Categoria: Interview

Novembro 18th, 2019 Por cabritta

O cartoonista Sérgio Piçarra dispensa apresentação na praça pública angolana. É o homem por detrás do ousado Mankiko, a caricatura que não poupa palpites mordazes sobre o nosso ambiente social e político.

Nesta entrevista exclusiva ao Jorn al d e A ng ol a , aponta a figura política mais difícil de ser caracterizada e aclara, ao fazer um recuo no polémico acontecimento de 1994, que ditou o seu afastamento desta “casa de imprensa”, que o visado em causa “não era Marcolino Moco, mas sim uma figura que simbolizava o poder”

Se lhe pedissem uma síntese da sua história de vida, que momentos destacaria como aqueles que melhor definem a carreira de um cartoonista da sua craveira?

Comecei na Banda Desenhada. O cartoon veio depois. É bom referenciar que cartoon e Banda Desenhada não são a mesma coisa, embora às vezes se misturem e por isso se confundam.

Assim, tenho de destacar momentos onde ambas as actividades se cruzam, sendo que uma delas foi de ter um dia conhecido o mestre Henrique Abranches, em 1984.

Em 1990, fui um dos autores dos primeiros livros de banda desenhada angolana e de cartoons lançados no país. Ainda nesse ano, lancei o “Mankiko” pela primeira vez.

Depois de muito tempo sem publicar, voltar a editar dois livros de cartoons foi também um momento muito especial, talvez o mais importante, por marcar uma fase de maior maturidade, justamente em 2016, no auge da crise económica e no auge do “kafrique” político a que estávamos sujeitos.

Profissionalmente, como se apegou à sátira de assuntos sociais? Existe uma linha que separa o antes e o depois ?

Fui me apegando à sátira desde que criei o “Mankiko”, estamos a falar de 1990. Nessa altura, havia um vazio nesta área, que já vinha dos anos 80, e senti que estava em condições de preencher através do cartoon.

Lembro-me de ter visto um desenho muito mau publicado no Jornal de Angola e de ter pensado “epa, eu faço melhor do que isto!” Nessa altura, eu já deambulava pela redacção do Jornal de Angola há algum tempo, colaborando (e às vezes até dirigindo!) o Suplemento Infantil que era publicado na altura.

Tinha 15 anos de idade.

Fui crescendo e a minha consciência sobre os problemas que me rodeavam, quer sociais quer políticos, foi amadurecendo: a falta de água, os cortes de energia, o lixo, a desgovernação, a guerra, a corrupção, etc…

Senti que podia expressarme e participar no espaço público expondo esses problemas através dos meus desenhos. O “Mankiko” é talvez o resultado dessa consciência e o “culpado” de me ter afastado da Banda Desenhada e me ter mergulhado no cartoon…

Que balanço faz da banda desenhada em Angola e a sátira em particular ?

Nos anos 90, tínhamos um grupo muito promissor, do qual fiz parte, dirigido pelo falecido mestre Henrique Abranches. Tivemos uma série de iniciativas, desde a publicação de uma revista, a aulas de formação. É desse grupo que resultou a maior parte dos talentos que temos no momento.

Esbarrámos nas dificuldades conjunturais do país, o grupo desfez-se e cada um seguiu o seu caminho.

Há outras iniciativas mais recentes e alguns jovens com talento. Porém, continuam a esbarrar no mesmo problema, que é a escassa rentabilização do trabalho e a impossibilidade de viver dele.

E como se vive ?

O custo de produção de uma banda desenhada é alto e as vendas não compensam esse custo. Acresce a falta de hábito de leitura do público, o fraco poder de compra, a falta de incentivos oficiais, etc.

Há iniciativas, há talentos, mas não existe uma política do Estado, de educação e incentivo ao gosto pela leitura, pelo livro, pelas artes.

Sem que o papel seja subvencionado e os livros sejam baratos, não há como rentabilizar um projecto que permita ao autor ganhar o seu pão e ter incentivo para continuar a criar.

Os poucos autores de BD que temos vivem essencialmente de trabalhos esporádicos que fazem para órgãos do Estado ou ONG. Quanto ao cartoon editorial, do género que eu faço, é dirigido essencialmente para os jornais e, sinceramente, aqui o “balanço” também não pode ser positivo.

É só ver, em 43 anos de Independência, quantos cartoonistas editoriais temos ou quantos jornais publicam cartoons.

Numa entrevista, o Piçarra relata um episódio acerca de um trabalho seu que expunha alguém e ficou associado a Marcolino Moco, à época Primeiro-Ministro, com consequências na direcção do Jornal de Angolana altura. Como foi isso?

O visado não era Marcolino Moco, mas sim uma figura que simbolizava o poder. Esse cartoon resultou na exoneração do então director do Jornal de Angola e também na minha “exoneração” como não podia deixar de ser.

