Categoria: Interview

Abril 20th, 2020 Por cabritta

A mais notável e premente transformação civilizacional imposta pelo Covid-19 à sociedade contemporânea é o desconcerto da planificação metódica.

 .. O covidámedo !..

Os jogos olímpicos foram adiados, as ligas de futebol interrompidas, projectos bélicos adiados e, o que é mais problemático, etapas de produção e lançamento de produtos industriais ficam alterados.
Na Bélgica, houve um desperdício de toneladas de flores, deitadas fora. Uma grande consequência do confinamento social e da
fuga aos afectos tácteis
imposto pelo Covid é a premência da força interactiva da Internet, a outra mão invisível das carícias à distância.

É isto o Covid…

Um vírus sem chapéu na mão, que não nos faz nenhuma vénia à chegada.

Chega, entra nas gargantas dos incautos e depois arrasa-lhes os pulmões. E sem ar, ninguém vive. Esta a grande lição natural que o Covid nos ensina: valorizar o ar que respiramos. Combater a poluição atmosférica e o desmatamento.

O Covid é como a visita do chefe de Estado a um hospital.

No dia da visita, as camas estão limpas, com lençóis a cheirar a máquina de lavar, o pessoal médico e para-médico todo ele perfilado de batas impecáveis, que maravilha de hospital nós temos em Angola.

E então nos perguntamos: porque é que o Covid não fica já aqui connosco ?

   .. O covidámedo ?..

Pela primeira vez, o Executivo pensou de verdade na fome dos que só vivem da zunga diária, pela primeira vez pensou em levar água de cisterna aos bairros (já que a água e a luz são os grandes mitos da nossa governação, a

o ponto de parecer que este sector é possível ser gerido apenas pelas eternas cisternas e geradores e pelo insustentável discurso do ministro da Energia e Águas), pela primeira vez em 45 anos,

o Governo foi obrigado a pensar povo.

Graças ao Covid.

Mas não nos iludamos.

A proclamação do estado de emergência, as medidas sociais e toda a panóplia de medidas sanitárias sóaconteceram porque, pela primeira vez na vida angolana,

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os dirigentes estão impedidos por lei de irem se tratar lá fora. 

Pela primeira vez na vida angolana, os dirigentes estão aqui connosco, a respirar o mesmo vírus, sujeitos à infecção. Doutro modo, não teríamos tal preocupação com os desvalidos.

Sempre este Executivo se distanciou do Povo, priorizando os recursos para a Defesa e Segurança, mesmo que tivesse saído da boca do segundo presidente do MPLA a palavra:

O mais importante é resolver os problemas do Povo

 

Do Covid deriva o covidamento.

Cada um, cada família remetida a um isolamento imposto por uma lei, como mandam as regras do Estado de Direito. Cada um de nós não se isola só dos outros. Isola-se em si mesmo.

Começamos a pensar nas coisas todas que acumulámos durante uma vida.

Carros, roupas, dinheiro no banco, bens que não afectam directamente a nossa sobrevivência primária, as viagens de luxo, o pecado da gula que obriga os nossos irmãos, mais novos e mais velhos, a vasculhar os contentores de lixo, enquanto exibimos uma barriga proeminente, e principalmente os ódios,

as raivas, os ressentimentos duradoiros, com realce para os ressentimentos políticos que atrasaram a felicidade dos angolanos.

.. “O mais importante é resolver os problemas do Povo”…

E aqui confinados ao covidamento alguns perguntarão: para que nos serve tudo isso ? Como arejar a nossa vida, a nossa sociedade, para que o sofrimento das massas não seja tão visível, tão “normal” em tempos de rotina e agora se manifeste tão anormal e perturbador ?

A imposição do estado de emergência é um fenómeno natural. É de elogiar. Proclamado no tempo certo e na medida do possível num país que não produz uma única vacina nem sequer uma lâmina de barbear ou uma agulha de coser, que não tem pesquisadores nas academias, e que tem milhões de cidadãos e viver em condições de anti-covidamento estrutural.

Em hipótese alguma, uma família monoparental a viver num anexo de um quarto alugado por 5 mil kwanzas, num quintal do Sambizanga, vai conseguir cumprir com as normas impostas pelo estado de emergência.

O presidente da República sabe disto, os ministros sabem disto, os deputados também, a própria mãe de família sabe que isso é uma utopia, por isso é que a polícia nem faz aparição ali na Luanda profunda.

Existe a lei e existe a realidade forjada durante os últimos 18 anos de paz que nenhum dirigente teve a coragem de assumir e reverter drasticamente, antes que o Covid surgisse na China.

É ver como a tónica principal do discurso estadual, desde 2017, se insira na luta contra a corrupção e não tenha sequer utilizado a palavra zungueira, primeiro alvo da operação transparência aqui em Luanda.

A terceira palavra nova derivada do Covid é o covidámedo

O medo de uma propagação comunitária do animal unicelular que possa atingir o grupo dominante e fazer uma coisa que nem os dissidentes, nem os revus, nem as vozes críticas do jornalismo, tão pouco a oposição armada, conseguiram, ao longo destes 45 anos: desestabilizar e até mesmo, destronar o poder imposto pela pseudo-legitimidade da luta armada.

Ou até instaurar o caos social.

Este é o medo real mais pomposo e generalizado que afecta não só a grande burguesia, mas toda a população.

Aqui em Angola, onde pouco se produz no sector industrial e quase tudo se importa, surge o receio de a indústria externa, de onde nos vem a carne, os detergentes, as peças automóveis e a manteiga e o arroz, não ter capacidade de nos abastecer.

Contudo, a esperança ainda e sempre é maior que o medo

Já há a esperança de uma vacina no ar, para daqui a três ou seis meses. As economias mais poderosas esperam relançar a produção e – para quê nos enganarmos? – aqui em Angola, as coisas nem sequer chegaram a parar conforme previa a ordem assinada por Sua Exa. Presidente João Lourenço.

A economia informal nunca parou.

Se tivesse parado, o povo morria de fome.

Portanto, por mais que elogiem as medidas impostas legalmente e a acção emergencial do Governo, o que nos está a salvar é mesmo o ar quente que respiramos, os mais de trinta graus centígrados à sombra é que parecem ser o grande milagre, o grande anjo guardião dos angolanos.

De todos nós.

Multimilionários, ricos, pequeno-burgueses, intelectuais proletários, camponeses, polícias, militares, todos.

E é por isso que já é altura de nos pensarmos de maneira diferente, anti-partidária, ressentida com os anos passados, uns a comer e outros a vegetar.

 .. vieram nos ensinar que a mentira tem pernas curtas …    a mentira tem pernas curtas …

 

Acima de tudo, o Covid e as suas derivações morfológicas vieram demonstrar que os tempos são outros, vieram nos ensinar que a mentira tem pernas curtas e que é preciso,

.. destronar o poder imposto pela pseudo-legitimidade da luta armada …

de uma vez por todas, colocar limites à imoralidade política do Estadoa favor de nova forma de unidade nacional, assente no respeito pela vida humana de todos e qualquer um de nós.

  .. limites à imoralidade política do estado …   .. limites à imoralidade política do estado

Uma unidade verdadeira que saia para fora dos ditames do mero discurso para boi adormecer e do mito político.   

 

José Luís Mendonça

 

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Mise en forme jinga Davixa

 

José Luís Mendonça
Jornalista, escritor e professor de língua portuguesa. Actualmente é consultor da Edições Novembro, na qual foi, durante sete anos, director do quinzenário Cultura.
Em 2019, refundou o Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, criado em Luanda, em 1948, e desenvolve projectos de fomento da leitura e da aprendizagem da língua veicular nas escolas e junto de organizações juvenis.

 

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Março 27th, 2020 Por cabritta

Helena João Teka, de 38 anos, era mãe de dois filhos: Hélio Sebastião Gomes, de 7 anos, e Cátia Sebastião Gomes, de 3 anos.

Numa operação relâmpago de demolição das casas no Mucula Ngola, uma zona situada entre a Cidade do Kilamba e o Zango, na Via Expresso em Luanda, ambos foram esmagados e mortos em casa.

O irmão Baptista João, de 26 anos, tentou socorrer os sobrinhos. Era comando das Forças Armadas Angolanas e servia em Cafunfo.

