Categoria: Historia

Maio 26th, 2020 Por cabritta

40 années d’un silence bruyant.

“Matadores de 27 de Maio vão as barras do tribunal”

De acordo com o livro da Fundação 27 de Maio, na altura dos crimes António Agostinho Neto, era o Presidente da República Popular de Angola, Comandante-em-Chefe das FAPLA e Presidente do Conselho de Revolução, foi e continua a ser o maior criminoso desse genocídio, pois pesa sobre ele acusação de ter perdido o sentido de Estado e de responsabilidade, por ter declarado em público a sentença única e colectiva dizendo “Não vamos perder tempo com julgamentos, agiremos com uma certa dureza (…). Não haverá perdão para os fraccionistas, seremos mais breve possíveis (…). Morte aos fraccionistas” diz o livro desta organização.

Estas palavras naquele momento, soaram como uma sentença de morte que foram cumpridas pelos seus agentes, prendendo, matando todos aqueles que foram considerados fraccionistas ou contestatários diz o documento acrescentando que este estado de coisa prevaleceu por muito tempo, pois que no dia 01 de Agosto de 1979, no aniversário das FAPLA, Agostinho Neto voltou a afirmar que “Eu disse, diante daqueles que ouvem a rádio e vêem televisão que não haveria perdão”.

O que vamos fazer desses elementos? Questionou Agostinho Neto e de seguida respondeu que “Nós não podemos pensar noutra fórmula, além daquela que eu pronunciei na primeira intervenção a propósito deste assunto, não há perdão!” Afirmou.

 Segundo as escrituras, naquele momento António Agostinho Neto declarou que não há perdão para aqueles que já foram encontrados, esses indivíduos fuzilados e aqueles que forem encontrados serão fuzilados para que não voltem a praticar crimes.

 

Por tudo isso, Agostinho Neto foi o responsável do genocídio verificado em Angola e que ceifou milhares de vidas humanas, estimadas em mais de oitenta mil almas, diz o documento.

Matadores do 27 de Maio em liberdade …

Segundo o livro da Fundação, Pedro Maria Tonha “Pedalé” Evaristo Domingos Kimba, Manuel Pedro Pacavira, Agostinho André Mendes de Carvalho “Uanhenha Xitu” Carlos Lamartine, António dos Santos França “Ndalu, Paulo Teixeira Jorge, Cristiano André, Carlos Alberto Van-dú-ném “Beto”, José Maria, Julião Mateus Paulo “Dino Matross” Virgilio de Fontes Pereira “GiGi”, Kundi Pahaima, Bornito de Sousa, Bento Francisco Bento, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” João Ernesto dos Santos “Liberdade”, José Luandino Vieira, Artur Carlos Pestana dos Santos “Pepetela”, são alguns dos matadores do massacre de 27 de Maio de 1977.

De acordo com a fonte deste jornal, Pedro Maria Tonha “pedale” foi membro do Bureau Político e do Comité Central do MPLA, do Conselho da Revolução e Comandante da extinta FAPLA, acrescentando que como militar e membro dos órgãos a cima citados, participou na perseguição, captura, tortura contra os ditos fraccionistas ou “nitistas”. Muito embora sabia-se que Pedalé participou em algumas reuniões com o Comandante Níto Alves.

Depois da purga, embora iletrado foi agraciado com o cargo de comissário (Governador) da província do Huambo onde em perseguição e repressão contra os Ovimbundos assassinou alguns por pertencerem a UNITA, com morte lenta em contentores, diz o documento.

“Mas tarde, por estes efeitos, foi elevado a Ministro da Defesa, em substituição do outro sanguinário Iko Carreira, que morreu como um cão sem dono.

Inicialmente o seu corpo foi impedido de ser enterrado em Cabinda, sua terra natal, considerado da causa da independentista, diz a missiva acrescentando que o enterro só foi permitido depois de várias negociações que duraram cerca de dois anos.

Evaristo Domingos Kimba, ostentava o cargo de membro BP e do Comité Central do MPLA, do Conselho da Revolução e Major das FAPLA. Este interinava à presidência na ausência de Agostinho Neto.

Verdugo e traidor da luta independentista da Cabinda perseguiu Níto Alves até a sua entrega as autoridades, tendo ficado com a pasta do lendário Comandante onde continha documentos “secretos” que desapareceram.

Embora iletrado, foi Ministro da Agricultura, e mas tarde Embaixador, tendo morrido sem beira nem era, como de praga se tratasse.

SIC-RÉPRESSION : João Lourenço a promu des tortionnaires…

Manuel Pedro Pacavira, foi activista político e membro do Comité Central do MPLA, e juntou-se com Uaenhenga Xito, um dos principais de tractores do Comandante Níto Alves, porquanto hegemonia entre os marquizardes e os ex-presos políticos, diz acrescentando que essas duplas, era perigosa e não admitiam qualquer contestação a Agostinho Neto, e quem o fizesse era imediatamente abatido (morto).

Durante os acontecimentos do 27 de Maio de 1977, Manuel Pedro Pacavira, apareceu publicamente fardado e armado, embora nunca tinha feito parte das estruturas militares e paramilitares, permitindo-o assim matar livremente todos que cheiravam fraccionismo. 

Pacavira era chefe de uma CAC. Nesta qualidade conseguiu fazer intrigas junto de Agostinho Neto, simulando à morte de um casal branco para culpabilizar o Comandante Sotto Mayor que se encontrava em Calumbo, no casamento do Comandante Imperial Santana em Agosto de 1975.

Está intriga resultou no fuzilamento em hasta público do Comandante histórico antes da proclamação da independência.

O documento afirma ainda que Carlos Lamartine, músico-compositor, transitou de bufu (traidor) da PIDE-DGS para a DISA ajudou os carrascos na caça dos seus companheiros músicos dentre eles David Zé, Urbano de Castro, etc. … E ganhou como recompensa o cargo de membro do Comité Central do MPLA.

 Agostinho André Mendes de Carvalho “Uanhenga Xito” de feliz memoria, era activista político destacado do MPLA e membro do Departamento de Organização e Massas, e do Conselho de Revolução.

La Mafia au « poleiro » (MPLA), l’unique organisation criminelle, véritable, que connait l’Angola.

Uanhenga Xito, como era mas conhecido tinha como lema “Quem matar Neto em Catete não passa” dançando com o pano amarrado na cintura,

diz a fonte que foi um dos perseguidores de Níto Alves, por raiva incubada porque quando Níto ostentava o cargo de Ministro da Administração Interna, o destituiu do cargo de presidente da Câmara municipal de Luanda, numa assembleia de trabalhadores.

Mendes de Carvalho que nunca foi militar, andava trajado de vestes camuflado militar, com cinturão e pistola, foi de carro blindado prender seu sobrinho (filho da irmã), Caeiro Fortunato na altura seu vizinho.

Este jovem desapareceu até a data presente, e Uanhenga Xito foi elogiado pelas execuções feitas por sua iniciativa no discurso de 01 de Agosto de 1977, por Iko Carreira, então Ministro da Defesa.

“E como recompensa foi agraciado com os cargos de Governador de Luanda, Ministro da Saúde, Secretário do Comité Central do MPLA, deputado, embaixador na RDA e Polónia. Tudo isso, só com a 4ª Classe de escolaridade. E foi igualmente membro da Comissão de lágrimas composta maioritariamente por mulatos e apenas três negros e extorquia depoimentos, na altura de decisão para ser ou não fuzilados fingia que estava a dormir”.

António dos Santos França “Ndalu” foi membro Bureau Político e do Comité Central do MPLA, do Conselho de Revolução e Comandante da 9º Brigada das FAPLA.

Ndalu, aquando dos acontecimentos do 27 de Maio de 1977, ordenou a detenção e fuzilamento de todos os militares daquela unidade que se encontravam fora do quartel.

Mas, no entanto, quando se apercebeu da prisão do Comandante Roberto Leal Monteiro “Ngongo” (então ministro do Interior) foi a prisão solta-lo, salvando-o da carnificina que se seguiu a todos membros que faziam parte da 9ª Brigada.

Este acto, demonstrou a solidariedade entre os mulatos, pois que, deixou os outros a mercê da morte, tal solidariedade não se verificou entre os negros.

De acordo com os documentos, Carlos Alberto Van-dú-nem “Beto”, activista político do MPLA, foi com Uanhanga Xitu, Pacavira e Bernardo de Sousa, os responsáveis do DOM Regional, em contraposição chefiado por grupo de Níto Alves. Estes quatros responsáveis foram os artífices da caça aos ditos fraccionistas nos bairros de Luanda e nas restantes províncias que aderiram a manifestação.

Bento Van-Dúnem, segundo as suas palavras pretendiam exterminar todos negros que tivessem o nível escolar acima da 4ª Classe, participou nas buscas, capturas, ordenou e assistiu o fuzilamento de alguns”.

Agraciado com o cargo de Ministro do Comercio Interno, importou propositadamente um vinho (Kissuku) com doses elevadas de ferro e chumbo, que consumido embriagava o utente e uma vez adormecido nunca mais acordava “morria”.

Cristiano André, na altura membro do Conselho da Revolução e Presidente do Tribunal Popular Revolucionário.

De acordo com a fonte, foi o responsável máximo deste fictício órgão judicial que fingia julgar os fraccionistas, sem processo, nem defesa, ou contraditório para depois serem condenados a morte e entregues aos pelotões de fuzilamento criados para efeitos.

Diósgenes Boa Vida, na altura membro do Conselho da Revolução e Ministro da Justiça. Elemento fundamental na farsa processual contra os nitistas, trabalhava em estreita colaboração com os Tribunais Populares Revolucionário e Militar, fez parte da comissão de lágrimas e assistiu vários fuzilamentos de indivíduos, como testemunha jurídico do governo.