Estávamos em 1994, se não estou em erro. Eu leiloei esse cartoon mais tarde, por 600 dólares. Ofereci esse valor ao projecto “Um tecto para os meninos de rua” que existia na altura, patrocinado pelo programa “Bom dia, Bom dia”, da rádio LAC. Depois dessa exoneração, foi uma longa travessia no deserto.

Na sua opinião, que “ingredientes” flagrantes continha o desenho para a opinião pública o associar imediatamente à figura de Marcolino Moco?

Coincidentemente, na altura, o Primeiro-Ministro era de facto Marcolino Moco e terá sido ele a decretar a exoneração do director do “JA”, sob pressão de um dos seus assessores. Porém, repito, o desenho não lhe era particularmente dirigido.

Fiquei apenas com a ideia que o cartoon era muito “ousado” para o momento, tendo tido as consequências que teve, não ficando, entretanto, excluída a sensação de ter sido um pretexto para acabar com aquela “assanhadice” dos cartoons no jornal.

Esta foi a mais polémica das interpretações dos seus trabalhos ou tem registo de outra?

Sim, terá sido esse o cartoon mais “mal interpretado”, que eu tenha conhecimento (risos!).

Isso o inibiu ou agudizou ainda mais a sua postura satírica e mordaz ?

Isso fez, sobretudo, desaparecer o cartoon do horizonte editorial por largos anos. O Jornal de Angola sempre foi o maior veículo da imprensa escrita e na altura os cartoons eram quase uma marca deste jornal. As pessoas recortavam nos das páginas do jornal e coleccionavam-nos. Ainda tentei outras iniciativas, mas não deram certo.

Andei pelo design gráfico e pela publicidade, ganhando outras experiências. Regressei ao cartoon em 2008, com o surgimento do semanário Novo Jornal. Não sei se esse episódio me tornou mais ou menos mordaz, mas que foi um sinal bem explícito sobre o quesito liberdade de expressão no país, lá isso foi!

Depois de quase 30 anos de existência, como preencheria o BI de Mankiko?

Das últimas vezes que ele tentou tratar o BI, não havia plástico para emitir os bilhetes…depois, não havia sistema…não sei se já o terá conseguido!

O Mankiko reflecte o cidadão e pai de família Sérgio Piçarra? Ou seja, é por esse personagem que sai à tona ou ultrapassao e tenta expor os anseios de uma época?

Bom, vou deixar as definições para os entendidos em Arte e Psicologia. Para mim, ele é tão somente o veículo pelo qual me expresso, na tentativa de retratar com algum humor as peripécias do nosso dia-a-dia social e político, que são as coisas que mais me preocupam.
Há vozes da sociedade civil que dizem ouvir de Mankiko o que não ouviram de mais ninguém.

Acredita ser um pouco por essas coisas que Adriano Mixinge o considera como aquele que “transforma o povo em cidadão”?

O Adriano Mixinge, tal como outras pessoas que se referem a mim, são todas elas muito simpáticas e agradeço-lhes muito por isso. Eu faço cartoons seguindo-lhe as regras que o definem: um desenho humorístico, um contexto específico e uma sátira. Fico muito feliz por esse trabalho chegar às pessoas e ter algum impacto positivo sobre elas.

Alguma vez receou ser mal interpretado? E chegou a ser mal interpretado ?

Não sei se devo dizer mal interpretado ou bem interpretado demais! Há bocado, disse-me que a figura daquele cartoon era o Marcolino Moco, por exemplo, e na verdade não era, nem sequer era parecido !

Às vezes as pessoas tendem a fazer leituras de coisas que nem me passaram pela cabeça, mas quando se comunica há sempre esse risco; são ossos do ofício. Tirando esse exemplo, e alguns outros poucos, acho que até, em geral, tenho sido muito bem interpretado…

Sofreu algum tipo de represália? Pode debruçar-se sobre ela ?

A única represália digna de registo foi a de ter sido dispensado do Jornal de Angola pelo seu novo director, em 1994. Não me peça para citar o nome dele para não criar mais maka, por favor! Nós até falamos bem, embora presuma que neste momento ele esteja chateado comigo…

Houve também uma situação caricata, há dois anos, quando um famoso supermercado de Luanda se recusou a vender o meu livro por não estar de acordo com a sua “linha editorial”! Também, por algum tempo, foi complicado meter os livros nas grandes superfícies comerciais, mas depois foi ultrapassado.

Há sensivelmente dois anos, o Núcleo de Jovens da Banda Desenhada foi contemplado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na disciplina de Artes Plásticas.

Afinal, a seu ver, a banda desenhada é ou não reconhecida e levada em conta ?

A primeira pergunta a fazer é como é que se dá prémios aos filhos sem antes premiar o pai ?