A polícia atingiu-o com um tiro na coluna.

Morreu no Hospital Josina Machel.

Outro irmão, José Samuel (24 anos na altura), agente da Polícia Nacional, encontrava-se em casa também, de visita.

Levou um tiro na perna esquerda ao tentar escapar, e sobreviveu.

O primo, que vivia na casa ao lado, foi torturado de forma bárbara.

Morreu na Comarca Central de Luanda.

*-* Depois de enterrar os filhos pequenos, Helena João Teka regressou ao terreno.

Militares que cuidavam do terreno violaram-na, e depois expulsaram-na de lá definitivamente.

Estes são os factos. Não é uma história. Não é um romance dramático.

*-* São quatro assassinatos: Hélio, Cátia, Baptista e o primo.

Há uma agressão com arma de fogo: José Samuel.

*-*violação continuada: Helena Teka.

Aparentemente, tudo isto ocorre pela cobiça de um terreno, história que já foi contada por Rafael Marques de Morais de forma clara e incisiva.

Vamos concentrar-nos nos crimes sangrentos e repugnantes.

O homicídio é um dos crimes mais graves do Código Penal, e obriga a investigação por parte das autoridades. Face a estes factos, coloca-se a questão:

A procuradoria-geral da República abriu algum inquérito ?

Existe alguma investigação para apurar a responsabilidade das mortes ?

Na Polícia ?

No Exército?

Podem pessoas ser assassinadas, menores, homens e mulheres, e nada acontecer ?

Não.

O direito à vida, o direito à propriedade têm, naturalmente, consagração constitucional e eficácia directa. Por isso, não há general, ministro ou embaixador que os possam violar ou desrespeitar.

Para Helena Teka, a justiça começa pela investigação e acusação relativamente àqueles que mataram os seus filhos e familiares. Essa investigação não depende de Helena Teka.

Depende do Ministério Público.

A mera publicação dos artigos de Rafael Marques de Morais deveria ter aberto a investigação da Procuradoria.

Estamos perante crimes da mais elevada gravidade, e a denúncia pública serve como notícia do crime para obrigar as autoridades a iniciar uma investigação criminal.

Não é uma questão de vontade, é uma questão de obrigatoriedade legal. Imperativo jurídico.

A acção penal compete ao Ministério Público (artigo 5.º do Código do Processo Penal) e é pública (artigo 1.º do DL n.º 35 007, de 13 de Outubro de 1945).

Sendo que o artigo 6.º do mesmo Decreto determina que o Ministério Público exerce a acção penal oficiosamente como regra geral, ou mediante denúncia nos termos da lei.

Depois de realizada essa investigação, deve ser concedida a Helena Teka, por parte do Estado, uma indemnização, pois foram os seus órgãos e os seus agentes que terão levado a cabo estes morticínios.

Portanto, uma investigação às mortes que resultaram da cobiça do terreno de Helena Teka impõe-se obrigatoriamente por lei.

Se não existe já, tem de começar imediatamente.

Atendendo à magnitude e crueldade do caso – quatro assassinatos para tomar conta de uma terra – uma outra medida impõe-se. Angola quer pertencer ao Comité de Direitos Humanos da ONU, a cujo Tratado constitutivo aderiu em 10 de Janeiro de 1992.

Pois deve ser a esse Comité que também Helena Teka se deve dirigir para apresentar a sua

queixa pela violação alargada e reiterada dos seus direitos humanos.

Essa queixa pode ser feita individualmente, não necessita de advogado e coloca o Estado angolano perante as suas responsabilidades na comunidade internacional.

Muitos gostam de apregoar nos jornais, nas televisões e por todo o lado que Angola é um país democrático e um Estado de Direito.

É a resolução justa e conforme à lei de casos concretos como o de Helena Teka que poderá validar essas afirmações, e não a conversa fiada debitada, como se de um comunicado majestático se tratasse, por oficiais do regime com ar modernaço e cabeça quadrada.

Rui Verde

12 de Setembro de 2016 

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Março 27th, 2020 Por cabritta

Luanda – A forma como o Presidente angolano João Lourenço lançou o desafio de combate ao cancro da corrupção deu alguma esperança aos angolanos.

Mas hoje, na opinião de William Tonet, esse combate “é um engodo, não deu nada. O país parou, está no fundo aliado a uma forte crise mundial.”

Fonte: DW

O jornalista angolano é crítico à governação do Presidente João Lourenço, tal como foi em relação ao regime do seu antecessor, José Eduardo dos Santos.

Afirma que a adoção de medidas coercivas para a recuperação de ativos angolanos ilícitos no exterior foi um erro estratégico.

“Se o Presidente tivesse a humildade de ouvir, de perguntar o que é que se passa no mundo, como é que o mundo está, se a retoma da economia mundial vai ser possível durante o seu mandato, o que é que devemos fazer, ele teria agido de forma diferente. Ele cometeu erros que são insanáveis.

A ideia de punibilidade quase inquisitória não dá resultados quando os autores fazem parte do mesmo covil, critica.

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O diretor do Jornal Folha 8 considera que, além de um prazo, era preciso condenar quem beneficiou do erário público a trabalhar cinco vezes mais em prol do desenvolvimento nacional.

O jornalista não acredita que Angola consiga recuperar o total dos referidos ativos. Defende que, na sua estratégia de reformas, João Lourenço devia rodear-se das melhores inteligências e fazer um pacto de regime.

O partido com mais corruptos por metro quadrado

La Mafia au « poleiro » (MPLA), l’unique organisation criminelle, véritable, que connait l’Angola.

Tonet entende que o exemplo de transparência na gestão do bem público deveria começar no seio do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o partido no poder, por ser uma formação transversal em todas estruturas do Estado.

“Até porque o partido que tem mais corruptos por metro quadrado no mundo deve ser o MPLA. Quem conhece como se rouba é capaz de tapar todos os canais do roubo, é quase uma heresia a consciência inteletual dos demais”, sublinha. Este cenário, acrescenta o jornalista, cria uma imagem de descrédito e não é favorável à atração de investimento estrangeiro.

Embora seja prematuro fazer uma avaliação completa e concreta da governação de João Lourenço, Zeferino Boal, militante do MPLA em Portugal, aplaude as reformas lançadas pelo Presidente angolano, de uma clara rotura com o passado.

“Não é fácil que alguém que, mesmo que queira assumir uma rotura com o passado recente cujo sistema do qual fez parte, como ele próprio diz, tenha à sua volta muitos tentáculos de resistência ou de resiliência”, alega.

O dirigente associativo angolano concorda ser imperioso o combate à corrupção. No entanto, corrobora com o princípio de que este não pode ser o primeiro objetivo da governação. Por outro lado, Boal avalia o facto do combate à corrupção não ter começado primeiro no seio do próprio MPLA:

“Eu percebo o ponto de vista da ação de João Lourenço. Se a sua teia de interesses que o elegeu estava dentro do partido, ele foi buscar a força do povo para modificar. Portanto, ele tem procurado que seja o povo a forçar a mudança, não só do MPLA.”

“Ninguém é intocável”

De certo modo, sem questionar o método coercivo usado pelo Executivo de João Lourenço, Zeferino Boal está otimista quanto a recuperação de grande parte do dinheiro do Estado angolano depositado no estrangeiro:

“Acredito que sim, mas as coisas vão demorar ainda muito tempo. Vai demorar provavelmente muito tempo a recuperar pelo menos grande parte. Até porque muito da jurisprudência de Angola, para não dizer toda, assenta nos maus princípios e conduta que também os portugueses têm.”

O militante do MPLA tem confiança no atual procurador-geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós, e, por considerar que “ninguém é intocável, aplaude a justiça angolana, que fez bem começar por atacar figuras de topo como Isabel dos Santos, denunciada no âmbito da operação “Luanda Leaks”.

“Se se começasse por pessoas menos sonantes o povo não iria aceitar. O combate à corrupção tinha que começar por muitos dos nomes sonantes como prova para muitos perceberem e acreditarem que país tem de ser outro, a nação tem que mudar. Tinha que ser feito dessa maneira. Não se podia começar por pequenos crimes e deixar durante muito tempo estas pessoas sem serem incomodadas”, argumenta.