De acordo com o livro da Fundação 27 de Maio, consta que dos falsos julgamentos, dos processos de elementos condenados a morte tinham por último a sua assinatura, diz acrescentando que Deógenes Boavida, depois de deixar o parlamento, foi atacado por uma doença, tendo falecido em Portugal abandonado pelos seus companheiros.

José Maria, capitão das FAPLA, No decorrer da manifestação do 27 de Maio de 1977, na companhia do Onambwe e de oficiais cubanos, dispersaram os manifestantes que se encontravam de frente a TPA e RNA, num acto que se estima terem morrido, só naquele momento mais de 500 pessoas entre homens, mulheres, crianças, adolescentes, mulheres grávidas e velhos.

“Esteve presente em todas as sessões de torturas e matanças

Fidel Castro, presidente do partido Comunista em Cuba, do conselho do Estado e Comandante-em-chefe das FARC (Forças Armadas Revolucionárias de Cuba).

Sob o lema “Defender Neto é defender a revolução angolana”. Consta que depois dos manifestantes terem, sob o seu controlo a RNA e a TPA, Agostinho Neto aflito, refugiou-se num submarino Suvietico a costa nas águas angolanas,

tendo daí telefondo para Fidel Castro, pedindo socorro imediato, depois de lhe informar o que estava a acontecer, diz o livro que Cuba e Fidel Castro tinham em Angola vários destacamentos militares que perfaziam cerca de mil homens, espalhados de Cabinda ao Cunene.

Em Luanda onde se encontrava a unidade de elite, seu comandante recebeu ordens directas de seu chefe Fidel para sair em defesa de Neto reprimindo os manifestantes.

Foi assim que alguns oficiais cubanos, acompanhados por major Kamu de Almeida, major Delfim de Castro, Capitão José Maria e outros, em carros blindados, irromperam contra os manifestantes que se encontravam juntos das já citadas instalações, abrindo fogo com as metralhadoras fixas nos blindades, pelo que neste acto morreram mais de 500 pessoas.

Com a participação directa de cuba na matança de angolanos imiscui-se nos assuntos internos de angolanos para angolanos, na capa de internacionalismo proletário, ou seja, ajuda desinteressada, diz o livro acrescentando que essa força ajuda, custou aos cofres do Estado angolano (do povo que ele próprio matou), mais de cinco bilhões de dólares.

Julião Mateus Paulo “Dino matross”, na altura, membro do BP e do Comité Central do MPLA, do Conselho da Revolução, Comandante e membro da Direcção Política Nacional das FAPLA, diz o documento.

Participou activamente na perseguição, captura, torturas e fuzilamentos. Após extinção da DISA, criou-se o Ministério da Segurança do Estado (MINSE) onde foi ministro deste órgão.

Como recompensa, foi governador de Benguela e posteriormente Secretário-geral do MPLA, que nesta qualidade recebeu da Fundação 27 de Maio várias cartas que não tiveram qualquer resposta. Continua cúmplice, afirma a brochura.

Dino Matross, diz o livro, era visto diariamente no Ministério da Defesa com arma banduleira, como de caçador se tratasse, assim como a pistola na “bunda” como de cowboy se tratasse.

Rodrigues João Lopes “Ludi Kissassunda, Director da DISA (polícia política do MPLA -Estado), membro do Bureau Político e do Comité Central do MPLA e membro do Conselho da Revolução.

Como chefe da secreta teve como missão prender, extorquir informações, executar e mandar executar os presos, pressionando muitas vezes pelos seus companheiros mulatos, com destaque para o Onambbwe, seu adjunto;

Aquando da extinção da DISA, foi afastado de todos os cargos e recuperado por JES para governador das províncias de Malanje e Zaire. Este assassino impiedoso, diz o documento que hoje sofre de amnésia e vive em cadeira de rodas, extraia os testículos das vítimas e introduzia corpos estranhos nos órgãos genitais das senhoras.

Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, tenente das FAPLA.

Em Malanje, na companhia dos seus concunhados, Miguel Félix Camaketo e Kambrukussu, e dos cunhados Tony e Manuel Marta, enlutaram várias famílias naquela província, com maior realce a inteligência malanjina.

Consta e pesa sobre ele, diz o livro que o fuzilamento de muitos jovens da JMPLA num dos pavilhões de basquetebol que haviam se manifestado em solidariedade dos acontecimentos em Luanda. Alguns jovens só não foram executados por ele, graças a intervenção de Afonso Van-Dúnem “Binda” que se encontrava em serviço naquela província.

Virgílio de Fontes Pereira “Gigi” na altura membro da JMPLA, em comprimento directivas de Agostinho Neto, que consistia em denunciar, prender e matar os nitistas, denunciou a DISA seus irmãos Panquê e Nela Fontes Pereira (amiga de Níto Alves), que levados nunca mais foram vistos.

« Le MPLA est un parti terroriste et de malfrats », a déclaré un politique Mozambicain

 

Consta que Manuela F. Pereira, teria sido salva, caso aceitasse envolver-se sexualmente com alguns chefes da DISA, que alegavam ser (ela) amante de Níto Alves, diz a fonte.

 Panquê deixou um filho que gigi, como tio, nunca o apoiou, no crescimento, educação, trabalho entre outros, muito embora hoje faça parte da lista dos milionários de Angola.

Adelino Marques de Carvalho, capitão “Muxanvua” na altura coordenador da JMPLA no bairro Golfe, fez parte da distribuição do “Livro Vermelho” de Níto Alves (13 Teses em minha defesa), que levou o fuzilamento de centenas de jovens que tivessem conhecimento da existência ou lido o referido livro, isso como partidário de Níto Alves.

 Na reviravolta, muda-se para o lado triunfante e passa a destratar ex-companheiros, tendo neste acto denunciado dois jovens que ele considerava os mais perigosos para a sua vida, entregues a DISA e foram fuzilados.

Como jornalista trabalhou na Rádio Nacional de Angola, foi Director do Jornal de Angola, deputado da primeira legislatura, que em conjunto com outros jornalistas, Alexandre Gourgel e André Passy já falecidos, faziam a tripla que combatiam no parlamento a ala savimbista.

Denunciado por Silva Mateus sobre o desaparecimento dos dois jovens referidos, ameaçou processar o intrépido General Dituba, que em contra ameaça aconselhou-o a levar o assunto aos órgãos de justiça o que tem esperado até hoje, diz a fonte.

Kundi Pahaima, na altura activista político do MPLA. Integrou vários órgãos do partido Estado, membro do Bureau Político e do Comité Central, Comissário Provincial do Kunene, Ministro da Segurança do Estado, governador de Luanda por acumulação, General das FAA, Ministro da Defesa Nacional, Ministro dos Antigos Combatentes e veteranos de Guerra, tudo isso como recompensa da sua na repreensão contra os fraccionistas.

De acordo com a fonte, Bornito de Sousa, era tenente das FAPLA e membro da JMPLA. Fazia ainda parte da Contra Inteligência Militar (CIM), é nestas qualidades que se solidarizou-se com os outros matadores na identificação, perseguição e captura de supostos manifestantes.

   

Segundo o documento, consta que coordenou pessoalmente o grupo de militares que foram capturar o lendário guerrilheiro inter-urbano “Sabata”, cujo destino, como se sabe, foi fuzilado e seu corpo atirado na vala comum do Cemitério da Mulemba “14” em Luanda.

Viveu de costas viradas com o seu pai biólogo por este ter sido membro influente da FNLA que nos últimos tempos da sua vida, sobreviveu estendendo às mãos aos seus ex-alunos socialmente bem posicionados.

Fernando Faustino Muteka, activista político do MPLA e membro da DISA.

Como Ovimbundu, foi o maior carrasco dos bienos e huambuenses e não só durante a ressaca do 27 de Maio de 1977, portanto não admitia que os mesmos quisessem matar A. Neto.

O documento diz ainda que Muteka, participou activamente na ala nitista divulgando as treze “13 teses” e na revira volta, eliminou todos que conheciam da sua participação no nitismo.

Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” trabalhou com Luciu Lara que o projectou politicamente após 27 de Maio, colocando-o no recém criado órgão DORGAM (Departamento de Organização de Massas),

que em conjunto com outros jovens, enveredaram na caça ao homem fraccionistas, motivo pelo qual foi ascendendo aos lugares cimeiros da sua estrutura do partido e é membro do BP e do Comité Central do MPLA e tantos outros cargos que foi assumindo como recompensa do trabalho realizado na repreensão dos nitistas.

Bento Joaquim Sebastião Bento, membro destacado da JMPLA na altura, que no combate ao fraccionismo denunciou dois dos seus amigos e companheiros que desapareceram até hoje, com receio de que um deles pudesse denuncia-lo Pois, Bento Bento nutria simpatias veladas a Níto Alves, motivo do seu receio em relação aos seus companheiros.

Denunciado pela Fundação 27 de Maio, disse que iria processar o seu Presidente Silva Mateus, caso não pedisse desculpas, diz o documento.

Por outro lado Silva Mateus, não só reafirmou como aconselhou Bento Bento que se de facto se sentisse lesado por difamação e calunia, que encontrassem no tribunal.

LUNDA NORTE : Cafunfo en État de Siège,.. des Manifestants sous le Feu de l’ Armée,.. et de la POLICE …

João Ernesto dos Santos “Liberdade” foi membro do Comité Central do MPLA, do Conselho da Revolução, do Estado Maior das FAPLA e comandante de coluna.

Logo a seguir do 27 de Maio, foi nomeado Comissário provincial da Lunda, que nesta qualidade mandou localizar, identificar e fuzilar todos da etnia kimbundu que se encontravam na província, que em resposta aos editoriais de Ndunduma e outros sobre a morte do Comandante Dangereux seu contemporâneo do Moxico.