O pai da Banda Desenhada angolana é Henrique Abranches, autor das primeiras expressões de banda desenhada angolana ainda no tempo da guerrilha do MPLA. Foi mestre de todos nós que, ainda miúdos, gravitávamos à volta dele.

Henrique Abranches é também pai da Museologia e da Antropologia em Angola, de estudos sobre o Reino do Kongo, do desenho digital, da ficção científica na literatura… e permanece, injustamente, esquecido. Como ele, há outros tantos esquecidos. Os critérios de atribuição de prémios são muitas vezes questionáveis.

Sente que o seu trabalho é reconhecido? Como ?

Pelo público, em especial, sim. Recebo muitas manifestações de admiração e carinho das pessoas.

Os meus livros têm sido publicados graças a pessoas que se mobilizam contribuindo do seu bolso para pagar os gastos com a impressão e tudo o resto. Isto vale mais do que qualquer reconhecimento oficial que não tenha recebido.

Porém, tenho de referir que há uns bons anos, recebi um diploma do Ministério da Cultura. O pessoal do “Goza Aqui” também fez-me há algum tempo uma homenagem. Agora, há poucas semanas, o Ministério da Comunicação Social disponibilizou-se a apoiar o lançamento do meu livro mais recente.

O secretário de Estado, Celso Malavoloneke, esteve presente no lançamento e proporcionou-me um encontro com o ministro João Melo, com quem mantive uma conversa cordial.

O facto de estar a dar esta entrevista ao “JA” (casa onde nasci e de onde fui dispensado há vinte e tal anos) é também algum reconhecimento. Acho que os novos ventos trazidos pelo Presidente João Lourenço tendem a normalizar as coisas.

Sabemos que se engajou para dar vida a um jornal de banda desenhada e de cartoon que teve um fim ainda embrionário. Ainda tem esse projecto em agenda?

Não. Sem ovos não há como fazer omeletes. Não temos nem cartoonistas nem apoio suficientes para sustentar um projecto dessa natureza. Nesse projecto a que se refere (foi há 10 anos), eu fazia de tudo um pouco: os cartoons, a paginação, os textos e até a distribuição dos jornais nos postos de venda.

Sem falar do ter que andar atrás dos poucos colaboradores que tinha e que não enviavam o trabalho a tempo e hora.

O meu entusiasmo levou-me, algumas vezes, a entrar em utopias como essa… mas já não entro mais !
À época destacou não haver clima nem cartoonistas.

Passado esse tempo e com estas mudanças que em muito se reflectiram na imprensa, como avalia hoje o ambiente para o projecto de um jornal ?

O ambiente político é melhor, mas o ambiente comercial para manter uma publicação é mau. E não havendo cartoonistas suficientes e bons pior ainda.

No fundo, é “chafurdando” na política que vive o cartoon ?

Os políticos “chafurdam” na política. O cartoon expõe-nos. Eles, os políticos, são a inspiração de qualquer artista que, como eu, anda nestas lides da sátira. Quando eles se portam bem, ficamos sem assunto !

Os desenhos que traça fazem, realmente, fé às pessoas que quer retratar? E nunca lhe disseram, por exemplo, que exagera na “deformação” ?

Algumas pessoas dizem que os meus cartoons são muito contundentes. Mas se for aqui ao lado, precisamente à África do Sul, ver como os cartoonistas sul-africanos retratam os

 políticos, vai perceber que os meus cartoons são muito “bonzinhos”

Tudo depende da realidade em que se vive e a nossa, mesmo estando melhorzinha, ainda é hipersensível à crítica. De resto, os cartoons não “deformam” a realidade como tal, apenas a representam através de símbolos que podem ser mais ou menos expressivos. Mas disso é feita a sátira.

Os políticos, como figuras públicas que são, estão sujeitos à crítica, à sátira, até ao gozo popular, e não devem chatear-se por isso.

É assim em todo o mundo. Um bom político também se mede pela sua capacidade de encaixe e nós precisamos de bons políticos.

De quem é a imagem que mais gosta de desenhar ? Porquê ?

À excepção do Mankiko, da menina Esperança e do Bebé Futuro, não tenho nenhuma preferência em especial.

De quem é a imagem mais difícil de reproduzir ? Porquê ?

É a de José Eduardo dos Santos.

Por dois motivos: primeiro, por ter um rosto muito regular, difícil de caracterizar…

O segundo motivo é por… medo

Num tempo aberto ao debate, o que significa a frase “não quero discutir”, que dá título ao seu mais recente rebento ?

Eu adoro expressões populares e esta é uma das mais engraçadas pela sua carga irónica. Quando dizemos que “não queremos discutir” é porque, na verdade, o assunto no ar dá uma boa discussão.