Ataque a Isabel dos Santos é “atitude anti-patriótica”

A propósito da colaboração entre a justiça angolana e portuguesa, que investiga crimes de branqueamento de capitais e de corrupção envolvendo figuras da elite angolana, William Tonet considera que o combate à corrupção não deve circunscrever-se a Isabel dos Santos, Augusto Tomás ou a Manuel Vicente, ex-vice presidente de Angola, que goza de imunidade parlamentar.

“O problema não é de Manuel Vicente.O problema é a estrutura que foi colocada em Angola [por José Eduardo dos Santos].

O problema de Angola em relação à corrupção só vai acabar quando o Presidente de Angola não for do MPLA.

A corrupção, José Eduardo praticou, João Lourenço de praticar por serem presidentes do MPLA”, diz.

Para o jornalista, é uma estupidez atacar a empresária angolana e justifica:

“Quem é que ganha com isso é só Portugal. E é uma atitude antipatriótica de Angola. Ora, não pode uma Procuradoria vir atacar uma sua cidadã no exterior. Ela tem problemas é com Angola. Quando você vem atacar investimentos em Portugal, para além de ser um pouco imiscuição, você sabe que de Portugal ainda pende o pedido de repatriamento há mais de 35 anos das riquezas de Mobutu aqui depositadas. E não foram”, critica Tonet.

Tonet não acredita que Portugal ponha em causa os postos de trabalho e empresas como a Efacec e o banco EuroBic, onde Isabel dos Santos tinha ativos. O jornalista aponta um erro que considera crasso dos corruptos africanos que, desde 1950 até então, não criaram nenhum banco da corrupção em África, para que o dinheiro que roubassem nos respetivos países ficassem depositados no continente e escrutinados sob os seus olhares.

“Eles roubam em África e vêm alojar esse dinheiro na Europa. E este dinheiro quando vem à Europa todo o europeu sabe que é dinheiro ganho ilicitamente. Mas alojam e dão a maior cobertura possível”, lembra.

William Tonet diz que Angola tem que se reencontrar; a estratégia de desenvolvimento social e económico tem que mudar. Insiste que João Lourenço ainda “tem tudo nas suas mãos” para corrigir os erros cometidos, “se abandonar a raiva e o ódio, se puser o país acima de todos os seus interesses ele ainda vai e pode sair com um capital.”

Zeferino Boal lembra que as mudanças não se fazem num único mandado e afirma que, apesar da crise económica, João Lourenço tem outros problemas maiores e prementes a enfrentar:

“Tem de haver políticas para as questões sociais, para a questão da educação, para a questão da saúde, porque o combate à corrupção é importante mas não pode ser o principal objetivo do Estado. Neste momento urge tomar medidas e quero acreditar que ele possa continuar mais um mandato para que não haja uma alteração substancial desta linha [por ele] seguida.”

Club-K – março 19, 2020

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Fevereiro 1st, 2020 Por cabritta

. rainha da cocada

Em Dezembro de 2019, quando ainda se achava a “rainha da cocada, ou seja, quando muito europeu rastejava aos seus pés,

Isabel dos Santos disse ao Observador que Tchizé dos Santos, Zenu, Coreón e outros eram apenas meios irmãos”, com os quais não tinha uma relação próxima”.

Agora que está a ver o diabo a assar sardinha, a antiga “Princesa reclama que está a ser perseguida por ser negra africana.

1- Primeira questão: desde quando é que ela assumiu a sua africanidade ?..

2- Segunda questão: os negros africanos não têm meios irmãos.

        .. os negros africanos .. até o primo é irmão

Têm irmãos e ponto final. Em muitos casos, até o primo é irmão.    

Esse conceito de meio-irmão é dos europeus, de quem Isabel é mais próxima do que dos seus próprios irmãos.

Colocado perante a hecatombe que se abateu sobre Isabel, Coreón Dú deu o troco:

não tenho qualquer interesse em envolver-se em discussões sobre “a política de Angola ou qualquer forma de intriga política que envolva as suas (de Isabel) instituições ou figuras”.

Coitado do ex-PR: além da embrulhada em que se viu envolvido em virtude de ter transformado Angola num parque de diversão dos seus filhos,

o velho a família a esfarelar-se completamente.

E convém lembrar que ao velho já falta, faz algum tempo, uma cara-metade.

Não há dúvida que o velho está a levar uma vida de cão contra qual não tem a menor

  .. parque de diversão

serventia os biliões que ele e os filhos, pelo menos as duas moças, roubaram.

 

Por Graça Campos

Correio Angolense – 31 de janeiro de 2020

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JES : Le parrain de la corruption,.. doit lui aussi, être entendu par la justice…

Ils nous volent tout ce qu’ils peuvent,… ne laissent rien, rien et rien !…

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Dezembro 30th, 2019 Por cabritta

Ana Gomes manteve em tribunal o que escreveu no Twitter e revelou que deu à PGRelementos” contra a empresária.

Isabel dos Santos diz que julgamento “é uma vitória”Global Media também já reagiu.

17 dez 2019, 16:59 57

Observador  Carolina Branco           

 

A ex-eurodeputada Ana Gomes começou a ser julgada esta terça-feira no Juízo Local Cível de Sintra

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Desde ter pessoas a “limpar-lhe a Wikipédia a utilizar Portugal  para lavar dinheiro”, muitas foram as acusações que a ex-eurodeputada Ana Gomes fez a Isabel dos Santos.

Esta terça-feira foi ouvida em tribunal na sequência de um processo apresentado pela empresária angolana por ofensa ao seu bom nome e reputação.

Uma das acusações foi a de que Isabel dos Santos controla, através de um testa de ferro, a Global Media” — o grupo que detém meios de comunicação como o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF e que já reagiu a estas declarações.

“Põe toda a gente a limpar-se na Wikipédia. Controla tudo o que sai sobre ela na imprensa. Controla através de um testa de ferro, a Global Media”, afirmou.

O grupo Global Media já emitiu um comunicado onde “desmente categoricamente” estas declarações e “esclarece que nenhum acionista e nenhum administrador” mantém com Isabel dos Santos “qualquer relação passível de configurar as insinuações proferidas”.Tais afirmações são tanto mais graves porquanto terem sido proferidas em tribunal perante um Juiz de Direito”, lê-se ainda.

Isabel dos Santos já reagiu às acusações. Numa declaração enviada à agência Lusa, a empresária angolana diz que a eurodeputada “tem vindo, há vários anos, a fazer uma campanha politicamente motivada, negativa e falsa contra si. 

Para si, haver um julgamento é positivo, “independentemente do resultado” — que ainda deverá demorar a saber-se: a juíza marcou para a próxima quinta-feira as alegações deste processo cível.

 … A ex-eurodeputada Ana Gomes à chegada ao Tribunal de Sintra (Álvaro Isidoro/Global Imagens)

 

Na origem deste processo estão seis tweets — que Isabel dos Santos quer, através da justiça, ver eliminados da sua página — no qual a ex-eurodeputada socialista acusa a empresária angolana de lavagem de dinheiro. Apesar de a decisão do tribunal poder vir a ser a eliminação das publicações,

Ana Gomes manteve em tribunal o que lá escreveu e revelou que apresentou uma queixa à Procuradoria-Geral da República, à diretora da Autoridade Tributária e às instâncias europeias com “elementos concretos” contra a empresária.

A queixa, disse, foi entregue no dia 12 de novembro, ainda antes de saber que tinha sido alvo de um processo por Isabel dos Santos.

 

Forneci elementos à senhora Procuradora. Tenho muitos outros elementos que demonstram que há todo um esquema de empréstimos feito por Isabel dos Santos e seus familiares”, assegurou, adiantando que “entretanto” recebeu “informação altamente preocupante”.

Ana Gomes fez estas acusações depois de questionada pela juíza sobre qual é que era “a sua ideia” quando escreveu os tweets em causa, na sequência da entrevista em que a empresária angolana dizia que tinha “muitas dívidas” e “muito financiamento por pagar”.

A antiga eurodeputada garantiu não ter “nada de pessoal” contra a empresária, mas considerou ser a sua “obrigação”, depois de ver “uma pessoa como a Isabel dos Santos a armar-se em coitadinha”.

