação de certas medidas, não todas, houve a aplicação de alguns instrumentos, mas a grande maioria dos resultados esperados resultam por enquanto no seu oposto.

É preciso primeiro afirmar que o Plano não determina metas precisas como o montante do aumento da produção, o nível de desemprego a combater, o nível de inflação a ser estabelecido. Por consequência, não há na realidade um Plano macroeconómico, porque não tem variáveis-objectivas quantificadas.

Agora, são estabelecidas muitas metas qualitativas, um conjunto de instrumentos diversificados cuja consistência fica difícil avaliar e bastante medidas administrativas e programáticas, tipo refazer o país. É assim questionável se conseguimos a “estabilidade macroeconómica” preconizada, o “clima para a retoma do crescimento económico e a geração de emprego”, a “mitigação dos problemas dos sectores mais vulneráveis”, que certamente agravou, bem como se aprofundaram as assimetrias sociais e a pobreza.

Estas pretensões ademais não se reflectem no OGE (já analisamos atrás a concentração do poder e do dinheiro em Luanda e o agravamento programado da pobreza), assim como este instrumento contraria as medidas de redução da despesa pública como por exemplo redução em 30 por cento dos bens e serviços e em 50 dos subsídios de utilidade pública.

Tudo isto aumentou no OGE. Também ainda não está elaborado o Plano fiscal de médio prazo, uma peça importante na confiança entre o Estado e os parceiros económicos e sociais. É claro que estas peças – Plano Intercalar e Plano Macroeconómico – ficam ambas a meio caminho dum verdadeiro Programa Anual do Governo que não existe e dificulta a orientação da Política Económica.

O problema para nós é que a nossa crise não vai acabar com alguma folga de divisas no circuito público

O barril de brent a 80 dólares ainda em 2018. Acredita que o preço venha nos surpreender pela positiva, tendo os receios aventados de que a crise do preço fosse quase que perene ?

Segundo algumas previsões optimistas, sobretudo da Goldman Sachs, o preço do barril poderá ascender a 75 dólares até o final de Março e seis meses depois poderá estar acima dos 85.

O preço do barril é muito sensível há muitas variáveis conjunturais, como, por exemplo, as toneladas lançadas ao mar do petróleo dirigido à China, como a recusa da Flórida em reabrir poços por razões ecológicas e o incremento da acção militar.

A diminuição da procura internacional dos EUA tem sido determinante na queda do preço petrolífero e sabe-se que, de momento, os seus stocks estão a subir e o Presidente Trump ordenou a reabertura de mais poços de petróleo. Estes factores não impactam por aí o aumento do preço, mas a contracção da oferta da OPEP e Rússia e a procura em outras zonas favorece o aumento.

O que é mesmo certo é a volatilidade do preço. A China já produz gás com o método do fracking e pode também utilizar a médio prazo esta técnica para explorar mais petróleo internamente, diminuindo a sua procura internacional e pressionando a baixa do preço.

Mas, por outro lado, a luta ecológica pode aumentar nos EUA e haverá assim pressão para o aumento do preço, mas os esforços de diversificação do cabaz energético, com a energia nuclear a ficar mais barata, pode novamente inverter a tendência para a diminuição do preço.

O problema para nós é que a nossa crise não vai acabar com alguma folga de divisas no circuito público. Estas têm o efeito perverso de encobrir a verdadeira crise e, portanto, o aumento do preço de petróleo longe de ser uma boa notícia é realmente má face aos vícios acumulados.

A diversificação é a panaceia para o crescimento e dispersão económica, subindo o petróleo, como vai acontecendo, teme que esta aposta possa ser relegada uma vez mais para um plano secundário ?

Claramente, pelo menos com a actual classe política, como disse, num contexto de aumento dos preços do petróleo não haverá diversificação económica alguma.

O que acontecerá são chorudos gastos em despesas correntes como carros, mobílias de luxo, bom champanhe, viagens etc, ou seja, boa vida, contra despesas em investimento produtivo e feitas com critérios de gestão, ao invés de fingir financiar investimentos só para aumentar o capital de influência de certas pessoas e no sector externo ir pela via fácil (para ir buscar comissões) com obras “chave na mão” sem aprendizado, nem utilização de recursos internos.

 

 

Não está terminada ainda a acumulação primitiva do capital. Há nas hostes governamentais uma mentalidade de “novo rico”, que se torna cultural, uma apetência à corrupção que é já psicológica e isto impõe limites à adopção duma política económica sã e rigorosa, sobretudo quando os rendimentos são provenientes da exploração dum recurso não renovável. A má gestão do petróleo conduz implacavelmente à desindustrialização.

É uma indústria extractiva que corrói a competitividade externa de outros produtos exportáveis por via da taxa de câmbio que tende a estar valorizada e assim poder servir os interesses consumistas do grupo minoritário que tem tudo nas mãos. O mercado produtivo interno mirra e a diversificação não ocorre.

Temos um sector educativo que precisa de maior investimento. Há quem diga que este actua como papagaio, ou seja, o rigor científico é posto em causa. No caso da formação de economistas, estamos no bom caminho ? Nesta altura, precisamos mais de contabilistas ou macro economistas ?

Porquê ?

O que precisamos, sobretudo, é de técnicos e cientistas capazes e com formação ética à altura dos grandes desafios de Angola. Angola precisa de muita massa cinzenta, de formar muita gente em todos os sectores que ajudem a inverter a lógica do serviço público e da governação.

O problema não é meramente técnico. É sobretudo político, mas a capacidade técnica associada à ética não só chama a atenção para o descalabro como serão as palancas do desenvolvimento amanhã.