No caso, a expressão caiu que nem uma luva para ilustrar a maka silenciosa entre o ex-Presidente e o actual: eles, no princípio, em relação à transição do poder, diziam que estava tudo bem, que não “queriam discutir”, mas afinal…

Perfil
Nome: Sérgio Romeu Piçarra 
Onde nasceu? Luanda, bairro Catambor
Estado Civil? Casado
Formação? Ensino Médio de Ciências da Educação
Ídolos? Todos os que pelo seu trabalho e coragem fizeram a diferença
Quantos filhos? Muitos…

 

January 13, 2019

Fonte: Jornal de Angola | Matadi Makola

Mise en forme : jinga Davixa

 

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Novembro 12th, 2019 Por cabritta

Domingos da Cruz  O professor universitário Domingos da Cruz disse hoje à Lusa que não há medidas concretas em Angola para melhorar a vida dos cidadãos, considerando que as reformas lançadas por João Lourenço não mostram uma estratégia económica

É certo que não se pode reestruturar o país em dois anos, mas do ponto de vista económico não há avanços,

não há medidas concretas que mudem substancialmente a vida das pessoas, porque o que assistimos são medidas isoladas, parecem sem sentido, completamente descoordenadas”, disse o académico e ativista Domingos da Cruz em entrevista à agência Lusa, em Lisboa.

[João Lourenço]não é um homem que tem, de facto, um projeto político de país, que seja sistemático,

medidas isoladas e essas são inaceitáveis quando se está a governar um país, porque um país governa-se de forma diferente”, defendeu o académico que foi o tradutor do livro `From dictatorship to Democracy:

A Conceptual Framework for Liberation`, escrita por Gene Sharp, pelo qual acabou condenado a uma pena de prisão.

“Governar éresolver os problemas das pessoas de forma concreta; ora, quando alguém chega ao poder num país esfacelado como Angola, é preciso tomarmedidas concretas, mas a arquitetura política angolana infelizmente inviabiliza qualquer progressão nos mais variados campos”, lamentou Domingos da Cruz, considerando que João Lourenço é cúmplice da manutenção do status quo, já que rejeita alterações constitucionais.

Quando se opõe a uma reforma constitucional, significa que tem simpatia pelo poder autoritário,

porque a Constituição vigente adequava-se perfeitamente ao exercício de um poder autoritário, terá sido construída à vontadede José Eduardo dos Santos e o novo Presidente também se sente bem neste fato”, acusou.

Questionadosobre as reformas económicas lançadas pelo Governo, e que são apontadas pela comunidade internacional como sinal de uma mudança concreta no país, Domingos da Cruz defendeu que são medidasavulsas e que ainda não surtiram efeito.

Temos muita genteem situação de miséria absoluta, podíamos elaborar um programa de transferência de renda [rendimentos] aos mais vulneráveis, apoio a crianças e famílias numerosas,

criação de um banco que concedesse crédito a pequenos e micro negócios, e ainda ponto de vista da alteração da arquitetura política, é preciso uma reforma ao nível do sistema de defesa e segurança”, apontou.

Ao nível da imprensa, continuou,João Lourenço devia apoiar a imprensa privada, mas não o faz, criticou o académico, questionando:

“Como ter um discurso plural, verdadeiramente democrático, e não apoia a imprensa privada, pelo contrário, estamos a ver um discurso de manipulação mais ou menos generalizado, na televisão pública de angola, na rádio pública, na Angop, ou seja, é o regresso dos que nunca foram”, concluiu.

Em junho de 2015, Domingos da Cruz foi detido com outros 16 ativistas angolanos e, um ano depois, foi condenado a oito anos e meio de prisão, por atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores, a pena mais dura do grupo.

 jornalhorah

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NITO ALVES : .. uma interview video …

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Julho 3rd, 2019 Por cabritta

..VAMOS À MANIFESTAÇÃO NO LARGO DA INDEPENDÊNCIA

SÁBADO   DIA   6 DE JULHO  2019

MANIFESTAÇÃO CONTRA A FARSA DO COMBATE À CORRUPÇÃO

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa do Combate à Corrupção que vai ter lugar no Largo da Independência em Luanda com início às 9h30 e fim às 14h00 reiteram o convite feito a todos angolanos e a todas angolanas que são pacifistas, respeitadoras e respeitadores das leis justas e que amam a justiça e querem que haja seriedade e justiça no combate à corrupção que se juntem a nós amanhã, sábado, dia 6 de Julho, no local e hora indicados.

Os promotores da MANIFESTAÇÃO (concentração) supracitada informam a opinião pública e todos e todas as interessadas em dela participar que as autoridades competentes para o efeito não apresentaram nenhuma objecção à nossa manifestação.

Não existe nenhuma objecção quanto ao objectivo da manifestação nem quanto ao local público no qual ela terá lugar !

A manifestação (concentração no Largo da Independência) Contra a Farsa do Combate à Corrupção é justa e respaldada pela lei pelo que constitui obrigação constitucional e legal da Polícia Nacional assegurar que todos e todas que venham a exercer a liberdade de reunião e de manifestação o façam com inteira segurança, tranquilidade e paz social.