Se é a mulher mais rica de África, para que é que precisa de fazer empréstimos ?”,

questionou, provocando algumas gargalhadas às pessoas que estavam na sala de audiência.

Na audiência presidida por juíza singular, Ana Gomes explicou também que conhece “os mecanismos de branqueamentoe que estão em causa pessoas que “utilizam” Portugal para lavar dinheiro, em roubo do povo angolano”.

Não posso compactuar com esta criminalidade, nem com os intermediários que são participantes, coniventes”, disse ainda.

“A imagem que se tem de Isabel dos Santos é a imagem de predadora”

A ex-eurodeputada apontou ainda outra crítica à filha do ex-presidente de Angola: Vale-se da justiça em Portugal para eu estar aqui, mas não responde à justiça no seu país”.

Ana Gomes referia-se ao inquérito aberto, em março do ano passado, pela PGR angolana relacionado com alegadas transferências de mais de 38 milhões $$ de dólares, que teriam sido feitas por Isabel dos Santos, da Sonangol para uma empresa no Dubai,depois de exonerada da presidência do Conselho de Administração da empresa.

A empresária já foi notificada para prestar declarações, mas não compareceu sem apresentar justificações.

 

 … O jornalista angolano Rafael Marques foi ouvido como testemunha de Ana Gomes (Álvaro Isidoro/Global Imagens)

Embora a investigação tenha sido aberta depois de Carlos Saturnino, substituto de Isabel dos Santos na Sonangol, ter acusado a empresária publicamente, estas alegadas transferências vieram a público num investigação do jornalista Rafael Marques — ouvido esta terça-feira na qualidade de testemunha de Ana Gomes.

O jornalista disse inclusive ao tribunal que, no dia em que foi notificada, Isabel dos Santos “refugiou-se na casa do pai e saiu diretamente para o aeroporto”. 

Até hoje, a engenheira não regressa a Angola para responder ao referido processo”, apontou.

Rafael Marques disse ainda que a empresária tem, em Angola, uma “imagem de predadora precisamente porque foi das pessoas que mais beneficiou dos grandes negócios que o pai lhe deu de forma abusiva“. Questionado sobre o impacto dos tweets de , o jornalista referiu que o que lá estava escrito “não espantou ninguém”.

“Em Angola, não era novidade”.

Após os tweets de Ana Gomes, há “um maior nervosismo e ansiedade dos parceiros de negócios”

Na queixa de 47 páginas apresentada por Isabel dos Santos e publicada por Ana Gomes no seu site, a filha do ex-presidente de Angola alega que as publicações do Twitter são falsas e “provocam um imediato, sem retorno e incontrolável dano à imagem, honra e bom nome” da empresária e têm um “impacto material nos negócios” de que é acionista.

Além de Rafael Marques foram ouvidas mais três testemunhas, mas da parte de Isabel dos Santos.

Um deles, o economista Mário Leite da Silva, que representa da empresária angolana na Efacec e em outras empresas que detém, considerou que os tweets de Ana Gomes são “de uma gravidade extrema” e que tiveram “um impacto profundamente negativo”

Nota-se um maior nervosismo e ansiedade dos parceiros de negócios. Temos de andar constantemente a explicar que não é assim. Teve impacto ao nível financeiro, em auditorias, com clientes e fornecedores”, explicou.

O administrador da NOS, José Costa, outra testemunha de Isabel dos Santos, disse à juíza que, embora não tivesse tido “qualquer feedback” relativamente aos tweets em questão, de forma genérica, “notícias negativas sobre a empresária acabam por não ser positivas para a reputação das empresas”.

Rui Carlos Lopes, antigo diretor executivo do BPI e agora com funções em várias empresas relacionadas com Isabel dos Santos, defendeu que as acusações de Ana Gomes não têm “qualquer fundamento”.

Realização de julgamento de Ana Gomes “já por si é uma vitória”, diz Isabel dos Santos

Horas depois de terminada a sessão, Isabel dos Santos reagiu ao julgamento que considera ser “já por si é uma vitória” e um “contributo para repor a verdade e responder às sucessivas calúnias que Ana Gomes tem feito“.

Numa declaração à agência Lusa, a empresária disse que “independentemente do resultado” deste processo, “é já uma grande vitória termos acesso à Justiça e o tribunal ter aceitado julgar este caso, reconhecendo que há matéria para julgamento”.

“Durante muito tempo, na qualidade de eurodeputada, gozou de imunidade pelo que anteriormente não foi possível tomar nenhuma atitude em relação às falsas acusações e mentiras por ela proferidas. Ao deixar de ser eurodeputada, surgiu pela primeira vez a possibilidade de ir à Justiça reclamar pelo meu bom nome”, afirmou.

A empresária lamentou que “apesar dos cargos políticos e diplomáticos que já exerceu”, Ana Gomes insista “em fazer comentários falsos e lamentáveis” que atingem não só o seu bom nome “mas também as empresas”. Afeta os trabalhadores destas empresas e as suas famílias. 

Trata-se de uma clara tentativa de hostilizar gratuitamente todo o meu percurso profissional e pessoal”, disse Isabel dos Santos, recordando que “em casos de ação especial da tutela de personalidade ou nos casos de queixa por difamação, muitas vezes é difícil que o tribunal aceite a queixa e muitos dossiês acabam em arquivamento”.

Lava que se farta”. Como a polémica começou no Twitter

A polémica, que chegou a tribunal, começou com um tweet publicado por Ana Gomes, no dia 14 de outubro deste ano: Isabel dos Santos endivida-se muito porque, ao liquidar dívidas, ‘lava’ que se farta! E os bancos querem ser ressarcidos, só em teoria cumprem a AMLD [a diretiva europeia de combate à lavagem de dinheiro].

E o Banco de Portugal não quer ver.

Com esta publicação, a antiga eurodeputada reagia a uma entrevista de Isabel dos Santos à agência Lusa — publicada horas antes e partilhada inclusive junto com o controverso tweet —, onde a empresária angolana revelava que trabalhava com vários bancos e tinha “muitas dívidas” e “muito financiamento por pagar”.

As taxas de juros são elevadas, nem sempre é fácil também ter essa sustentabilidade do negócio, para conseguir enfrentar toda a parte financeira dos negócios, mas também boas equipas e trabalhamos para isso”, dizia.

Ana Gomes@AnaMartinsGomes

 

Isabel dos Santos endivida-se mto porque, ao liquidar as dívidas, “lava” q se farta ! E bancos querem ser ressarcidos, só em teoria cumprem #AMLD, de facto não querem saber a origem do dinheiro…E ⁦@bancodeportugal⁩ não quer ver… #Angola #Portugal

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/africa/angola/detalhe/isabel-dos-santos-diz-que-se-endivida-para-investir-e-que-nao-usa-dinheiro-publico-angolano– …

Isabel dos Santos diz que se endivida para investir e não usa dinheiro público angolano

A mulher mais rica de África, a empresária angolana Isabel dos Santos diz que as recorrentes dúvidas sobre a origem dos seus investimentos resultam de narrativa negativa, alegando que se tem endivi…

jornaldenegocios.pt

Só que, depois deste tweet, veio mais outro, minutos mais tarde. Neste, Ana Gomes acusava Isabel dos Santos de usar o branco Eurobic para fazer circular o dinheiro: “Que jeito dá à PEPíssima acionista Isabel dos Santos o Eurobic! Está na rede swift e na Zona Euro, passa por lá para liquidar dívidas junto de outros bancos. Sem due diligences pois já circulou por banco da zona Euro”, escreveu referindo-se à empresária angolana como uma Pessoa Politicamente Exposta [PEP], ou seja, uma pessoa que teve, nos últimos meses, funções públicas de relevância.