José Luandino Vieira, como jornalista e escritor, atém de fazer parte da comissão das lágrimas, redigia escritos publicados nos órgãos de comunicação social que instigavam o ódio racial contra os negros sob o pretexto de que os nitistas pretendiam matar todos mulatos e brancos.

KLEPTO-MANIA : .. um fardo chamado,.. JOAO-MARIA de SOUSA …

João Maria de Sousa e Rui Ferreira, ambos na altura capitães das FAPLA, em comissão de serviço na província de Benguela, entusiasmados pela propaganda de incitamento à violência contra os fraccionistas, para agradar as chefias, enveredaram também na caça aos ditos golpistas que segundo se dizia pretendiam matar Agostinho Neto.

Nesta senda foram os executores da família Rasgado, de Ngungu Arão, então Comissário Provincial de Benguela, dentre outras famílias.

Hélder M. Vieira Dias Kopelipa, jovem das FAPLA, recebia “ordens superiores” para

orientar e certificar “in loco” o fuzilamento de alguns autóctones indicados pelos seus superiores. Assim,

o general contribuiu literalmente para o genocídio que assombrou nestas datas as famílias angolanas.

 

Jornal Hora H 

23-May-2020 16:25:00

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Mise en forme : jinga Davixa

 

40 années d’un silence bruyant.

MANIFESTATIONS : Les « Revus » protestent pour demander la justice et la fin des assassinats en ANGOLA …

CABRITISMO : JOAO-MARIA de SOUSA,.. Ex-PGR actuou como empresário tendo FALSIFICADO certidão comercial …

CASOS DE DESNUTRIÇÃO AUMENTAM NO PAÍS: FOME MATA QUASE 3.500 CRIANÇAS …

LAVA JATO : « Tarde ou cedo, são eles que acabarão na cadeia »… – Rafael Marques –

CABRITO-FUNDO : O Juiz Presidente Rui Ferreira e a conspiracão ?.. do … “Cabritismo” ?..

DROITS DE L’HOMME : .. un fardeau qui s’appelle,.. JOAO-MARIA de SOUSA …

MANIFESTATIONS : Les « Revus » protestent pour demander la justice et la fin des assassinats en ANGOLA …

MPLA : A Quand la lutte contre la corruption ?.. Mais sérieusement ?..

CABRITO-FUNDO : O Juiz Presidente Rui Ferreira e a conspiracão ?.. do … “Cabritismo” ?..

LAVA JATO : ..Les Gouvernants de l’Angola traités de .. « Criminels » … (vidéo..)..

ANGOLA : Le Vice-président de la république,.. Bornito Sousa poursuit les journalistes, du journal « Liberdade »…

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

PRÉSIDENT : une immunité à Vie du Dictateur n’est plus du tout garantie…

ANGOLA : Droit à la Santé et Crimes contre l’humanité …

« Le MPLA est un parti terroriste et de malfrats », a déclaré un politique Mozambicain

RÉPRESSION : un opposant dénonce en angola,.. des méthodes qui rappellent l’apartheid…

MPLA : LA GUERRE, SEULE LA GUERRE…CHASSE DU POUVOIR !

FAA : Fortes tensions au sein des Forces Armées Angolaises – Rafael Marques de Morais

LAVA JATO : Negócio de USD 300 milhões $$,.. embaraça Juiz do Supremo : “.. Agi como facilitador” …

LA « CONSPIRATION DES JUGES » : Urgence en Angola, de créér une Commission Présidentielle.. Anti-Corruption…

ANGOLA : Conseils pratiques pour prisonniers .. de Luxe .. et autres..”V.I.P” ?.. – Rafael Marquès de Morais

PROCÈS : Les familles des accusés d’attentat contre Bornito de Sousa, Vice-président de la république d’Angola, dénoncent une manipulation !..

BARBARIE : João Dala est mort … il avait subi en 2016 une torture sadique … et brutale … 15 heures durant … par les enquêteurs du SIC…

ANGOLA : LUNDA-NORTE EST EN DEUIL,.. LE RÉGIME CONTINUE D’ ASSASSINER …

 

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Fevereiro 14th, 2020 Por cabritta

Em reação ao “Luanda Leaks”, jornalista Rafael Marques pede cooperação internacional para recuperar “bens saqueadosde Angola e diz que, além de Isabel dos Santos, os que a ajudaram também devem ser responsabilizados.

Rafael Marques, o jornalista angolano que mais investigou e denunciou os esquemas de corrupção da família dos Santos, falou à DW África depois da complexa teia de negócios e suspeitas de esquemas de corrupção que envolvem a empresária angolana terem sido reveladas na investigação jornalística “Luanda Leaks” – um trabalho levado a cabo pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), que integra órgãos de comunicação social de todo o mundo.

Angola: José Eduardo dos Santos sai da “toca” aos poucos

Na entrevista, Rafael Marques de Morais pede ainda cooperação internacional para que Angola possa recuperar “parte dos bens que foram saqueados do país” e diz que se está a assistir à queda de um império e ao fim político da família de Isabel dos Santos, que desafia a regressar a Angola para enfrentar a justiça.

DW África: Imagino que esta é uma notícia que esperava há anos?

Rafael Marques de Morais (RMM): É uma notícia que efetivamente esperava anos, mas que também me deixa triste. Deixa-me triste porque só quando os estrangeiros falam é que os próprios concidadãos ouvem, é que o mundo [ouve].

Enquanto jornalista angolano, muitos destes factos que estão a ser revelados nestes documentos foram por mim revelados, mas ninguém prestava atenção porque se tratava de um jornalista africano.

Só quando os jornalistas europeus e americanos pegaram no assunto é que o assunto tornou-se sério o suficiente para que certos governos e a sociedade de muitos países começassem a prestar atenção.

Mas é importante.

Mais uma vez, nós próprios, angolanos e africanos de um modo geral, continuamos a ter esta incapacidade crónica de reagirmos ao sentido crítico dos nossos próprios concidadãos, para que possamos olhar para as nossas sociedades e trabalhar de forma solidária para o bem comum.

        … Isabel dos Santos e Sindika Dokolo

DW África: Depois de todos estes documentos e provas que revelam indícios de atividade criminal de Isabel dos Santos e da sua família terem vindo a público, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, mas também a PGR em Portugal, já não têm desculpas para não agirem neste caso?

RM: A Procuradoria-Geral de Portugalnão tem desculpas, o Banco de Portugal não tem desculpas porque

não “irritantes políticos”, como diria o primeiro-ministro António Costa.

É do interesse geral, é do interesse internacional, universal, que haja procedimentos criminais por todas essas revelações feitas sobre a forma como Isabel dos Santos saqueou Angola

 em conluio e com a participação ativa de vários gestores portugueses, de vários advogados portugueses e outras figuras da sociedade portuguesa que a ajudaram a branquear capitais e a sua imagem enquanto desgraçava o povo angolano

DW África: Portanto, estas investigações não devem ser dirigidas unicamente a Isabel dos Santos, mas também a bancos, empresas e indivíduos estrangeiros, ou seja, todos os que ajudaram nestes esquemas ?

RM: Com certeza.

E também os próprios cidadãos angolanos que facilitaram estes esquemas.

Por exemplo, nada destes esquemas teria sido possível sem a total colaboração do Banco Nacional de Angola. E nessa altura, quem respondia pelo Banco Nacional de Angola como governador é o atual governador José de Lima Massano, o indivíduo que mais facilitou essas saídas.

E o outro, o ex-governador [que esteve no cargo] até 2017 e que facilitou as últimas transferências de Isabel dos Santos, Valter Filipe, já está a ser julgado por um outro crime envolvendo o irmão de Isabel dos Santos.

De modo que é fundamental para que Angola efetivamente consiga recuperar parte dos bens que foram saqueados do país, que haja colaboração internacional e que Portugal, que serviu durante esses anos todos de principal lavandaria para Angola, possa então finalmente investigar Isabel dos Santos. Porque, até então, investigavam todas as outras figuras, exceto Isabel dos Santos.

Rafael Marques: “É o fim político de uma família que tanto…

DW África: Isabel dos Santos está a perder o estatuto de “intocável” em Portugal. Há portas que estão a fechar-se para ela, para o seu marido [o empresário congolês Sindika Dokolo]. O nome de Isabel dos Santos já foi riscado do Fórum Mundial de Davos, que começa esta semana, grandes bancos estão a esquivar-se de relações económicas com ela e com o marido. Estamos a assistir ao fim de um império?

RM: Inevitavelmente é o fim de um império e o fim político de uma família que tanto mal causou a Angola e aos angolanos por causa da sua ganância desmedida.

DW África: Isabel dos Santos já se está a defender: está a dizer que é uma perseguição, fala em racismo… Na sua opinião, o que é que ela devia fazer? Regressar a Angola e enfrentar as acusações?

RM: Quando Isabel dos Santos trouxe para Angola batalhões de consultores portugueses para ajudarem a saquear o país, ela não se lembrou que esses indivíduos eram brancos. Só se lembrou da cor desses indivíduos agora.

Quem trouxe os estrangeiros para Angola para ajudarem a família dos Santos a roubar, foi a própria família dos Santos.

Hoje já é racismo.

E é tão contraditória e tão mentirosa: ainda há dias dizia que o grande problema é que estava a ser perseguida politicamente por João Lourenço.

Agora é o racismo da Europa e dos Estados Unidos.

Estão a acabar as suas desculpas.

A ascensão e a derrocada.. de ISABEL DOS SANTOS está ligada aos escândalos de corrupção no Brasil,.. pela LAVA-JATO …

Ela deve regressar a Angola e fazer aquilo que ela deva ter feito há muito tempo e já vai tarde: pedir perdão ao povo angolano e sujeitar-se à Justiça, como fazem todos os outros cidadãos.