Os promotores desta Manifestaçãolembram ao Comando Geral da Polícia Nacional de Angola que muitos incidentes que têm ocorrido em várias manifestações não espontâneas – manifestações pacificas e comunicadas às autoridades competentes e publicamente publicitadas –, se devem ao crime de abuso de autoridade praticado por oficiais da Polícia Nacionale dos agentes sob suas ordens que, no cumprimentos de Ordens Superiores, antes do início das manifestações, em dissonância com a letra e o espírito da lei, impõe a alteração do local público e/ou do trajecto de marchas, entre outros actos ou omissões ilegais.

A título de exemplo, até ao presente momento, um grupo de angolanosque pretende realizar uma manifestação sob o mesmo lema, Contra a Farsa do Combate à Corrupção, está a ser confrontado com o abuso de autoridade por parte do Governo Provincial de Benguela e do Comando Provincial de Benguela da Polícia Nacional.

Esperamos que o Governo Provincial de Benguela e o Comando Provincial de Benguela respeitem a lei e que esse grupo de angolanos possa exercer a liberdade de manifestação no local por ele escolhido.

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa do Combate à Corrupção têm a absoluta certeza que fazem parte de um grupo de milhões de angolanos e de angolanas que querem que o Estado recupere os milhares de milhões (biliões) de $$ dólares roubados e responsabilize judicialmente, com igualdade de tratamento e respeito pelos seus direitos de arguidos, os suspeitos da prática de crimes de corrupção !

Acreditamos que a maioria dos magistrados judicias e do Ministério Público (procuradores) são probos.

Todavia, os que tenham beneficiado da acumulação primitiva de capital, praticando crimes de corrupção, com respeito pelos procedimentos legais, têm de ser afastados dos tribunais e do Ministério Público (Procuradoria-Geral da República).

Pode existir verdadeiro combate à corrupção com magistrados judiciais e do Ministério Público corruptos ?

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa do Combate à Corrupção AMAM Angola, AMAM as angolanas e os angolanos, por isso se batem para que o dinheiro roubado

ao Estado seja recuperado para termos serviços públicos, hospitais, escolas, saneamento básico, emprego, bem-estar, desenvolvimento e progresso social de verdade !

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa da Corrupção reconhecem, agradecem e incentivam os milhões de angolanos e angolanas, que não possam estar presentes nesta manifestação, a continuarem a fazer ouvir a sua voz junto dos seus amigos e amigas, familiares, por via das redes sociais e por outras formas pacíficas de expressão para que os poderes públicos corrijam os erros que estão a cometer.

.. Homagem .. a José António Martins Patrocínio “Zetó” …

Juntos, com respeito pela leis justas, de forma pacífica, e sem desânimo, vamos conseguir que o combate contra a corrupção deixe de ser uma farsa !..

 

Luanda, 5 de Julho de 2019

Pelos Promotores,

Laura Macedo

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Caros leitores !.. 

Oligarquismo &.. “Cabritismo” ?..

Cabrito – Conection..

Cabritismo ?.. aos seus lugares…

é….muita..….….muita…….

  Conection..

 

Cabrito

Cabrito

 

 

 

desonestidade…  desonestidade !..

 

RÉPRESSION : un opposant dénonce en angola,.. des méthodes qui rappellent l’apartheid…

O Falhanço da Lei de Repatriamento de Capitais …

LAVA JATO : Zenú e Pontes,.. usaram EMPRESA FANTASMA,.. para comprar Banco …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique . E ANGOLA ??..

LAVA JATO : Sociedade cívil defendem afastamento,.. de Rui Ferreira do Tribunal Supremo …

 

CARTA ABERTA : Ladrão não pode ser Patrão … ( E.. Patrão ?.. um “CABRITO” .?…)

Interesses de Isabel dos Santos arrolados no processo de empresas constituídas com dinheiro roubado do Estado …

https://sos-ditadura.com/rui-verde-banco-mais-banco-postal-e-muro-de-lamentacoes

http://radiokwanza.com/deputado-da-unita-acusa-isabel-dos-santos-e-sindika-ndokolo-de-serem-os-testas-de-ferro-da-mafia-que-controla-diamantes-de-angola

http://radiokwanza.com/angola-general-disciplina-faz-das-faa-exercito-do-mpla

http://sosdictature.com/cabinda-une-marche-pour-celebrer-la-declaration-universelle-des-droits-de-l-homme-prevue-a-cabinda-marcha-para-celebrar-declaracao-universal-dos-direitos-humanos-prevista-para-cabinda

https://sos-ditadura.com/corrupcao-vamos-a-manifestacao-no-largo-da-independencia-sabado-dia-6-de-julho-angola