Ana Gomes@AnaMartinsGomes

Que jeito dá à PEPíssima accionista Isabel dos Santos o @banco_eurobic! Está na rede swift e na Zona Euro, passa por lá p/ liquidar dívidas jto de outros bancos. Sem “due diligences” pois já circulou por banco da zona Euro. @bancodeportugal e @ecb assobiam para ar! Angola #amld

https://twitter.com/AnaMartinsGomes/status/1183693593741017089 …

Ana Gomes@AnaMartinsGomes

Isabel dos Santos endivida-se mto porque, ao liquidar as dívidas, “lava” q se farta! E bancos querem ser ressarcidos, só em teoria cumprem #AMLD, de facto não querem saber a origem do dinheiro…E ⁦@bancodeportugal⁩ não quer ver… #Angola #Portugal

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/africa/angola/detalhe/isabel-dos-santos-diz-que-se-endivida-para-investir-e-que-nao-usa-dinheiro-publico-angolano– …

11:54 – 14 de out de 2019

No dia seguinte, veio ainda um terceiro e um quarto tweet. Num, lia-se: “Há aí quem me acuse de não comunicar às autoridades as razões/provas por que reitero que Isabel dos Santos branqueia capitais de Angola através da banca em Portugal.

Enganam. Estou farta de o fazer, em documentos que publiquei.

Só não vê quem não quer”. Noutro, lia-se: “Como se vê por esta resposta à minha carta, o Banco de Portugal vale-se do segredo da supervisão bancária” para fechar os olhos, não ver o que é evidente e deixar tudo como a tes relativamente a investimentos de Isabel dos Santos”.

A 16 de outubro, Ana Gomes voltou ao Twitter insistiu que Isabel dos Santos “branqueia capitais desviados de Angola através de bancos como o Eurobic e outros investimentos em Portugal”.

No dia seguinte, novo tweet : “Alguns dos bancos de que é dona e/ou alguns dos 15 bancos com que trabalha a engenheira Isabel dos Santos e outros expoentes da cleptocracia angolana.

[Atualizado às 20h35 com a nota de esclarecimento da Global Media]

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Mise en forme : jinga Davixa

29 de decembro de 2019

 

KLEPTO-MANIA : João Lourenço manda arrestar tudo o que é de ISABEL DOS SANTOS …

DITADURA : ..(Já) temos em Angola um sistema judicial credível ?..

DROITS DE L’HOMME : .. un fardeau qui s’appelle,.. JOAO-MARIA de SOUSA …

CABRITTA : Conselhos praticos para presos de luxo… e ..outros .. “V.I.P” : .. BASTA de “Cabritismo” ?..

LAVA JATO : SIC notifica empresa ligada a LOPO DO NASCIMENTO …

O “Cabritismo” $$ … ate… nas artes ?.. $$…

KLEPTO-MANIA : O comunicado oco de Isabel dos Santos, sobre Ana Gomes …

LAVA-JATO EM ANGOLA …

ZENÚ ? : A Corrupcao mata…

KLEPTO-MANIA : .. um fardo chamado,.. JOAO-MARIA de SOUSA …

DOMINGOS DA CRUZ : “.. Não há medidas concretas para melhorar a vida das pessoas em Angola ” …

LAVA JATO : ..Les Gouvernants de l’Angola traités de .. « Criminels » … (vidéo..)..

LAVA JATO : Destruir o covil de ladrões …

LAVA JATO : Dívidas de Angola devem ser investigadas, dizem economistas …

EPIDEMIA : Angola a braços com febvre malária… que já matou até agosto mais de 4.000 pessoas !..

LAVA JATO : Jornal inglês revela, que Isabel dos Santos é proprietária de uma mansão de 15 milhões de $$ dólares em Londres …

SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

ANGOLA : Conseils pratiques pour prisonniers .. de Luxe .. et autres..”V.I.P” ?.. – Rafael Marquès de Morais

ISABEL DOS SANTOS & SINDIKA : Diamonds for ever ?..

ANGOLA : « Il peut y avoir pardon,.. mais l’argent expatrié doit être restitué à l’Etat, sans conditions » – Pr. Fernando Macedo –

LUNDA NORTE : Cafunfo en État de Siège,.. des Manifestants sous le Feu de l’ Armée,.. et de la POLICE …

BNA : .. GOUVERNEUR MASSANO ?.. LA DÉMISSION… C’ EST MAINTENANT ?..

UNITEL : Dino Pistoleiro, le Général Far-West !..

BESA : um “cabritismo” altos lugares… altas figuras…e..”V.I.P” ?.. – Cabritta investigadora –

MIRAMAR : .. O “Bunker” do “Cabritismo” ?..

«Tôt ou tard, ils finiront en prison » – Rafael Marques

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Novembro 18th, 2019 Por cabritta

O cartoonista Sérgio Piçarra dispensa apresentação na praça pública angolana. É o homem por detrás do ousado Mankiko, a caricatura que não poupa palpites mordazes sobre o nosso ambiente social e político.

Nesta entrevista exclusiva ao Jorn al d e A ng ol a , aponta a figura política mais difícil de ser caracterizada e aclara, ao fazer um recuo no polémico acontecimento de 1994, que ditou o seu afastamento desta “casa de imprensa”, que o visado em causa “não era Marcolino Moco, mas sim uma figura que simbolizava o poder”

Se lhe pedissem uma síntese da sua história de vida, que momentos destacaria como aqueles que melhor definem a carreira de um cartoonista da sua craveira?

Comecei na Banda Desenhada. O cartoon veio depois. É bom referenciar que cartoon e Banda Desenhada não são a mesma coisa, embora às vezes se misturem e por isso se confundam.

Assim, tenho de destacar momentos onde ambas as actividades se cruzam, sendo que uma delas foi de ter um dia conhecido o mestre Henrique Abranches, em 1984.

Em 1990, fui um dos autores dos primeiros livros de banda desenhada angolana e de cartoons lançados no país. Ainda nesse ano, lancei o “Mankiko” pela primeira vez.

Depois de muito tempo sem publicar, voltar a editar dois livros de cartoons foi também um momento muito especial, talvez o mais importante, por marcar uma fase de maior maturidade, justamente em 2016, no auge da crise económica e no auge do “kafrique” político a que estávamos sujeitos.

Profissionalmente, como se apegou à sátira de assuntos sociais? Existe uma linha que separa o antes e o depois ?

Fui me apegando à sátira desde que criei o “Mankiko”, estamos a falar de 1990. Nessa altura, havia um vazio nesta área, que já vinha dos anos 80, e senti que estava em condições de preencher através do cartoon.

Lembro-me de ter visto um desenho muito mau publicado no Jornal de Angola e de ter pensado “epa, eu faço melhor do que isto!” Nessa altura, eu já deambulava pela redacção do Jornal de Angola há algum tempo, colaborando (e às vezes até dirigindo!) o Suplemento Infantil que era publicado na altura.

Tinha 15 anos de idade.

Fui crescendo e a minha consciência sobre os problemas que me rodeavam, quer sociais quer políticos, foi amadurecendo: a falta de água, os cortes de energia, o lixo, a desgovernação, a guerra, a corrupção, etc…

Senti que podia expressarme e participar no espaço público expondo esses problemas através dos meus desenhos. O “Mankiko” é talvez o resultado dessa consciência e o “culpado” de me ter afastado da Banda Desenhada e me ter mergulhado no cartoon…

Que balanço faz da banda desenhada em Angola e a sátira em particular ?

Nos anos 90, tínhamos um grupo muito promissor, do qual fiz parte, dirigido pelo falecido mestre Henrique Abranches. Tivemos uma série de iniciativas, desde a publicação de uma revista, a aulas de formação. É desse grupo que resultou a maior parte dos talentos que temos no momento.

Esbarrámos nas dificuldades conjunturais do país, o grupo desfez-se e cada um seguiu o seu caminho.

Há outras iniciativas mais recentes e alguns jovens com talento. Porém, continuam a esbarrar no mesmo problema, que é a escassa rentabilização do trabalho e a impossibilidade de viver dele.

E como se vive ?

O custo de produção de uma banda desenhada é alto e as vendas não compensam esse custo. Acresce a falta de hábito de leitura do público, o fraco poder de compra, a falta de incentivos oficiais, etc.

Há iniciativas, há talentos, mas não existe uma política do Estado, de educação e incentivo ao gosto pela leitura, pelo livro, pelas artes.

Sem que o papel seja subvencionado e os livros sejam baratos, não há como rentabilizar um projecto que permita ao autor ganhar o seu pão e ter incentivo para continuar a criar.

Os poucos autores de BD que temos vivem essencialmente de trabalhos esporádicos que fazem para órgãos do Estado ou ONG. Quanto ao cartoon editorial, do género que eu faço, é dirigido essencialmente para os jornais e, sinceramente, aqui o “balanço” também não pode ser positivo.