Ela pensou que estaria segura na Europa e que continuaria a contar com o seu estatuto de “intocável” e hoje está a ver que é o contrário por ser mais respeitada e melhor tratada em Angola do que nesses países onde começam a desprezá-la, porque as pessoasnão

querem ser associadas com a corrupção e porque também comeram o suficiente e hoje podem descartar Isabel dos Santos remetendo-a aos órgãos judiciais.

Por Madalena Sampaio

janeiro 20, 2020 – A VOZ DO POVO

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PRÉSIDENT : une immunité à Vie du Dictateur n’est plus du tout garantie…

CABRITO-LEAKS : .. a IMPOSSIBILIDADE dos acordos com ISABEL DOS SANTOS …

CABRITISMO : JOAO-MARIA de SOUSA,.. Ex-PGR actuou como empresário tendo FALSIFICADO certidão comercial …

DITADURA : ..(Já) temos em Angola um sistema judicial credível ?..

LAVA JATO : « Tarde ou cedo, são eles que acabarão na cadeia »… – Rafael Marques –

ANGOLA : Droit à la Santé et Crimes contre l’humanité …

LAVA JATO : Destruir o covil de ladrões …

BNA : .. GOUVERNEUR MASSANO ?.. LA DÉMISSION… C’ EST MAINTENANT ?..

 

CABRITO-LEAKS : .. Tantos estrangeiros governando Angola, JÁ ARREPIA & faz de nos o diablo negro …

CABRITO-LEAKS : .. Luanda leaks,.. arrogância,.. cinismo e ingenuidade … – João Melo

KLEPTO-MANIA : Quê família é essa ?..

LAVA JATO : ..Les Gouvernants de l’Angola traités de .. « Criminels » … (vidéo..)..

KLEPTOCRATIE : un (une) « kleptocrate »  ne peut être promu(e) … Ni ministre, ni dirigeant(e),..  ni xxx..x.. et … ni Vice-xxx..x…..

LAVA-JATO EM ANGOLA …

LAVA JATO : ..Congeladas contas bancárias de Higino Carneiro,.. Manuel Rebelais e outras figuras políticas na Suíça …

LAVA JATO : .. Justiça angolana aguarda por FIM de imunidade para investigar Manuel Vicente – PGR …

KLEPTO-CRACISMO : .. Juntos e misturados na.. roubalheira …

DOS SANTOS : .. O « Cabritismo » uni-pessoal …

LAVA JATO : Estados Unidos pedem cabeças do regime …

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

CABRITISMO : JOAO-MARIA de SOUSA,.. Ex-PGR actuou como empresário tendo FALSIFICADO certidão comercial …

LUANDA-LEAKS : “É o fim político de uma família que TANTO MAL causou a Angola” – Rafael Marques –

ASSASSINS !

 

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Outubro 12th, 2019 Por cabritta

DOS SANTOS FEZ DE ANGOLA UMA EMPRESA UNI-PESSOAL

Uma antiga correspondente da agência France-Presse e da RFI – Rádio França Internacional em Angola, Estelle Maussion, descreve, num livro que será lançado amanhã, quarta-feira, que o antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos criou “um sistema” que tomou o país e não antecipou “a ruptura” que o seu sucessor iria fazer.

“José Eduardo dos Santos é a personagem principal deste livro. Tem uma trajectória fascinante, chega ao poder aos 36 anos, quando há muitos conflitos, instaurou um sistema político e económico. Para além da conjuntura, ele é alguém muito hábil, discreto. E claro, também teve alguma sorte”, disse Estelle Maussion à agência Lusa, a propósito da sua obra “La dos Santos company – Mainmise sur L’Angola”

(“A empresa dos Santos, o controlo de Angola”, em português), editado pela editora Karthala, e que chega esta quarta-feira às livrarias francesas.

O livro conta de forma vivida, às vezes na primeira pessoa, a ascensão da família do antigo Presidente ao poder, contextualizando assim a história recente de Angola.

“Ele instaurou um sistema onde a riqueza é gerida por um pequeno grupo de pessoas, muito próximas do MPLA e isso criou um certo sistema, como a falta de transparência, a corrupção e um certo nepotismo. E o que conto no livro é como é que isso aconteceu e também como este sistema se apoderou do país”, explicou a autora.

Estelle Maussion, jornalista especializada em temas africanos, viveu em Angola entre 2012 e 2015 como correspondente e foi-se apercebendo que o então Presidentenão estava sozinho no poder, gerindo um pequeno grupo de familiares e amigos à sua volta.

Formavam todos um clã de pessoas muito próximas”, indicou.

Assim, no seu último ano no país e a partir de 2017 – quando João Lourenço chegou ao poder -, a jornalista francesa utilizou o seu trabalho como correspondente, mas também entrevistas com especialistas sobre Angola, membros da UNITA e do MPLA e fontes na Cidade Alta (sede do poder) para traçar a história da ascensão – e posterior queda – da família do antigo governante.

“Queria fazer um livro num formato jornalístico, mas acabou por ser um livro de narrativa não ficcional, baseado na minha investigação, para tornar o livro mais acessível e interessar as pessoas na família e no país. […] É uma saga familiar porque é a família que nos conta a sua história de ascensão ao poder em Angola”, explicou.

Com uma história difícil com França desde o caso ‘Angola Gate’ – processo que envolveu várias figuras de relevo no universo político e dos negócios em França, incluindo o filho do antigo Presidente François Miterrand, sobre a venda de armas a Angola -, Estelle Maussion, chegada a Angola pouco depois dos julgamentos em terras gaulesas, sentiu o “clima negativo” entre os dois países.

“Senti-me como ‘persona non grata’ como correspondente de uma agência francesa de notícias. Ninguém queria muito ver-me”, disse a jornalista, afirmando que a França fez esforços diplomáticos desde aí para melhorar a situação, lembrando que grandes empresas francesas, como a petrolífera Total, detêm investimentos no país.

Quanto à saída de José Eduardo dos Santos do poder, a jornalista considera que foi muito reflectida pelo antigo Presidente. “É um estratega e ele tentou avaliar a melhor solução, mas deparou-se com uma situação complicada. A economia não estava bem, socialmente havia muita contestação e muita contestação dentro do próprio MPLA e o factor que pode ter tido mais peso, mas sobre o qual não temos muita informação, é o seu estado de saúde”, considerou.

Mas o que José Eduardo dos Santos não terá tido em conta foi o desejo de mudança do actual Presidente, João Lourenço. “Ele pensou que era melhor entrar num regime de transição, em que podia controlar, do que ir até ao fim e depois haver uma catástrofe para os seus próximos. Mas não me parece que ele antecipasse até que ponto João Lourenço ia causar uma ruptura”, referiu Estelle Maussion.

Mas a história do clã dos Santos ainda não terminou, acredita Estelle Maussion, apesar de o filho José Filomeno dos Santos estar à espera de julgamento em Angola, e de a filha Isabel dos Santos ter saído da Sonangol.

“A família não vai ser completamente posta em causa e vão conservar algum poder importante na sociedade angolana, mesmo que estejam em dificuldades”, concluiu.

 

Eis o que começa por dizer a autora

«Um pai autoritário, uma garota bilionária e um filho preso.

José Eduardo dos Santos, que chegou ao poder em 1979, decide tudo sozinho e distribui recursos pela sua família, enquanto a maioria da população vive com menos de dois dólares por dia. Um reino familiar que promete eterno até o novo homem forte, João Lourenço, decidir-se a limpar tudo depois de vencer a eleição de Setembro de 2017.

“Quando estamos juntos, não falamos sobre as nossas actividades profissionais. Compartilhamos notícias, especialmente sobre crianças. Costumamos conversar sobre os bons velhos tempos, os dias em que éramos pequenos”, contou José Filomeno à autora numa tarde de Outubro de 2012 em Luanda.

No alegre barulho causado pelos netos, todos observam a reacção do patriarca, José Eduardo, a encarnação de um punho de ferro em uma luva de veludo. Líder tribal impenetrável, é ele quem decide, separa, promove e castiga. Ele não é apenas irmão, pai, avô, líder ou presidente. Ele é o mestre da sua existência, o “padrinho” de um clã que reina supremo e inescrupuloso sobre Angola.

 

Sua omnipotência é sentida em nenhum outro lugar melhor do que na Cidade Alta, o distrito que abriga o palácio presidencial. Luanda é uma cidade caótica e barulhenta, com calçadas quebradas ou inexistentes e tráfego de carros anárquicos.

A cidade alta é um paraíso de vegetação, silêncio e ordem.

Belas avenidas de palmeiras, ruas perfeitamente asfaltadas, calçadas pavimentadas diariamente, edifícios rosa e brancos que datam da época colonial, decorados com colunatas. Nós ouvimos os pássaros cantando.

Esse cenário idílico quase fazia esquecer que é um bunker.

No caminho para lá, soldados de uniforme, armados com metralhadoras, são colocados em cada porta, a cada 100 metros. Qualquer pessoa do lado de fora é imediatamente avistada.

Passando pelo primeiro portão, é preciso andar um pouco antes de ver a entrada do Palácio Presidencial e o seu pórtico de segurança, onde agentes de fato e gravata seguram os telemóveis, proibidos no recinto.

Uma vez lá dentro, os visitantes passam por um teste final, uma espera indefinida, confinada em salas de mármore, mas sem janelas. Chefes de Polícia, Ministros, Embaixadores, todos recebem o mesmo tratamento.

Uma ala do Palácio é reservada para recepções de personalidades estrangeiras, cuja data e hora são confirmadas apenas no último minuto. Recebidos com homenagens militares, os chefes de Estado e de Governo são escoltados para um pequeno e acolhedor salão.