https://sos-ditadura.com/angola-lava-jato-tenho-duvidas-que-o-presidente-tera-coragem-de-exigir-o-rapatriamento-de-capitais-a-governantes

https://sos-ditadura.com/lava-jato-angola-pgr-quer-ouvir-rui-ferreira-em-novo-escandalo-de-negocio-privado-socio-frances-abre-queixa-contra-advogado-do-regime

https://sos-ditadura.com/luiz-araujo-angola-nao-houve-mudanca-de-regime-o-regime-e-o-mesmo-diz-ex-ativista-angolano

http://radiokwanza.com/cabrito-bic-chama-se-fernando-telles-apropriou-se-de-forma-ilegal-uma-fazenda-de-6-000-hectares-pertencente-a-familia-do-soba-silva-quinta-vunge

http://radiokwanza.com/angolanidade-do-congoles-sindika-dokolo-e-efemera-sindika-dokolo-entre-sindika-dokolo-o-coleciona-rismo-v-i-p-ismo-e-cabritismo-raul-diniz

http://cabritismo.info/angola-comunismo-nepotismo-cabritismo

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Maio 17th, 2019 Por cabritta

Em declarações citadas pela Lusa, Tchizé dos Santos arma que o actual chefe de Estado está a fazer um “golpe de Estado às instituições” em Angola e pede a destituição de João Lourenço.

E diz que está “involuntariamente” fora do país devido à doença da lha e que há vários meses está a ser “intimidada” por dirigentes do partido.

Estas declarações chocam, contudo, com outras reveladas nas redes sociais, onde, sobre a destituição, a também membro do Comité Central do MPLA, garante que não pediu a destituição de João Lourenço.

Disse apenas que os actos do Presidente da República ferem a Constituição angolana e, por isso, pode ser alvo de um “impeachment”.

Noutros áudios divulgados nos media sociais, Tchizé dos Santos justica a sua prolongada ausência do país com o “facto” de estar a ser perseguida, admitindo receio de que possa ser detida quando voltar a Angola, dando como exemplo,

para justicar esse receio, as recentes detenções do seu irmão, José Filomeno dos Santos, entretanto já em liberdade, ou do ex-ministro Manuel Rabelais.

Face a estas declarações, citado igualmente pela Lusa, o porta-voz do MPLA considerou como “muito graves” as declarações de Tchizé dos Santos e que o partido as vai analisar à luz dos estatutos partidários.

Uma dessas armações, consideradas graves pelo MPLA, é aquela onde a deputada diz que é João Lourenço que lhe está a “fazer perseguição através do MPLA”, porque “ninguém no MPLA toma uma atitude sem a autorização do Presidente, ou sem a sua orientação”.

Paulo Pombolo pede “provas” do que arma Tchizé dos Santos e considera muito grave este comportamento e absurdas as suas palavras.

Exigir a destituição do Presidente João Lourenço ?

Acusar o Presidente de ser um ditador ?

De estar a fazer um golpe de Estado às instituições em Angola ?

Tem provas ?

São palavras absurdas e declarações graves, muito graves, que o partido vai analisar”, incluindo pela sua comissão de disciplina, disse ainda o porta-voz do MPLA.

“A camarada Tchizé dos Santos, como membro do Comité Central, sabe que há regras e normas a cumprir e está a portar-se mal”, afirmou, lembrando que tudo começou com uma carta do grupo parlamentar do MPLA, datada de 7 de maio, a “aconselhar” a deputada a suspender temporariamente o mandato por estar ausente do Parlamento

mais de 90 dias, sendo que se essa atitude não partir da própria, o partido, à luz dos seus estatutos, pode fazê-lo,

tanto nos órgãos do MPLA como no seu grupo parlamentar.

Novo Jornal  12/05/2019

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Mise en forme : jinga Davixa

MPLA dá ultimato a Tchizé …

BANCO-CABRISTIGIO : Tchizé dos Santos “justifica origem”… de fundos para criação de banco…

Congressista alerta JLO que práticas corruptas,.. estão afectar negócios norte-americanos …

SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

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Maio 14th, 2019 Por Kwaradio

Em declarações citadas pela Lusa, Tchizé dos Santos arma que o actual chefe de Estado está a fazer um “golpe de Estado às instituições” em Angola e pede a destituição de João Lourenço.

E diz que está “involuntariamente” fora do país devido à doença da lha e que há vários meses está a ser “intimidada” por dirigentes do partido.

Estas declarações chocam, contudo, com outras reveladas nas redes sociais, onde, sobre a destituição, a também membro do Comité Central do MPLA, garante que não pediu a destituição de João Lourenço.

Disse apenas que os actos do Presidente da República ferem a Constituição angolana e, por isso, pode ser alvo de um “impeachment”.