É só ver, em 43 anos de Independência, quantos cartoonistas editoriais temos ou quantos jornais publicam cartoons.

Numa entrevista, o Piçarra relata um episódio acerca de um trabalho seu que expunha alguém e ficou associado a Marcolino Moco, à época Primeiro-Ministro, com consequências na direcção do Jornal de Angolana altura. Como foi isso?

O visado não era Marcolino Moco, mas sim uma figura que simbolizava o poder. Esse cartoon resultou na exoneração do então director do Jornal de Angola e também na minha “exoneração” como não podia deixar de ser.

Estávamos em 1994, se não estou em erro. Eu leiloei esse cartoon mais tarde, por 600 dólares. Ofereci esse valor ao projecto “Um tecto para os meninos de rua” que existia na altura, patrocinado pelo programa “Bom dia, Bom dia”, da rádio LAC. Depois dessa exoneração, foi uma longa travessia no deserto.

Na sua opinião, que “ingredientes” flagrantes continha o desenho para a opinião pública o associar imediatamente à figura de Marcolino Moco?

Coincidentemente, na altura, o Primeiro-Ministro era de facto Marcolino Moco e terá sido ele a decretar a exoneração do director do “JA”, sob pressão de um dos seus assessores. Porém, repito, o desenho não lhe era particularmente dirigido.

Fiquei apenas com a ideia que o cartoon era muito “ousado” para o momento, tendo tido as consequências que teve, não ficando, entretanto, excluída a sensação de ter sido um pretexto para acabar com aquela “assanhadice” dos cartoons no jornal.

Esta foi a mais polémica das interpretações dos seus trabalhos ou tem registo de outra?

Sim, terá sido esse o cartoon mais “mal interpretado”, que eu tenha conhecimento (risos!).

Isso o inibiu ou agudizou ainda mais a sua postura satírica e mordaz ?

Isso fez, sobretudo, desaparecer o cartoon do horizonte editorial por largos anos. O Jornal de Angola sempre foi o maior veículo da imprensa escrita e na altura os cartoons eram quase uma marca deste jornal. As pessoas recortavam nos das páginas do jornal e coleccionavam-nos. Ainda tentei outras iniciativas, mas não deram certo.

Andei pelo design gráfico e pela publicidade, ganhando outras experiências. Regressei ao cartoon em 2008, com o surgimento do semanário Novo Jornal. Não sei se esse episódio me tornou mais ou menos mordaz, mas que foi um sinal bem explícito sobre o quesito liberdade de expressão no país, lá isso foi!

Depois de quase 30 anos de existência, como preencheria o BI de Mankiko?

Das últimas vezes que ele tentou tratar o BI, não havia plástico para emitir os bilhetes…depois, não havia sistema…não sei se já o terá conseguido!

O Mankiko reflecte o cidadão e pai de família Sérgio Piçarra? Ou seja, é por esse personagem que sai à tona ou ultrapassao e tenta expor os anseios de uma época?

Bom, vou deixar as definições para os entendidos em Arte e Psicologia. Para mim, ele é tão somente o veículo pelo qual me expresso, na tentativa de retratar com algum humor as peripécias do nosso dia-a-dia social e político, que são as coisas que mais me preocupam.
Há vozes da sociedade civil que dizem ouvir de Mankiko o que não ouviram de mais ninguém.

Acredita ser um pouco por essas coisas que Adriano Mixinge o considera como aquele que “transforma o povo em cidadão”?

O Adriano Mixinge, tal como outras pessoas que se referem a mim, são todas elas muito simpáticas e agradeço-lhes muito por isso. Eu faço cartoons seguindo-lhe as regras que o definem: um desenho humorístico, um contexto específico e uma sátira. Fico muito feliz por esse trabalho chegar às pessoas e ter algum impacto positivo sobre elas.

Alguma vez receou ser mal interpretado? E chegou a ser mal interpretado ?

Não sei se devo dizer mal interpretado ou bem interpretado demais! Há bocado, disse-me que a figura daquele cartoon era o Marcolino Moco, por exemplo, e na verdade não era, nem sequer era parecido !

Às vezes as pessoas tendem a fazer leituras de coisas que nem me passaram pela cabeça, mas quando se comunica há sempre esse risco; são ossos do ofício. Tirando esse exemplo, e alguns outros poucos, acho que até, em geral, tenho sido muito bem interpretado…

Sofreu algum tipo de represália? Pode debruçar-se sobre ela ?

A única represália digna de registo foi a de ter sido dispensado do Jornal de Angola pelo seu novo director, em 1994. Não me peça para citar o nome dele para não criar mais maka, por favor! Nós até falamos bem, embora presuma que neste momento ele esteja chateado comigo…

Houve também uma situação caricata, há dois anos, quando um famoso supermercado de Luanda se recusou a vender o meu livro por não estar de acordo com a sua “linha editorial”! Também, por algum tempo, foi complicado meter os livros nas grandes superfícies comerciais, mas depois foi ultrapassado.

Há sensivelmente dois anos, o Núcleo de Jovens da Banda Desenhada foi contemplado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na disciplina de Artes Plásticas.

Afinal, a seu ver, a banda desenhada é ou não reconhecida e levada em conta ?

A primeira pergunta a fazer é como é que se dá prémios aos filhos sem antes premiar o pai ?

O pai da Banda Desenhada angolana é Henrique Abranches, autor das primeiras expressões de banda desenhada angolana ainda no tempo da guerrilha do MPLA. Foi mestre de todos nós que, ainda miúdos, gravitávamos à volta dele.

Henrique Abranches é também pai da Museologia e da Antropologia em Angola, de estudos sobre o Reino do Kongo, do desenho digital, da ficção científica na literatura… e permanece, injustamente, esquecido. Como ele, há outros tantos esquecidos. Os critérios de atribuição de prémios são muitas vezes questionáveis.

Sente que o seu trabalho é reconhecido? Como ?

Pelo público, em especial, sim. Recebo muitas manifestações de admiração e carinho das pessoas.

Os meus livros têm sido publicados graças a pessoas que se mobilizam contribuindo do seu bolso para pagar os gastos com a impressão e tudo o resto. Isto vale mais do que qualquer reconhecimento oficial que não tenha recebido.

Porém, tenho de referir que há uns bons anos, recebi um diploma do Ministério da Cultura. O pessoal do “Goza Aqui” também fez-me há algum tempo uma homenagem. Agora, há poucas semanas, o Ministério da Comunicação Social disponibilizou-se a apoiar o lançamento do meu livro mais recente.

O secretário de Estado, Celso Malavoloneke, esteve presente no lançamento e proporcionou-me um encontro com o ministro João Melo, com quem mantive uma conversa cordial.

O facto de estar a dar esta entrevista ao “JA” (casa onde nasci e de onde fui dispensado há vinte e tal anos) é também algum reconhecimento. Acho que os novos ventos trazidos pelo Presidente João Lourenço tendem a normalizar as coisas.

Sabemos que se engajou para dar vida a um jornal de banda desenhada e de cartoon que teve um fim ainda embrionário. Ainda tem esse projecto em agenda?

Não. Sem ovos não há como fazer omeletes. Não temos nem cartoonistas nem apoio suficientes para sustentar um projecto dessa natureza. Nesse projecto a que se refere (foi há 10 anos), eu fazia de tudo um pouco: os cartoons, a paginação, os textos e até a distribuição dos jornais nos postos de venda.

Sem falar do ter que andar atrás dos poucos colaboradores que tinha e que não enviavam o trabalho a tempo e hora.

O meu entusiasmo levou-me, algumas vezes, a entrar em utopias como essa… mas já não entro mais !
À época destacou não haver clima nem cartoonistas.

Passado esse tempo e com estas mudanças que em muito se reflectiram na imprensa, como avalia hoje o ambiente para o projecto de um jornal ?

O ambiente político é melhor, mas o ambiente comercial para manter uma publicação é mau. E não havendo cartoonistas suficientes e bons pior ainda.

No fundo, é “chafurdando” na política que vive o cartoon ?

Os políticos “chafurdam” na política. O cartoon expõe-nos. Eles, os políticos, são a inspiração de qualquer artista que, como eu, anda nestas lides da sátira. Quando eles se portam bem, ficamos sem assunto !