Todos os gesto são examinados pelos homens do protocolo. Os jornalistas são relegados para os jardins para declarações à imprensa, sempre curtas, muito emoldurados e raramente seguidos de perguntas. É nessa atmosfera que reina José Eduardo dos Santos.

No papel, Angola é uma democracia.

Existe uma Constituição que separada os poderes executivo, legislativo e judicial, eleições regulares.

De facto, o presidente angolano decide tudo, sozinho. E isso, durante anos, do alto de sua torre de marfim, que é o Palácio Presidencial.

 

Os conselhos de ministros são realizados no andar superior, em uma enorme sala rectangular. Alguns cachos de flores tentam trazer um pouco de calor para a sala.

Em vão.

A configuração do local é suficiente para entender quem é o líder. José Eduardo dos Santos preside atrás de uma mesa imponente.

Abaixo, os ministros estão sentados, disciplinados, em torno de uma mesa oval.

Quando o presidente entra a atmosfera é tensa. Os rostos fecham-se. Prendem a respiração. Então, impassível, ele escuta por horas os relatórios de seus subordinados antes de finalmente anunciar suas decisões.

“Raros são os atrevidos a falar espontaneamente, a maioria dos ministros espera que isso ocorra rezando para não sere solicitados”, conta alguém assíduo nessas reuniões. Quando o presidente não pode impor as suas opiniões tão directamente, ele faz uma consulta ao Conselho da República, órgão que reúne as forças do país (magistrados, partidos políticos, líderes religiosos e associações), antes de tomar uma decisão importante como a data das eleições.

A sessão começa como qualquer outra.

Ele deixa os protagonistas falarem por um longo tempo sem nunca falar ou mostrar qualquer reacção.

Parece uma esfinge. Todo mundo fica agradavelmente surpreso e tem a impressão de ser ouvido. Até ao final da sessão, José Eduardo dos Santos anuncia a data de sua escolha, para retomar o exemplo das eleições, observando que ela foi escolhida de comum acordo…

Se o presidente se comporta dessa maneira, é porque “considera o país como sua propriedade privada”, resume, depois de garantir a ausência de ouvidos indiscretos, uma jornalista angolana. E por uma boa razão, José Eduardo dos Santos não administra um estado, ele governa uma empresa familiar.

Desde a sua chegada ao chefe de Angola em 1979 teve o cuidado de distribuir riqueza nacional e posições de responsabilidade pela sua família.

Se o seu filho, José Filomeno, foi bem servido com o Fundo Soberano, sua filha mais velha, Isabel, recebeu a maior fatia do bolo com posições na indústria de diamantes, nos bancos, telecomunicações, imóveis e comércio.

Os dois herdeiros seguintes, a deputada Welwitschia, conhecida como Tchizé, e o artista José Paulino, de seu nome artístico Coréon Dú, não devem ter pena. Eles são omnipresentes nos campos de transmissão cultural e pública.

Um ex-parceiro do presidente por muito tempo liderou a agência que supervisionava os investimentos estrangeiros no país.

Quanto à primeira dama, Ana Paula, ela faz negócios nos sectores aéreo e da moda.

Com os três filhos de seu casamento com José Eduardo, jovens de vinte e poucos anos, eles são os orgulhosos proprietários de um salão de beleza de luxo em Luanda (o Deana Day Spa).

Os membros da família presidencial também estão presentes em todas as grandes empresas: a companhia nacional de petróleo Sonangol, a operadora de diamantes Endiama, a companhia aérea TAAG , as empresas de gestão de água e electricidade.

A Fundação José Eduardo dos Santos e a Fundação Primeira Dama centralizam actividades de caridade. Isabel, por sua vez, brilha como líder da Cruz Vermelha, levando a diva americana Mariah Carey a Luanda para uma gala de caridade.

Isabel é a estrela da família e seu rosto atraente no exterior.

Se ela é apelidada de princesa, é porque a sua vida tem tudo, como num conto de fadas. Ela é rica (fortuna estimada em três bilhões de dólares), inteligente (engenheira poliglota) e bonita.

Nascida da união entre José Eduardo dos Santos e uma russa, é casada com um príncipe charmoso, congolês Sindika Dokolo , coleccionador de arte e filho de um banqueiro que fez fortuna no Zaire de Mobutu.

Cosmopolita e extrovertida, Isabel sabe receber, como aconteceu numa sumptuosa festa de aniversário realizada num palácio em Marrakech, mas também se diverte no mundo do jet-set durante o festival de Cannes.

Não se pense que ela fica em casa a cuidar das crianças.

A filha mais velha de José Eduardo dos Santos é uma empresária formidável, que se tornou a primeira bilionária africana em 2013.

Um dia, ela cruzou o caminho com o grupo espanhol CaixaBank para assumir o controle do banco BPI em Lisboa. No dia seguinte, ela juntou-se a uma delegação de 200 líderes empresariais angolanos numa visita oficial à China.

No dia seguinte, participou num fórum do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Joanesburgo.

Como chefe da Unitel, a principal operadora de telefonia de Angola, ela participa numa mesa redonda com outras figuras africanas, incluindo Johann Rupert, o homem mais rico da África do Sul, e o bilionário Mo Ibrahim, campeão anglo-sudanês de boa governança.

O seu discurso, em inglês perfeito, dura apenas três minutos.

Sorrindo, ela se presta às perguntas da sala, sem nunca manter a palavra por muito tempo.

-Como incentivar o investimento em telecomunicações ?

-Quais são os motores do crescimento africano?

-Qual o papel das mulheres no desenvolvimento ?

 

Fácil, esses são os seus temas favoritos. Ela é está como um peixe na água. Isabel não é apenas um exemplo para as mulheres do continente, mas para todos os africanos”, afirmou, entusiasmado, o moderador do debate, Donald Kaberuka, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento na época.

A sala está conquistada. Os aplausos são disparados.

Tudo sob os olhos do marido, sentado na primeira fila da plateia. Isabel tem um sucesso modesto, agradece à assembleia sobriamente.»

Folha 8 com Agências – 1 DE OUTUBRO DE 2019

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Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

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Junho 19th, 2019 Por cabritta

Fernando Vumby

Luanda – INTRODUÇÃO: Como se já não bastasse a justiça angolana se parecer cada vez mais com um filme de comédia , quando não de terror . Parece que agora cada um tenta aplicar a sua finta complicando ainda mais a plateia já meia tonta em si por não perceber quem finta quem afinal ?

Fonte: Club-k.net

Se uns foram postos no olho da rua e não ficaram presos por ( provas fracas ) um termo do ultimo grito de fabrico nacional para não condenar , Enquanto outros xinguilaram , choraram e pelos vistos já se safaram e agora com essa de que o homem que se sentiu-se mal .

E foi mandado para casa sobre prisão domiciliar , quer dizer que afinal ainda estamos muito longe de conhecermos quem são na verdade os verdadeiros bandidos e os artistas neste filme.

( ZÉ MARIA ) NÃO DEU EM PADRE OPTOU PELA SACANICE

General Zé Maria

Quem conhece detalhadamente tudo que este senhor já fez de mau em Angola desde que se tornou num dos homens mais temidos e poderosos junto da presidência da República já desde os tempos ainda de Agostinho Neto .

Custa crer que alguma vez ele tivesse tido uma educação religiosa num seminário onde foi estudante e que esteve mesmo quase a ser sacerdote , gente geralmente de boas referencias muito embora sacanas sempre existiram no meio religioso.

Há cenas de arrepiar muitas das quais não passam mesmo nem pela cabeça do maior sacana da atualidade angolana . E longe do conhecimento deste povo constituído maioritariamente por jovens que quando nasceram o Zé Maria já tinha cometido os seus maiores pecados pessoais e sociais.

Muitas cenas sobre este senhor são daquelas que quando não vistas e nem vivenciadas custa crer pela dimensão atingida em termos de brutalidade , arrogância e prepotência de alguém , mesmo não sendo o único sacana que a nossa triste e humilhante história conhece.

Eu tive parentes com grandes ligações á ele e um deles ate lhe chegou á cozer mesmo calças era alfaiate o Santos era mais conhecido por ( Balsan Americano) frequentava o palácio da republica especialmente no tempo de Neto.

General Zé Maria …

 

E o outro foi um meio irmão meu , que era mais conhecido por S.Paulo na rua C9 de seu verdadeiro nome ( Paulo António Panzo ) filho de um senhor que foi meu padrasto.

S.Paulo era mulato escuro feito com uma branca que o meu padrasto tinha conhecido em Carmona antes de vir para Luanda onde acabou por conhecer a minha já falecida mãe .

Apesar de meio analfabeto S.Paulo ainda deu em logístico dependendo diretamente de Zé Maria numa das unidades militar na presidência que nunca cheguei a dar conta desta unidade nem mesmo quando já era operativo do CIM , mais isto pouco interessa nesta crônica.

Para mim , este senhor Zé Maria , é daquelas pessoas que não se deveria deixar um dia morrer sem que antes fosse bem ( espremido ) . Mas corretamente falando sem que fosse submetido á um interrogatório e investigação muito séria e competente .

Tem muitos podres e crimes cometidos por confessar , que se sabe muitos dos quais cometidos em conjunto dentro de planos e estratégia de governação deste MPLA que nunca vai chegar ate este ponto porque seria um tiro no próprio pé.

Se bem que há coisas que devem ser esquecidas , outras relembradas se quisermos viver em paz connosco mesmos e com os outros , mas crimes cometidos sem punição não deixa ninguém em sossego.

Continuarei

Fórum Livre Opinião & Justiça

Fernando Vumby

 

 

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

DEBATE : Direitos Humanos em Angola e Paz ?..