Noutros áudios divulgados nos media sociais, Tchizé dos Santos justica a sua prolongada ausência do país com o “facto” de estar a ser perseguida, admitindo receio de que possa ser detida quando voltar a Angola, dando como exemplo,

para justicar esse receio, as recentes detenções do seu irmão, José Filomeno dos Santos, entretanto já em liberdade, ou do ex-ministro Manuel Rabelais.

Face a estas declarações, citado igualmente pela Lusa, o porta-voz do MPLA considerou como “muito graves” as declarações de Tchizé dos Santos e que o partido as vai analisar à luz dos estatutos partidários.

Uma dessas armações, consideradas graves pelo MPLA, é aquela onde a deputada diz que é João Lourenço que lhe está a “fazer perseguição através do MPLA”, porque “ninguém no MPLA toma uma atitude sem a autorização do Presidente, ou sem a sua orientação”.

Paulo Pombolo pede “provas” do que arma Tchizé dos Santos e considera muito grave este comportamento e absurdas as suas palavras.

Exigir a destituição do Presidente João Lourenço ?

Acusar o Presidente de ser um ditador ?

De estar a fazer um golpe de Estado às instituições em Angola ?

Tem provas ?

São palavras absurdas e declarações graves, muito graves, que o partido vai analisar”, incluindo pela sua comissão de disciplina, disse ainda o porta-voz do MPLA.

“A camarada Tchizé dos Santos, como membro do Comité Central, sabe que há regras e normas a cumprir e está a portar-se mal”, afirmou, lembrando que tudo começou com uma carta do grupo parlamentar do MPLA, datada de 7 de maio, a “aconselhar” a deputada a suspender temporariamente o mandato por estar ausente do Parlamento

mais de 90 dias, sendo que se essa atitude não partir da própria, o partido, à luz dos seus estatutos, pode fazê-lo,

tanto nos órgãos do MPLA como no seu grupo parlamentar.

Novo Jornal  12/05/2019

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BANCO-CABRISTIGIO : Tchizé dos Santos “justifica origem”… de fundos para criação de banco…

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SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

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Maio 14th, 2019 Por Kwaradio

Em entrevista ao “10 Minutos”  do canal SIC notícias a analista Alexandra Simeão afirma que não esperava que João Lourenço arrumasse a casa tão cedo e com a rapidez com que se está a dar.

Para Alexandra Simeão, nesse momento, o povo angolano experimenta sentimento de esperança, a maior parte das pessoas olha para João Lourenço no âmbito do bem maior, como alguém disponível para enfrentar uma mudança por isso ele tem todo apoio do povo.

A analista classifica como “CATASTRÓFICA” a governação de José Eduardo dos Santos nos últimos anos.

“Essa má governação legitima as exonerações levadas a cabo por João Lourenço,” disse a analista.

A antiga vice-ministra da Educação do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, alerta que  exonerar só não basta”.

Para Alexandra Simeão é necessário que João Lourenço mude o paradigma da governação em Angola.

A analista recorda que JES exonerou uma data de pessoas durante a sua longa governação mas nunca conseguiu, com isso, mudar o padrão da sua governação.

Desafios para JLO

A analista Alexandra Simeão acredita que a despartidarização do estado, função e empresas públicas, é  um dos principais desafios de João Lourenço.

Outro desafio é o fortalecimento da opinião pública e o seu empoderamento fora da militância, o que passa pela alteração da constituição no que toca a forma de eleição do Presidente da República.

Oposição

Sobre os partidos da oposição a analista é de opinião que estes devem se reinventar.

 

23/11/2017

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Mise en forme : jinga Davixa

 

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

SINDIKA DOKOLO : .. O…”Oligarq-ismo” .. “Colecionar-ismo”,.. e… e.. “Cabrit-ismo” ?..

CARTA ABERTA : Ladrão não pode ser Patrão … ( E.. Patrão ?.. um « CABRITO » .?…)

CABRITO-ESCRITORIO : denúncia Escritório de advogado de Rui Ferreira assessora Zenú dos Santos…

KLEPTOCRATIE : Proposition d’ un nouveau Cadre Juridique, contre la Corruption en Angola … – par Rui Verde

https://sos-cabinda.com/angola-cabinda-une-memoire-pour-un-dialogue-de-paix

Executivo vai reaver os quase 5 mil milhões de dólares roubados do Estado,.. pela elite de então …

https://sos-cabinda.com/famine-si-cunene-est-l-angola-alors-joao-lourenco-est-un-menteur

 

 

 

 

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Maio 13th, 2019 Por Kwaradio

Caros leitores !..

.. Coercivo ?..

Cabritismo ?.. aos seus lugares

                           é….muita..….….muita…….

  Conection..

Cabrito

     …desonestidade !..