Os desenhos que traça fazem, realmente, fé às pessoas que quer retratar? E nunca lhe disseram, por exemplo, que exagera na “deformação” ?

Algumas pessoas dizem que os meus cartoons são muito contundentes. Mas se for aqui ao lado, precisamente à África do Sul, ver como os cartoonistas sul-africanos retratam os

 políticos, vai perceber que os meus cartoons são muito “bonzinhos”

Tudo depende da realidade em que se vive e a nossa, mesmo estando melhorzinha, ainda é hipersensível à crítica. De resto, os cartoons não “deformam” a realidade como tal, apenas a representam através de símbolos que podem ser mais ou menos expressivos. Mas disso é feita a sátira.

Os políticos, como figuras públicas que são, estão sujeitos à crítica, à sátira, até ao gozo popular, e não devem chatear-se por isso.

É assim em todo o mundo. Um bom político também se mede pela sua capacidade de encaixe e nós precisamos de bons políticos.

De quem é a imagem que mais gosta de desenhar ? Porquê ?

À excepção do Mankiko, da menina Esperança e do Bebé Futuro, não tenho nenhuma preferência em especial.

De quem é a imagem mais difícil de reproduzir ? Porquê ?

É a de José Eduardo dos Santos.

Por dois motivos: primeiro, por ter um rosto muito regular, difícil de caracterizar…

O segundo motivo é por… medo

Num tempo aberto ao debate, o que significa a frase “não quero discutir”, que dá título ao seu mais recente rebento ?

Eu adoro expressões populares e esta é uma das mais engraçadas pela sua carga irónica. Quando dizemos que “não queremos discutir” é porque, na verdade, o assunto no ar dá uma boa discussão.

No caso, a expressão caiu que nem uma luva para ilustrar a maka silenciosa entre o ex-Presidente e o actual: eles, no princípio, em relação à transição do poder, diziam que estava tudo bem, que não “queriam discutir”, mas afinal…

Perfil
Nome: Sérgio Romeu Piçarra 
Onde nasceu? Luanda, bairro Catambor
Estado Civil? Casado
Formação? Ensino Médio de Ciências da Educação
Ídolos? Todos os que pelo seu trabalho e coragem fizeram a diferença
Quantos filhos? Muitos…

 

January 13, 2019

Fonte: Jornal de Angola | Matadi Makola

Mise en forme : jinga Davixa

 

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Novembro 12th, 2019 Por cabritta

Domingos da Cruz  O professor universitário Domingos da Cruz disse hoje à Lusa que não há medidas concretas em Angola para melhorar a vida dos cidadãos, considerando que as reformas lançadas por João Lourenço não mostram uma estratégia económica

É certo que não se pode reestruturar o país em dois anos, mas do ponto de vista económico não há avanços,

não há medidas concretas que mudem substancialmente a vida das pessoas, porque o que assistimos são medidas isoladas, parecem sem sentido, completamente descoordenadas”, disse o académico e ativista Domingos da Cruz em entrevista à agência Lusa, em Lisboa.

[João Lourenço]não é um homem que tem, de facto, um projeto político de país, que seja sistemático,

medidas isoladas e essas são inaceitáveis quando se está a governar um país, porque um país governa-se de forma diferente”, defendeu o académico que foi o tradutor do livro `From dictatorship to Democracy:

A Conceptual Framework for Liberation`, escrita por Gene Sharp, pelo qual acabou condenado a uma pena de prisão.

“Governar éresolver os problemas das pessoas de forma concreta; ora, quando alguém chega ao poder num país esfacelado como Angola, é preciso tomarmedidas concretas, mas a arquitetura política angolana infelizmente inviabiliza qualquer progressão nos mais variados campos”, lamentou Domingos da Cruz, considerando que João Lourenço é cúmplice da manutenção do status quo, já que rejeita alterações constitucionais.

Quando se opõe a uma reforma constitucional, significa que tem simpatia pelo poder autoritário,

porque a Constituição vigente adequava-se perfeitamente ao exercício de um poder autoritário, terá sido construída à vontadede José Eduardo dos Santos e o novo Presidente também se sente bem neste fato”, acusou.

Questionadosobre as reformas económicas lançadas pelo Governo, e que são apontadas pela comunidade internacional como sinal de uma mudança concreta no país, Domingos da Cruz defendeu que são medidasavulsas e que ainda não surtiram efeito.

Temos muita genteem situação de miséria absoluta, podíamos elaborar um programa de transferência de renda [rendimentos] aos mais vulneráveis, apoio a crianças e famílias numerosas,

criação de um banco que concedesse crédito a pequenos e micro negócios, e ainda ponto de vista da alteração da arquitetura política, é preciso uma reforma ao nível do sistema de defesa e segurança”, apontou.

Ao nível da imprensa, continuou,João Lourenço devia apoiar a imprensa privada, mas não o faz, criticou o académico, questionando:

“Como ter um discurso plural, verdadeiramente democrático, e não apoia a imprensa privada, pelo contrário, estamos a ver um discurso de manipulação mais ou menos generalizado, na televisão pública de angola, na rádio pública, na Angop, ou seja, é o regresso dos que nunca foram”, concluiu.

Em junho de 2015, Domingos da Cruz foi detido com outros 16 ativistas angolanos e, um ano depois, foi condenado a oito anos e meio de prisão, por atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores, a pena mais dura do grupo.

 jornalhorah

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NITO ALVES : .. uma interview video …

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Julho 3rd, 2019 Por cabritta

..VAMOS À MANIFESTAÇÃO NO LARGO DA INDEPENDÊNCIA

SÁBADO   DIA   6 DE JULHO  2019

MANIFESTAÇÃO CONTRA A FARSA DO COMBATE À CORRUPÇÃO

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa do Combate à Corrupção que vai ter lugar no Largo da Independência em Luanda com início às 9h30 e fim às 14h00 reiteram o convite feito a todos angolanos e a todas angolanas que são pacifistas, respeitadoras e respeitadores das leis justas e que amam a justiça e querem que haja seriedade e justiça no combate à corrupção que se juntem a nós amanhã, sábado, dia 6 de Julho, no local e hora indicados.

Os promotores da MANIFESTAÇÃO (concentração) supracitada informam a opinião pública e todos e todas as interessadas em dela participar que as autoridades competentes para o efeito não apresentaram nenhuma objecção à nossa manifestação.

Não existe nenhuma objecção quanto ao objectivo da manifestação nem quanto ao local público no qual ela terá lugar !

A manifestação (concentração no Largo da Independência) Contra a Farsa do Combate à Corrupção é justa e respaldada pela lei pelo que constitui obrigação constitucional e legal da Polícia Nacional assegurar que todos e todas que venham a exercer a liberdade de reunião e de manifestação o façam com inteira segurança, tranquilidade e paz social.

Os promotores desta Manifestaçãolembram ao Comando Geral da Polícia Nacional de Angola que muitos incidentes que têm ocorrido em várias manifestações não espontâneas – manifestações pacificas e comunicadas às autoridades competentes e publicamente publicitadas –, se devem ao crime de abuso de autoridade praticado por oficiais da Polícia Nacionale dos agentes sob suas ordens que, no cumprimentos de Ordens Superiores, antes do início das manifestações, em dissonância com a letra e o espírito da lei, impõe a alteração do local público e/ou do trajecto de marchas, entre outros actos ou omissões ilegais.

A título de exemplo, até ao presente momento, um grupo de angolanosque pretende realizar uma manifestação sob o mesmo lema, Contra a Farsa do Combate à Corrupção, está a ser confrontado com o abuso de autoridade por parte do Governo Provincial de Benguela e do Comando Provincial de Benguela da Polícia Nacional.

Esperamos que o Governo Provincial de Benguela e o Comando Provincial de Benguela respeitem a lei e que esse grupo de angolanos possa exercer a liberdade de manifestação no local por ele escolhido.

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa do Combate à Corrupção têm a absoluta certeza que fazem parte de um grupo de milhões de angolanos e de angolanas que querem que o Estado recupere os milhares de milhões (biliões) de $$ dólares roubados e responsabilize judicialmente, com igualdade de tratamento e respeito pelos seus direitos de arguidos, os suspeitos da prática de crimes de corrupção !