José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

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HITLER SAMUSSUKU : O novo preso politico detido por criticar João Lourenço …

FAA : Le Laboratoire du général ZÉ MARIA et l’agent portugais …

ANGOLA : Ces « Messieurs », seraient déjà démis de leurs fonctions, et arrêtés ! (dans certains pays occidentaux… ) – II

ANGOLA : .. E Finalmente…

FAA : Fortes tensions au sein des Forces Armées Angolaises – Rafael Marques de Morais

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

General Zé Maria em prisão domiciliar …

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Junho 1st, 2019 Por Kwaradio

Dezassete anos depois, a família de Jonas Savimbi disse que vai ficar “finalmente em paz”, depois dos restos mortais do líder histórico e fundador da UNITA terem sido entregues formalmente aos familiares e ao partido.

Em declarações à Agência Lusa, Durão Sakaíta assegurou a família “ficará finalmente em paz” depois de sábado, dia das exéquias fúnebres do seu pai que decorrem na pequena localidade de Lopitanga, a cerca de 30 quilómetros do Andulo, no norte da província do Bié.

Durão Sakaíta, um dos filhos mais velhos de Savimbi, falava momentos após cerimónia oficial de entrega dosrestos mortais de Jonas Savimbi à família e à UNITA, processo envolvido em grande polémica, só ultrapassada na passada quinta-feira, após intervenção do Presidente de Angola, João Lourenço, e consequente (mais, por enquanto, sem consequências) desautorização política do ministro Pedro Sebastião.

Amanhã ficaremos em paz.

Foram muitos anos de sofrimento e agora só queremos devolver a paz à nossa família”, disse o filho primogénito de Savimbi, evitando desta forma comentar a polémica desencadeada pelo coordenador da comissão multissectorial tripartida (Governo, família e UNITA), general Pedro Sebastião.

Pedro Sebastião, que é também ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República, foi acusado pela UNITA de criar complicações desnecessárias ao recusar na terça-feira entregar os restos mortais de Jonas Savimbi na capital do Bié, Cuíto, tendo-os transportado do cemitério municipal do Luena (Moxico) directamente para o Andulo.

Ao fazê-lo, acusa a UNITA, Pedro Sebastião inviabilizou a cerimónia que o partido do Galo Negro tinha preparado no Cuíto, em que estiveram presentes, além de parte da numerosa família de Savimbi e da direcção da UNITA, cerca de 5 mil apoiantes do partido.

Hoje, Durão Sakaíta, furtou-se a qualquer comentário sobre o assunto, justificando tratar-se de um “momento de recolhimento”.

Os restos mortais de Jonas Savimbiencontravam-se desde terça-feira numa unidade militar no Andulo, tendo começado por ser depositados na casa mortuária do hospital local, onde família e UNITA confirmaram serem os restos mortais do fundador do partido, morto em combate em Fevereiro de 2002,

após o que se procedeu à entrega formal da urna para a inumação, que decorrerá na manhã deste sábado.

O corpo de Jonas Savimbi será transportado hoje à tarde para Lopitanga, onde é aguardado por milhares de simpatizantes e onde será prestado um culto religiosopor volta das 19 horas, seguido por um velório final.

Presentes no acto, além da família, estarão toda a direcção da UNITA, liderada por Isaías Samakuva, bem como dezenas de convidados, entre eles, João Soares, filho do ex-presidente português Mário Soares.

 

Folha 8 com Lusa –  31 de Maio de 2019

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ANGOLA : Comunismo, Népotismo, e….Cabritismo !…

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ANGOLA : L’opposition n’a jamais été préparée pour un après …José Éduardo dos Santos !..

S.O.S : uma Angola livrada do “cabritismo” ?.. para uma nova vida ?….. é possível ?…

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Junho 1st, 2019 Por Kwaradio

LuandaAo não conferir honras de Estado às exéquias de JMS, o Executivo não só deixou a rédea solta à UNITA para que o partido do Galo Negro colhesse os benefícios políticos com o seu morto, como também não avaliou devidamente a situação, já que não contava com as simpatias que JMS ainda goza, mesmo depois morto e diabolizado até à exaustão.

Como que apanhados em conta mão, os «iluminados» do regime foram surpreendidos com os banhos de multidão que o acto tem vindo a mobilizar nas tradicionais praças-fortes do Galo Negro.

Nas contas mal feitas de alguns desses «pensólogos», as cerimónias fúnebres, sobretudo no Kuito seriam uma forma de reacender, ou adensar a animosidade da população local que, há mais de quarto de século, sofreu na carne o cerco à cidade e as atrocidades cometidas pelo movimento rebelde então liderado por JMS.

Ledo engano !

     .. O gesto, algo musculado do general Pedro Sebastião

O gesto, algo musculado do general Pedro Sebastião, terá sido uma corrida desesperada «atrás do prejuízo», de forma a reduzir ao mínimo o impacto político do funeral do «cadáver mais incómodo» do país. Como se isso não bastasse, cometeram outro erro: isolar a família de JMS do partido de que ele fora fundador.

Em boa verdade, o erro não começou no actual governação de JLo, mas de JES que não soube libertar o corpo do líder rebelde quando, nos primeiros 5 anos subsequentes à sua morte, a sua popularidade estava acentuadamente de rastos em que o nome de JMS quase que causava náuseas em vários segmentos da população.

Com o tempo foi-se dando conta que, afinal, a morte de JMS não só deixou órfão a UNITA, como também o próprio MPLA que perdera um «aliado contra natura», com o qual repartia as culpas da má governação e a crescente incapacidade de satisfação das necessidades básicas das populações, tais como o fornecimento de água potável, energia, saúde e saneamento básico.

Depois da realização com sucesso das exéquias do general Bem Ben, JLo tinha tudo para brilhar com JMS caso apostasse num funeral de Estado, à semelhança do que ocorreu meses antes em Moçambique em que o seu homólogo Filipe Nyusi que, n

um assomo de coragem e em desafio às correntes mais conservadoras da FRELIMO e das Forças Armadas, não hesitou em acolher os restos mortais de Afonso Dhlakama.


Ao elevado gesto de humanismo e tolerância política não se pode dissociar o facto de, num clima de guerra, ainda que de baixa intensidade, o chefe de Estado ter abandonado o conforto do seu palácio da Ponta Vermelha e ter ido ao encontro do então da RENAMO que se refugiara na Gorongosa.

Espero que o MPLA e a ala mais conservadora do regime saibam fazer as devidas leituras e tirem as ilações mais apropriadas deste episódio, que quase deixou cair por terra todos os esforços de Reconciliação Nacional empreendidos pelo PR JLo.

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Fonte : Facebook –

Mise en forme : jinga Davixa

 

 

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

FAMINE : ..Si Cunene est L’Angola,.. alors Joao Lourenço est un Menteur !..

LUNDA NORTE : Cafunfo en État de Siège,.. les Manifestants sous le Feu de l’ Armée,.. et de la POLICE …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

ANGOLA : LUNDA-NORTE EST EN DEUIL,.. LE RÉGIME CONTINUE D’ ASSASSINER …

KLEPTOCRATIE : un (une) « kleptocrate »  ne peut être promu(e) … Ni ministre, ni dirigeant(e),..  ni xxx..x.. et … ni Vice-xxx..x…..

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

LETTRE OUVERTE : ..( et publique ) au Président João Lourenço – William Tonet

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

https://collectifangolafrance.com/contact

 

 

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Maio 31st, 2019 Por Kwaradio

A UNITA acusou hoje o Governo angolano (MPLA) de estar “a humilhar” as exéquias fúnebres de Jonas Savimbi, cujos restos mortais foram entregues na segunda-feira no Luena, província do Moxico, e não hoje no Cuíto tal como fora acertado. 

E assim vai o reino do MPLA, dirigido por João Lourenço, que continua a ser muitíssimo forte com os fracos.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da comissão para as exéquias fúnebres do líder histórico e fundador da UNITA, Álvaro Chik Wamanga, mostrou-se indignado depois de a família e grande parte da direcção da UNITA, incluindo o Presidente Isaías Samakuva, estar no aeroporto Joaquim Kapango, no Cuíto, província do Bié, e não ter recebido os restos mortais de Jonas Savimbi.

A comitiva de jornalistas que deixou Luanda cerca das 08:00 aterrou cerca de uma hora depois no Cuíto, onde centenas de pessoas, dentro e fora do aeroporto, continuam a aguardar pelo início da cerimónia.

O ministro de Estado, Pedro Sebastião, que chegou ao Cuíto, cerca de 15 minutos depois do avião que trouxe os jornalistas, abandonou o aeroporto num dos quatro helicópteros presentes na pista em direcção ao Andulo, segundo Chik Wamanga.

Pedro Sebastião, mostrando o espírito de reconciliação e paz que caracterizam o MPLA, fez-se acompanhar por vários elementos da segurança de Estado e das Forças Armadas,

segundo o responsável da UNITA, abandonou o Cuíto sem sequer cumprimentar a direcção do partido presente no aeroporto.

Normal, portanto.

Desde quando é que os donos do reino cumprimentam os escravos ?

É uma humilhação uma vez que nem se dignou a cumprimentar a direcção da UNITA e foi directamente, ao que pensamos, para o Andulo, onde aparentemente os restos mortais de Jonas Savimbi irão ser entregues vindos directamente do Luena. Não sabemos a quem.

Quer a direcção da UNITA, quer sobretudo todos os familiares estão aqui no aeroporto do Cuíto”, disse.

Chik Wamanga acrescentou ainda ter recebido a indicação de que o Governo pretende realizar as exéquias fúnebres na quarta-feira no Andulo, embora esteja ainda a tentar confirmar a informação, uma vez que ninguém da parte governamental está no Cuíto.