 

Deputada ‘Tchizé’ dos Santos pede destituição do Presidente

 

Luanda – A deputada angolana ‘Tchizé’ dos Santos, filha do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, diz que o atual chefe de Estado está a fazer um “golpe de Estado às instituições” em Angola e pede a destituição de João Lourenço.

“É o senhor João Lourenço que me está a fazer a perseguição através do MPLA”

Em declarações esta sexta-feira à agência Lusa, a deputada do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), membro do seu Comité Central, assumiu que está “involuntariamente” fora do país devido à doença da filha e que há vários meses está a ser “intimidada” por dirigentes do partido no poder desde 1975.

Face à realidade — descreveu — em Angola, a deputada assumiu à Lusa que está à procura de advogados em Luanda para avançar para o Tribunal Constitucional angolano com “um pedido de ‘impeachment’ [destituição]” de João Lourenço, e que também procura o apoio de deputados para uma Comissão Parlamentar de Inquérito à atuação do atual chefe de Estado.

Explica as ameaças de que é alvo — apontando mesmo uma alegada lista de várias figuras angolanas ligadas ao período da governação do pai, José Eduardo dos Santos (1979 — 2017), que as autoridades pretendem impedir de sair de Angola — por ser uma voz que contesta algumas das orientações de João Lourenço, Presidente da República e líder do MPLA.

“O Presidente da República é conivente porque nada faz, critica.

“Está a haver um crime contra o Estado. Isto é um caso para ‘impeachment’. Este Presidente da República merece um ‘impeachment’”, afirma Welwitschea ‘Tchizé’ dos Santos, considerada a filha mais próxima, politicamente, do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos.

A deputada fala em “abuso de poder” com a atual liderança em Angola, como o caso de outro deputado do MPLA, Manuel Rabelais, próximo do anterior chefe de Estado e que em janeiro foi impedido pelas autoridades de embarcar num voo internacional, em Luanda, apesar da sua imunidade parlamentar.

Aponta igualmente a anunciada intenção de aumentar o número de elementos do Comité Central do MPLA com a liderança de João Lourenço, antes de um congresso ordinário, o que diz contrariar os estatutos: “Mas então as regras onde é que estão ?”, aponta.

Questionada pela Lusa, a deputada, com investimentos em Portugal e filhos luso-angolanos, não clarificou se pretende regressar em breve a Luanda, mas garantiu que não vai aceder ao pedido, feito esta semana pelo grupo parlamentar do partido, de suspender o mandato por estar ausente da Assembleia Nacional há mais de 90 dias.

“É o senhor João Lourenço que me está a fazer a perseguição através do MPLA, porque ninguém no MPLA toma ali uma atitude sem a autorização do Presidente, ou sem a orientação”, afirmou.

‘Tchizé’ dos Santos assume os receios face aos ecos que recebe do partido e que tem vindo a denunciar publicamente, dizendo sem receios que mesmo fora do país é visada: “Passo a vida a receber ameaças”.

“E o partido não me protege, não me defende ? A Lei obriga o Estado a prestar segurança aos deputados e eu não fui contactada por nenhum serviço consular, para saberem como é que eu estou, como é que eu não estou. Obviamente que isso é um forte indício que a perseguição está a vir do Governo e o chefe do executivo é o Presidente da Republica”, aponta.

“Isto é um crime contra o Estado, um Presidente da República estar a atentar contra os direitos de um deputado eleito pelo povo para o supervisionar”, diz ainda ‘Tchizé’ dos Santos, visando sempre João Lourenço.

Afirmou que além das críticas publicas que faz, através das redes sociais, as suas ações enquanto empreendedora junto da sociedade angolana, como a recente ação de formação de zungueiras (vendedoras de rua) que realizou em Luanda, entre outras, está a “irritar” a atual liderança angolana.

Além disso, diz que está a ser visada pelas intervenções do Presidente da República e líder do partido, sobre o uso das redes sociais por responsáveis do MPLA.

“Um Presidente que está a subverter o Estado democrático de direito está a tentar dar um golpe de Estado às instituições”, afirma, sobre João Lourenço.

 

Club-k  maio 10, 2019

Mise en forme : jinga Davixa

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CABRITA-MANIA : Tchizé dos Santos,.. chuta para canto …

Jornalista Amélia De Aguiar, responde a Tchize Dos Santos …

Rádio ?..  » O Cabritismo » ?..

O PARLAMENTO : Quem nao vive para servir,… Nao devia servir para viver !

100% “CABRITISMO” ? : O terreno de TCHIZÉ no talatona,.. Fraude ou Favoritismo …

MIRAMAR : .. O « Bunker » do « Cabritismo » ?..

ZENU : O « Cabritismo » ?.. num “musseque” de Londres ?..

REVELACOES : Lucas Ngonda ouvido pela Procuradoria !.. O.. « Cabritismo » ou Nao ?..

ANGOLA : Roubar e matar ? Pois Zungar ? Nao é Crime…

 

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