Acreditamos que a maioria dos magistrados judicias e do Ministério Público (procuradores) são probos.

Todavia, os que tenham beneficiado da acumulação primitiva de capital, praticando crimes de corrupção, com respeito pelos procedimentos legais, têm de ser afastados dos tribunais e do Ministério Público (Procuradoria-Geral da República).

Pode existir verdadeiro combate à corrupção com magistrados judiciais e do Ministério Público corruptos ?

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa do Combate à Corrupção AMAM Angola, AMAM as angolanas e os angolanos, por isso se batem para que o dinheiro roubado

ao Estado seja recuperado para termos serviços públicos, hospitais, escolas, saneamento básico, emprego, bem-estar, desenvolvimento e progresso social de verdade !

Os promotores da Manifestação Contra a Farsa da Corrupção reconhecem, agradecem e incentivam os milhões de angolanos e angolanas, que não possam estar presentes nesta manifestação, a continuarem a fazer ouvir a sua voz junto dos seus amigos e amigas, familiares, por via das redes sociais e por outras formas pacíficas de expressão para que os poderes públicos corrijam os erros que estão a cometer.

.. Homagem .. a José António Martins Patrocínio “Zetó” …

Juntos, com respeito pela leis justas, de forma pacífica, e sem desânimo, vamos conseguir que o combate contra a corrupção deixe de ser uma farsa !..

 

Luanda, 5 de Julho de 2019

Pelos Promotores,

Laura Macedo

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Caros leitores !.. 

Oligarquismo &.. “Cabritismo” ?..

Cabrito – Conection..

Cabritismo ?.. aos seus lugares…

é….muita..….….muita…….

  Conection..

 

Cabrito

Cabrito

 

 

 

desonestidade…  desonestidade !..

 

RÉPRESSION : un opposant dénonce en angola,.. des méthodes qui rappellent l’apartheid…

O Falhanço da Lei de Repatriamento de Capitais …

LAVA JATO : Zenú e Pontes,.. usaram EMPRESA FANTASMA,.. para comprar Banco …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique . E ANGOLA ??..

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CARTA ABERTA : Ladrão não pode ser Patrão … ( E.. Patrão ?.. um “CABRITO” .?…)

Interesses de Isabel dos Santos arrolados no processo de empresas constituídas com dinheiro roubado do Estado …

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http://cabritismo.info/angola-comunismo-nepotismo-cabritismo

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Publicado em Cabritismo, Corrupcao, Interview, Panorama Etiquetas: ,

Maio 17th, 2019 Por cabritta

Em declarações citadas pela Lusa, Tchizé dos Santos arma que o actual chefe de Estado está a fazer um “golpe de Estado às instituições” em Angola e pede a destituição de João Lourenço.

E diz que está “involuntariamente” fora do país devido à doença da lha e que há vários meses está a ser “intimidada” por dirigentes do partido.

Estas declarações chocam, contudo, com outras reveladas nas redes sociais, onde, sobre a destituição, a também membro do Comité Central do MPLA, garante que não pediu a destituição de João Lourenço.

Disse apenas que os actos do Presidente da República ferem a Constituição angolana e, por isso, pode ser alvo de um “impeachment”.

Noutros áudios divulgados nos media sociais, Tchizé dos Santos justica a sua prolongada ausência do país com o “facto” de estar a ser perseguida, admitindo receio de que possa ser detida quando voltar a Angola, dando como exemplo,

para justicar esse receio, as recentes detenções do seu irmão, José Filomeno dos Santos, entretanto já em liberdade, ou do ex-ministro Manuel Rabelais.

Face a estas declarações, citado igualmente pela Lusa, o porta-voz do MPLA considerou como “muito graves” as declarações de Tchizé dos Santos e que o partido as vai analisar à luz dos estatutos partidários.

Uma dessas armações, consideradas graves pelo MPLA, é aquela onde a deputada diz que é João Lourenço que lhe está a “fazer perseguição através do MPLA”, porque “ninguém no MPLA toma uma atitude sem a autorização do Presidente, ou sem a sua orientação”.

Paulo Pombolo pede “provas” do que arma Tchizé dos Santos e considera muito grave este comportamento e absurdas as suas palavras.

Exigir a destituição do Presidente João Lourenço ?

Acusar o Presidente de ser um ditador ?

De estar a fazer um golpe de Estado às instituições em Angola ?

Tem provas ?

São palavras absurdas e declarações graves, muito graves, que o partido vai analisar”, incluindo pela sua comissão de disciplina, disse ainda o porta-voz do MPLA.

“A camarada Tchizé dos Santos, como membro do Comité Central, sabe que há regras e normas a cumprir e está a portar-se mal”, afirmou, lembrando que tudo começou com uma carta do grupo parlamentar do MPLA, datada de 7 de maio, a “aconselhar” a deputada a suspender temporariamente o mandato por estar ausente do Parlamento

mais de 90 dias, sendo que se essa atitude não partir da própria, o partido, à luz dos seus estatutos, pode fazê-lo,

tanto nos órgãos do MPLA como no seu grupo parlamentar.

Novo Jornal  12/05/2019

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Mise en forme : jinga Davixa

MPLA dá ultimato a Tchizé …

BANCO-CABRISTIGIO : Tchizé dos Santos “justifica origem”… de fundos para criação de banco…

Congressista alerta JLO que práticas corruptas,.. estão afectar negócios norte-americanos …

SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

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Maio 14th, 2019 Por Kwaradio

Em declarações citadas pela Lusa, Tchizé dos Santos arma que o actual chefe de Estado está a fazer um “golpe de Estado às instituições” em Angola e pede a destituição de João Lourenço.

E diz que está “involuntariamente” fora do país devido à doença da lha e que há vários meses está a ser “intimidada” por dirigentes do partido.

Estas declarações chocam, contudo, com outras reveladas nas redes sociais, onde, sobre a destituição, a também membro do Comité Central do MPLA, garante que não pediu a destituição de João Lourenço.

Disse apenas que os actos do Presidente da República ferem a Constituição angolana e, por isso, pode ser alvo de um “impeachment”.

Noutros áudios divulgados nos media sociais, Tchizé dos Santos justica a sua prolongada ausência do país com o “facto” de estar a ser perseguida, admitindo receio de que possa ser detida quando voltar a Angola, dando como exemplo,

para justicar esse receio, as recentes detenções do seu irmão, José Filomeno dos Santos, entretanto já em liberdade, ou do ex-ministro Manuel Rabelais.

Face a estas declarações, citado igualmente pela Lusa, o porta-voz do MPLA considerou como “muito graves” as declarações de Tchizé dos Santos e que o partido as vai analisar à luz dos estatutos partidários.

Uma dessas armações, consideradas graves pelo MPLA, é aquela onde a deputada diz que é João Lourenço que lhe está a “fazer perseguição através do MPLA”, porque “ninguém no MPLA toma uma atitude sem a autorização do Presidente, ou sem a sua orientação”.

Paulo Pombolo pede “provas” do que arma Tchizé dos Santos e considera muito grave este comportamento e absurdas as suas palavras.

Exigir a destituição do Presidente João Lourenço ?

Acusar o Presidente de ser um ditador ?

De estar a fazer um golpe de Estado às instituições em Angola ?

Tem provas ?

São palavras absurdas e declarações graves, muito graves, que o partido vai analisar”, incluindo pela sua comissão de disciplina, disse ainda o porta-voz do MPLA.

“A camarada Tchizé dos Santos, como membro do Comité Central, sabe que há regras e normas a cumprir e está a portar-se mal”, afirmou, lembrando que tudo começou com uma carta do grupo parlamentar do MPLA, datada de 7 de maio, a “aconselhar” a deputada a suspender temporariamente o mandato por estar ausente do Parlamento

mais de 90 dias, sendo que se essa atitude não partir da própria, o partido, à luz dos seus estatutos, pode fazê-lo,

tanto nos órgãos do MPLA como no seu grupo parlamentar.

Novo Jornal  12/05/2019

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Mise en forme : jinga Davixa

MPLA dá ultimato a Tchizé …

BANCO-CABRISTIGIO : Tchizé dos Santos “justifica origem”… de fundos para criação de banco…

Congressista alerta JLO que práticas corruptas,.. estão afectar negócios norte-americanos …

SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

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