Também a direcção da UNITA está a tentar a esclarecer a situação, se bem que suas excelências dos donos dos escravos entendam que não têm explicações a dar.

Estamos a aguardar por alguma novidade porque nesta altura não está aqui ninguém da parte governamental para nos dar explicações”, acrescentou.

Chik Wamanga realçou o facto de a comissão tripartida Governo-UNITA-Família ter consensualizado que os restos mortais seriam entregues hoje de manhã no Luena, situação que unilateralmente o Governo alterou na segunda-feira à tarde para o Cuíto, o que veio baralhar completamente toda a logística que o partido tem montada para dignificar a memória do líder histórico da UNITA, morto em 2002 em combate, o que marcou o fim da guerra civil angolana.

Perante o facto de os restos mortais não terem sido entregues no Cuíto, Chik Wamanga destacou “as manobras do MPLA e do Governo que pretendem boicotar toda uma homenagem a Jonas Savimbi.

Síndroma do MPLA (Estocolmo)

Os angolanos, sobretudo os 20 milhões de pobres, continuam a sofrer do Síndroma de Estocolmo que, durante 38 anos, lhes foi violentamente “injectado” por José Eduardo dos Santos ? Continuam.

Mas agora pensam que não. Estão a tomar um placebo chamado João Lourenço e, só por isso, se sentem melhor…

O Síndroma de Estocolmo é um estado psicológico em que uma pessoa, submetida durante muito tempo a um processo violento de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor, admiração, culto e amizade perante o seu agressor. Embora de barriga vazia, os angolanos diziam que José Eduardo dos Santos era o “escolhido de Deus”.

Amavam o seu carrasco.

E se, apesar do seu distanciamento e sobranceria perante o Povo, Eduardo dos Santos era idolatrado pelos seus escravos, a João Lourenço é muito mais fácil manter esse estado de coisas, embora maquilhando-o.

Está mais perto do Povo, é mais popular e acessível. O Povo continua a comer peixe podre e fuba podre, mas como o novo Presidente lhe permite que arrote sonoramente, acreditam que ele não é o seu carrasco.

Assim, continuam a manter o Síndroma de Estocolmo e a desenvolver sentimentos de afecto para com o seu carrasco.

A população angolana deverá duplicar a actual, passando dos actuais cerca de 28 milhões para quase 65 milhões, em 2050, segundo uma projecção do Governo de Angola. A fazer fé nas previsões do MPLA, que está no poder desde 1975, tudo se resolverá desde que, nessa altura, Angola continue a ser o MPLA e o MPLA continue a ser Angola.

Angola é uma região riquíssima que, apesar de ter nos seus autóctones os líderes formais, continua a gerar riquezas para os outros, ricos internos, e uma crescente população pobre.

  ..e uma crescente população pobre …

Já lá vão 17 anos.

Foi a 24 de Fevereiro de 2002 que alguém disse: «Sekulu wafa, kalye wendi k’ondalatu! v’ukanoli o café k’imbo lyamale !». Ou seja, morreu o mais velho, agora ireis apanhar café em terras do norte como contratados.

E fomos. E, tal como no tempo colonial, voltamos a desenvolver o Síndroma de Estocolmo.

Tirando os conhecidos exemplos da elite partidária, a maioria do Povo angolano têm estado deste então a apanhar café, ou algo que o valha.

E continua a idolatrar os seus carrascos.

No rescaldo da guerra imediatamente a seguir à Independência, entre 1976 a 1978, houve uma brutal escassez de alimentos e a paralisação dos campos de algodão e café do norte de Angola.nPara fazer face a esse desafio, o governo do MPLA reeditou a guerra do Kwata-Kwata, obrigando pela força das armas os contratados ovimbundos e ou bailundos (que outros poderiam ser?) a ir para as roças, sobretudo do norte.

Com a independência, os camponeses do planalto e sul de Angola sonharam com o fim do seu recrutamento forçado para aquelas roças. Finalmente, pensavam, o Síndroma iria morrer.

A reedição da estratégia colonial por um governo independente foi um golpe duríssimo na sua ilusória liberdade.

O líder da UNITA, Jonas Savimbi, agastado com a fraqueza e quase exaustão das forças que conseguiram sobreviver à retirada das cidades, em direcção às matas do leste (Jamba), onde reorganizou a luta de resistência, aproveitou esse facto, bem como a presença de estrangeiros, para mobilizar os angolanos.

«Ise okufa, etombo livala» (Prefiro antes a morte, do que a escravatura ), dizia Savimbi aos seus homens, militares ou não.

E agora ?

Agora os seus discípulos preferem, talvez porque eles próprios sofram do Síndroma de Estocolmo, a escravatura com alguma (embora pouca) coisa na barriga, renegando a liberdade com ela vazia.

O Síndroma de Estocolmo evoluiu para Síndroma do MPLA. Os escravos nutrem admiração, ou até mesmo amor, pelo carrasco.

Num cenário em que os poucos que têm milhões continuam a ter cada vez mais milhões e em que, no mesmo país, muitos milhões não têm sequer o que comer, que futuro terão os angolanos ?

Livramo-nos do carrasco colonial português mas, em troca, temos de aceitar um carrasco colonial angolano.

Mal por mal, antes a morte do que a escravatura ?

E se antes foi o tempo dos contratados e escravos ovimbundus ou bailundos irem para as roças do Norte, agora é o enxovalho de transportar pedras à cabeça para ter “peixe podre, fuba podre… e porrada se refilarmos”.

Mesmo assim, o tal Síndroma do MPLA existe e, por falta de alternativas válidas, os angolanos vão aceitando como normal e correcto o facto de a maioria ter apenas mandioca e farelo, enquanto os seus donos têm todas as mordomias de uma elite anafada.

Ao menos, dizem, o carrasco agora é outro.

Agora, para além de irem apanhar café em terras do norte como contratados, os 20 milhões de angolanos pobres aceitam passivamente ser escravos na terra que ajudaram a, supostamente, libertar.

Foi um síndroma que, pelos vistos, veio para ficar… e ficou mesmo.

 

Folha 8 com Lusa –  28 DE MAIO DE 2019

JONAS SAVIMBI : Crónica do « cadáver mais incómodo .. » do país – Ilidio Manuel …

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

FAMINE : ..Si Cunene est L’Angola,.. alors Joao Lourenço est un Menteur !..

LUNDA NORTE : Cafunfo en État de Siège,.. les Manifestants sous le Feu de l’ Armée,.. et de la POLICE …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

JONAS SAVIMBI : Crónica do « cadáver mais incómodo .. » do país – Ilidio Manuel …

http://sosdictature.com/angola-lunda-norte-est-en-deuil-le-regime-mpla-continue-dassassiner-lunda-norte-esta-de-luto-regime-continua-a-matar

KLEPTOCRATIE : un (une) « kleptocrate »  ne peut être promu(e) … Ni ministre, ni dirigeant(e),..  ni xxx..x.. et … ni Vice-xxx..x…..

JONAS SAVIMBI : Crónica do « cadáver mais incómodo .. » do país – Ilidio Manuel …

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

LETTRE OUVERTE : ..( et publique ) au Président João Lourenço – William Tonet

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

JONAS SAVIMBI : Crónica do « cadáver mais incómodo .. » do país – Ilidio Manuel …

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Maio 31st, 2019 Por Kwaradio

Lisboa – Cheya Sakaita Savimbi, o primogénito de Jonas Malheiro Savimbi, é o construtor que tem estado a acompanhar na aldeia de Lopitanga, a construção do Sepulcro para acolher os restos mortais do líder fundador da UNITA. De 46 anos de idade, Cheya é um engenheiro de construção civil formado em França mas que nos últimos meses mudou-se temporariamente para o município do Andulo para acompanhar às obras do sepulcro.

Fonte: Club-k.net

O sepulcro – em fase final de construção – está a ser erguido a poucos metro do cemitério onde foram enterrados os país de Jonas Savimbi, e reúne condições para visitas e outras personalidades que queiram no futuro render homenagem ao malogrado.

A construção do sepulcro está a ser custeada pela própria direção da UNITA, por via de recolha de contribuições dos seus militantes e amigo.

Pela parte da Casa de Segurança do Presidente da República coube o apoio institucional e abertura para exumação das ossadas reclamadas pela UNITA nos últimos 17 anos.

O apoio de João Lourenço para o desfecho deste processo todo é visto como gesto da sua boa vontade e em retificar erros do seu antecessor que se recusava entregar os restos mortais de Jonas Savimbi, movido pelo receio de que o funeral deste pudesse atrair paixões ou outro tipo de veneração em torno do seu antigo adversário politico.

Savimbi, foi inicialmente enterrado como indigente (com farda enxugada de sangue e sem se ter lavado o cadáver) no cemitério municipal do Luena, a 24 de Fevereiro, numa cerimonia distanciada dos procedimentos tradicionais pretendido pela família.

Durante algum tempo, a sua campa no Luena, foi alvo de veneração constante e também palco de atração de turistas (que saem das outras províncias).

Até a realização do processo de exumação, o cemitério do Luena encontrava-se em estado de conservação imprópria e corria a fama de que os coveiros cobravam certa taxa a quem desejar visitar a campa daquele que com junto com Agostinho Neto e Holden Roberto assinaram os acordos de Alvor para a proclamação da Independência Nacional de Angola.

acordo do alvor para a independencia de angola

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Mise en forme : jinga Davixa

 

ANGOLA : au nom de la Patrie !.. – Dr Esteves Isaac Pena.

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

http://radiokwanza.com/o-parlamento-quem-nao-vive-para-servir-nao-devia-servir-para-viver

José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

http://radiokwanza.com/angola-buracos-e-ca-com-a-malta

SINDIKA DOKOLO : .. O…”Oligarq-ismo” .. “Colecionar-ismo”,.. e… e.. “Cabrit-ismo” ?..