A primeira grande ruptura a fazer no modelo educacional no país é, entretanto, claramente no sector pré e primário. Isto é que seria estruturante porque garantiria desde logo um padrão de sustentabilidade da formação do capital humano de qualidade para o país.

O OGE continua a ser desencorajante desse ponto de vista, porque a primária não é vitrina só que é o pilar de facto, onde tudo começa.

A visão governamental, nessa matéria, assemelha-se a do futebol que para dar visibilidade ao país se aposta, sem sucesso, entretanto, nos escalões de cima quando o trabalho e o grande investimento deveria começar cá em baixo.

Não há coragem! Assim como, na mesma esteira, é preciso dar visibilidade a existência dum Presidente e de uma Assembleia Nacional e, por isso, não há investimentos na construção do poder autárquico onde os interessados na política fariam o seu aprendizado e o povo o mesmo exercício, participando em assuntos do seu domínio.

Nota-se que por detrás de uma política há sempre um fio condutor.

Perfil

Nome: Francisco Filomeno Vieira Lopes

Idade: 63

Formação: Economista

Ocupação: Reformado da Sonangol

Trajectória: Iniciou a trabalhar aos 16 anos na Casa do Pessoal da Imprensa Nacional de Angola. Aos 20 anos, foi perito contabilista da Inspecção Geral de Créditos e Seguros. Desempenhou ainda a função de Revisor Oficial de Contas em Portugal. Assumiu cargos de Direcção na Sonangol. Foi eleito Administrador, sem nunca ter tomado posse.

Outras relevantes: Fundador de grupos e partidos políticos e associativos. Em 1989, a Associação Cívica de Angola (ACA). Demitiu-se de cargos de direcção do MPLA em 1975.

 

Fonte: Economia & Finanças

 

 

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Junho 19th, 2019 Por cabritta

Fernando Vumby

Luanda – INTRODUÇÃO: Como se já não bastasse a justiça angolana se parecer cada vez mais com um filme de comédia , quando não de terror . Parece que agora cada um tenta aplicar a sua finta complicando ainda mais a plateia já meia tonta em si por não perceber quem finta quem afinal ?

Fonte: Club-k.net

Se uns foram postos no olho da rua e não ficaram presos por ( provas fracas ) um termo do ultimo grito de fabrico nacional para não condenar , Enquanto outros xinguilaram , choraram e pelos vistos já se safaram e agora com essa de que o homem que se sentiu-se mal .

E foi mandado para casa sobre prisão domiciliar , quer dizer que afinal ainda estamos muito longe de conhecermos quem são na verdade os verdadeiros bandidos e os artistas neste filme.

( ZÉ MARIA ) NÃO DEU EM PADRE OPTOU PELA SACANICE

General Zé Maria

Quem conhece detalhadamente tudo que este senhor já fez de mau em Angola desde que se tornou num dos homens mais temidos e poderosos junto da presidência da República já desde os tempos ainda de Agostinho Neto .

Custa crer que alguma vez ele tivesse tido uma educação religiosa num seminário onde foi estudante e que esteve mesmo quase a ser sacerdote , gente geralmente de boas referencias muito embora sacanas sempre existiram no meio religioso.

Há cenas de arrepiar muitas das quais não passam mesmo nem pela cabeça do maior sacana da atualidade angolana . E longe do conhecimento deste povo constituído maioritariamente por jovens que quando nasceram o Zé Maria já tinha cometido os seus maiores pecados pessoais e sociais.

Muitas cenas sobre este senhor são daquelas que quando não vistas e nem vivenciadas custa crer pela dimensão atingida em termos de brutalidade , arrogância e prepotência de alguém , mesmo não sendo o único sacana que a nossa triste e humilhante história conhece.

Eu tive parentes com grandes ligações á ele e um deles ate lhe chegou á cozer mesmo calças era alfaiate o Santos era mais conhecido por ( Balsan Americano) frequentava o palácio da republica especialmente no tempo de Neto.

General Zé Maria …

 

E o outro foi um meio irmão meu , que era mais conhecido por S.Paulo na rua C9 de seu verdadeiro nome ( Paulo António Panzo ) filho de um senhor que foi meu padrasto.

S.Paulo era mulato escuro feito com uma branca que o meu padrasto tinha conhecido em Carmona antes de vir para Luanda onde acabou por conhecer a minha já falecida mãe .

Apesar de meio analfabeto S.Paulo ainda deu em logístico dependendo diretamente de Zé Maria numa das unidades militar na presidência que nunca cheguei a dar conta desta unidade nem mesmo quando já era operativo do CIM , mais isto pouco interessa nesta crônica.

Para mim , este senhor Zé Maria , é daquelas pessoas que não se deveria deixar um dia morrer sem que antes fosse bem ( espremido ) . Mas corretamente falando sem que fosse submetido á um interrogatório e investigação muito séria e competente .

Tem muitos podres e crimes cometidos por confessar , que se sabe muitos dos quais cometidos em conjunto dentro de planos e estratégia de governação deste MPLA que nunca vai chegar ate este ponto porque seria um tiro no próprio pé.

Se bem que há coisas que devem ser esquecidas , outras relembradas se quisermos viver em paz connosco mesmos e com os outros , mas crimes cometidos sem punição não deixa ninguém em sossego.

Continuarei

Fórum Livre Opinião & Justiça

Fernando Vumby

 

 

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

DEBATE : Direitos Humanos em Angola e Paz ?..

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FAA : Fortes tensions au sein des Forces Armées Angolaises – Rafael Marques de Morais

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

General Zé Maria em prisão domiciliar …

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