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

http://radiokwanza.com/100-cabritismo-o-terreno-de-tchize-no-talatona-fraude-ou-favoritismo-o-terreno-de-tchize-dos-santos-no-talatona-fraude-favoritismo-ou-cabritismo

ANGOLA : Paix et réconciliation nationale, 16 années plus tard,.. une kleptocratie dégoûtante… – par José Marcos Mavungo

CRIMES : Ministro do Interior apela à denúncia de crimes económicos para combater corrupção,…e..O “cabritismo” ?..

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Maio 30th, 2019 Por Kwaradio
Dezassete anos depois, a UNITA continua a evitar reabilitar a “Casa Banca”, onde residiu Jonas Savimbi no Huambo, residência que ficou destruída durante os 55 dias consecutivos de bombardeamentos das tropas governamentais em finais de 2001.
Recorde-se que, durante a guerra, as balas das FALA (UNITA) matavam civis.
As do MPLA desviavam-se…

Hoje, a casa do líder histórico da UNITA, morto em combate em 22 de Fevereiro de 2002, não é mais do que um “ícone” da guerra que, para o ser, teve de ter dois protagonistas antagónicos, em que o “Galo Negro” pretende (enquanto o MPLA deixar, é claro!) manter como “memória”de um conflito cujo fim, precipitado com a morte de Savimbi, apenas serviu para calar as armas (o que é vital), mantendo-se vivas quase todas as questões que originaram a guerra, a começar pelos nossos 20 milhões de pobres e a acabar no colonialismo (em muitas coisas bem pior do que o português) do MPLA.

A residência, a que se juntou mais recentemente, ao lado, a sede provincial da UNITA no Huambo e também o Comité Provincial da capital do “Planalto Central”, está sem tecto, com paredes destruídas e retorcidas, tendo quarta-feira à noite acolhido uma “vigília simbólica”no âmbito das exéquias fúnebres de Jonas Savimbi.

Dezenas de apoiantes do partido do “Galo Negro” montaram, dentro da “Casa Branca”, inúmeras tendas, onde permanecem há vários dias na expectativa de prestar homenagem ao “guia e mestre” Jonas Savimbi, cujos restos mortais era suposto passarem pelo Huambo, o que não aconteceu.

As divergências entre o Governo do MPLA, de um lado, e familiares de Jonas Savimbi e dirigentes da UNITA, do outro, continuam a gerar um impasse na entrega dos restos mortais, depositados terça-feira numa unidade militar no Andulo, no norte da província do Bié, depois de o “Galo Negro”ter elaborado um programa que previa a entrega do corpo no Cuíto, a capital provincial.

Hoje de manhã, várias dezenas de simpatizantes de Savimbi continuavam a aguardar por uma definição, com informações contraditórias sobre o paradeiro do líder da UNITA, umas que davam conta da presença de Isaías Samakuva no Andulo, outras que avançavam que iria seguir para Luanda para se encontrar com o Presidente João Lourenço.

Fonte do partido disse à Lusa que Samakuva será recebido hoje, em Luanda, por João Lourenço, reunião que tem por objectivo esclarecer o impasse, para que o funeral de Savimbi, previsto pela UNITA para o próximosábado, possa ocorrer de acordo com o calendário da formação política.

Na “Casa Branca”, na Rua 49, onde dezenas de bandeiras da UNITA estão a meia haste, o silêncio é respeitado por todos, pelo que ninguém quis falar, seguindo as ordens de Samakuva, que pediu aos apoiantes para se “manterem serenos”, para evitar especulações desnecessárias.

Por seu lado, Américo Wongo, secretário provincial adjunto da UNITA no Huambo, referiu que aguarda por uma comunicação superior para que se possa dar continuidade ao programa das exéquias fúnebres de Savimbiem Lopitanga, pequena localidade a 30 quilómetros do Andulo, onde o líder histórico do “Galo Negro” pediu, em vida, para ser sepultado, junto às campas dos pais.

“Com esta humilhação que a família biológica e partidária passa, Samakuva entendeu enviar uma carta ao Presidente da República para buscar os porquês, para saber se o Presidente está por dentro da situação ou se há alguém a violar o acordado, afirmou Américo Wongo.

segundo o general russo Valentin Varennikov

No livro “Irrepetível”, o general russoValentin Varennikov, que fez duas comissões em Angola em 1982 e 1983, integrando as forças soviéticas, é feito um retrato de Jonas Savimbi.

Este “episódio” é também referido por José Milhazes no seu livro “Angola o princípio do fim da União Soviética”:

Político enérgico, inteligente e esperto, Savimbi, recorrendo ao seu prestígio (o seu prestígio estava ao nível do de Neto, quando estavam juntos na luta de libertação nacional), infiltrou-se em todas as províncias fulcrais, em todos os seus poros: na economia, política, organização militar, ideologia, ciência, cultura, educação.

Em cada província criou uma região militar dirigida por um comandante e um quartel-general. Levou a cabo uma mobilização e formou destacamentos armados.

Equipou-os com armas, munições, equipamentos, criou centros de preparação desses destacamentos, nomeou governadores os comandantes das regiões militares que lhe eram pessoalmente fiéis.

Em toda a parte foram criadas empresas, estabelecidos contactos económicos entre as províncias.

A fim de reforçar a sua imagem de dirigente e defensor dos interesses dos seus concidadãos, Savimbi dedicava-se pessoalmente à reconstrução de escolas, escrevia manuais para as classes primárias, incluindo um abecedário.

Isto não podia deixar de tocar no coração dos pais, principalmente das mães: um abecedário escrito pessoalmente por Savimbi !

Savimbi segundo o general Samuel Chiwale

“Cruzei-me com a História” é um livro escrito por Samuel Chiwale, ex-Comandante Geral das FALA – Forças Armadas de Libertação de Angola, o exército da UNITA.

Sobre o presidente fundador da UNITA, mesmo que tendo sido vítima de algumas das suas injustiças, Samuel Chiwalediz: “O Dr. Savimbi era um verdadeiro fenómeno: um intelectual de mente clara e pensamento profundo. A juntar a isso estava a sua capacidade de, diante de alguém, traçar mentalmente o seu perfil e, em função disso, recorrer ao argumento apropriado para o convencer. Diante de pessoas com esta dimensão, pouco podemos fazer a não ser segui-las. Foi isso que se passou comigo” (Página 60).

Foi, aliás, isso que se passou com milhões de angolanos.

É claro que nem todos os que privaram com Jonas Savimbi, até mesmo alguns dos que com ele fundaram a UNITA, resistiram à força centrípeta dos dólares do MPLA, como recorda Samuel Chiwale. “Miguel N’Zau Puna e Tony da Costa Fernandes haviam sido comprados pelo MPLA por uns míseros milhões de dólares”, (Página 279).

Muitos dos ilustres dirigentes do MPLA devem ler (partindo do pressuposto, não confirmado, que sabem ler) esta obra da Samuel Chiwale. É que, cada vez mais, a tese de que o MPLA foi o único a dar o corpo e a alma na luta contra o colonialismo português cai por terra.

Se calhar, dos três envolvidos (MPLA, UNITA e FNLA) o partido a quem foi entregue pelos camaradas de Lisboa o Governo de Angola, em 11 de Novembro de 1975, foi o que menos fez pela libertação do país.

Samuel Chiwale desmonta o mais batido argumento do MPLA e dos bajuladores políticos portugueses (PSD, PS, CDS, PCP) quanto à suposta colaboração da UNITA com a PIDE-DGS. Mas, de facto, só o tempo clarificará uma das mais nojentas estratégias dos donos do então poder em Lisboa.

A História de Angola precisa de todos os arquivos da memória. Destes e de outros que tardam em aparecer, eventualmente porque nem tudo foi digno na UNITA, nomeadamente quanto ao processo de traição que levou à morte de Jonas Savimbi, protagonizado por ex-altos quadros militares do “Galo Negro”, como Geraldo Sachipengo Nunda, e, mais uma vez, com o apoio de cérebrosportuguesespagos em dólares roubados aos angolanos.

Savimbi segundo o MPLA

Um dos maiores criminoso e terroristas de África, provavelmente o responsável pelo massacre do 27 de Maio de 1977

 

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Folha 8 com Lusa –  30 DE MAIO DE 2019

Mise en forme : jinga Davixa

 

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

ANGOLA : MANDELA ET DOS SANTOS, LE GÉANT ET … LE NAIN (LE PYGMÉE)…

ANGOLA – 04 avril 2018 : Paix et réconciliation nationale ?.. un gâchis véritable ?.. Paulo Lukamba Gato

José Eduardo dos Santos : du Socialiste Soviétique au Capitaliste Sauvage.

MPLA : LA GUERRE, SEULE LA GUERRE…CHASSE DU POUVOIR !

ANGOLA : José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

Carlos Rosado: « La justice angolaise devrait enquêter sur les ramifications, du système blanchiment d’argent »

CRIMES : Ministro do Interior apela à denúncia de crimes económicos para combater corrupção,…e..O “cabritismo” ?..

ANGOLA : Nandó, Président de l’Assemblée Nationale (…et familiale ?), importera les 250 Lexus 4×4 ! , via son propre fils. (77 millions $)

HITLER SAMUSSUKU : O novo preso politico detido por criticar João Lourenço …

BARBARIE : João Dala est mort … il avait été en 2016, torturé de manière sadique et brutale … 15 heures durant … par les enquêteurs du SIC…

ANGOLA : le.. 12 mars 2012… Perquisition au siège du seul journal privé d’Angola, «Folha 8»…

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

 

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