Categoria: Opiniao

Novembro 18th, 2019 Por cabritta

O cartoonista Sérgio Piçarra dispensa apresentação na praça pública angolana. É o homem por detrás do ousado Mankiko, a caricatura que não poupa palpites mordazes sobre o nosso ambiente social e político.

Nesta entrevista exclusiva ao Jorn al d e A ng ol a , aponta a figura política mais difícil de ser caracterizada e aclara, ao fazer um recuo no polémico acontecimento de 1994, que ditou o seu afastamento desta “casa de imprensa”, que o visado em causa “não era Marcolino Moco, mas sim uma figura que simbolizava o poder”

Se lhe pedissem uma síntese da sua história de vida, que momentos destacaria como aqueles que melhor definem a carreira de um cartoonista da sua craveira?

Comecei na Banda Desenhada. O cartoon veio depois. É bom referenciar que cartoon e Banda Desenhada não são a mesma coisa, embora às vezes se misturem e por isso se confundam.

Assim, tenho de destacar momentos onde ambas as actividades se cruzam, sendo que uma delas foi de ter um dia conhecido o mestre Henrique Abranches, em 1984.

Em 1990, fui um dos autores dos primeiros livros de banda desenhada angolana e de cartoons lançados no país. Ainda nesse ano, lancei o “Mankiko” pela primeira vez.

Depois de muito tempo sem publicar, voltar a editar dois livros de cartoons foi também um momento muito especial, talvez o mais importante, por marcar uma fase de maior maturidade, justamente em 2016, no auge da crise económica e no auge do “kafrique” político a que estávamos sujeitos.

Profissionalmente, como se apegou à sátira de assuntos sociais? Existe uma linha que separa o antes e o depois ?

Fui me apegando à sátira desde que criei o “Mankiko”, estamos a falar de 1990. Nessa altura, havia um vazio nesta área, que já vinha dos anos 80, e senti que estava em condições de preencher através do cartoon.

Lembro-me de ter visto um desenho muito mau publicado no Jornal de Angola e de ter pensado “epa, eu faço melhor do que isto!” Nessa altura, eu já deambulava pela redacção do Jornal de Angola há algum tempo, colaborando (e às vezes até dirigindo!) o Suplemento Infantil que era publicado na altura.

Tinha 15 anos de idade.

Fui crescendo e a minha consciência sobre os problemas que me rodeavam, quer sociais quer políticos, foi amadurecendo: a falta de água, os cortes de energia, o lixo, a desgovernação, a guerra, a corrupção, etc…

Senti que podia expressarme e participar no espaço público expondo esses problemas através dos meus desenhos. O “Mankiko” é talvez o resultado dessa consciência e o “culpado” de me ter afastado da Banda Desenhada e me ter mergulhado no cartoon…

Que balanço faz da banda desenhada em Angola e a sátira em particular ?

Nos anos 90, tínhamos um grupo muito promissor, do qual fiz parte, dirigido pelo falecido mestre Henrique Abranches. Tivemos uma série de iniciativas, desde a publicação de uma revista, a aulas de formação. É desse grupo que resultou a maior parte dos talentos que temos no momento.

Esbarrámos nas dificuldades conjunturais do país, o grupo desfez-se e cada um seguiu o seu caminho.

Há outras iniciativas mais recentes e alguns jovens com talento. Porém, continuam a esbarrar no mesmo problema, que é a escassa rentabilização do trabalho e a impossibilidade de viver dele.

E como se vive ?

O custo de produção de uma banda desenhada é alto e as vendas não compensam esse custo. Acresce a falta de hábito de leitura do público, o fraco poder de compra, a falta de incentivos oficiais, etc.

Há iniciativas, há talentos, mas não existe uma política do Estado, de educação e incentivo ao gosto pela leitura, pelo livro, pelas artes.

Sem que o papel seja subvencionado e os livros sejam baratos, não há como rentabilizar um projecto que permita ao autor ganhar o seu pão e ter incentivo para continuar a criar.

Os poucos autores de BD que temos vivem essencialmente de trabalhos esporádicos que fazem para órgãos do Estado ou ONG. Quanto ao cartoon editorial, do género que eu faço, é dirigido essencialmente para os jornais e, sinceramente, aqui o “balanço” também não pode ser positivo.

É só ver, em 43 anos de Independência, quantos cartoonistas editoriais temos ou quantos jornais publicam cartoons.

Numa entrevista, o Piçarra relata um episódio acerca de um trabalho seu que expunha alguém e ficou associado a Marcolino Moco, à época Primeiro-Ministro, com consequências na direcção do Jornal de Angolana altura. Como foi isso?

O visado não era Marcolino Moco, mas sim uma figura que simbolizava o poder. Esse cartoon resultou na exoneração do então director do Jornal de Angola e também na minha “exoneração” como não podia deixar de ser.

Estávamos em 1994, se não estou em erro. Eu leiloei esse cartoon mais tarde, por 600 dólares. Ofereci esse valor ao projecto “Um tecto para os meninos de rua” que existia na altura, patrocinado pelo programa “Bom dia, Bom dia”, da rádio LAC. Depois dessa exoneração, foi uma longa travessia no deserto.

Na sua opinião, que “ingredientes” flagrantes continha o desenho para a opinião pública o associar imediatamente à figura de Marcolino Moco?

Coincidentemente, na altura, o Primeiro-Ministro era de facto Marcolino Moco e terá sido ele a decretar a exoneração do director do “JA”, sob pressão de um dos seus assessores. Porém, repito, o desenho não lhe era particularmente dirigido.

Fiquei apenas com a ideia que o cartoon era muito “ousado” para o momento, tendo tido as consequências que teve, não ficando, entretanto, excluída a sensação de ter sido um pretexto para acabar com aquela “assanhadice” dos cartoons no jornal.

Esta foi a mais polémica das interpretações dos seus trabalhos ou tem registo de outra?

Sim, terá sido esse o cartoon mais “mal interpretado”, que eu tenha conhecimento (risos!).

Isso o inibiu ou agudizou ainda mais a sua postura satírica e mordaz ?

Isso fez, sobretudo, desaparecer o cartoon do horizonte editorial por largos anos. O Jornal de Angola sempre foi o maior veículo da imprensa escrita e na altura os cartoons eram quase uma marca deste jornal. As pessoas recortavam nos das páginas do jornal e coleccionavam-nos. Ainda tentei outras iniciativas, mas não deram certo.

Andei pelo design gráfico e pela publicidade, ganhando outras experiências. Regressei ao cartoon em 2008, com o surgimento do semanário Novo Jornal. Não sei se esse episódio me tornou mais ou menos mordaz, mas que foi um sinal bem explícito sobre o quesito liberdade de expressão no país, lá isso foi!

Depois de quase 30 anos de existência, como preencheria o BI de Mankiko?

Das últimas vezes que ele tentou tratar o BI, não havia plástico para emitir os bilhetes…depois, não havia sistema…não sei se já o terá conseguido!

O Mankiko reflecte o cidadão e pai de família Sérgio Piçarra? Ou seja, é por esse personagem que sai à tona ou ultrapassao e tenta expor os anseios de uma época?

Bom, vou deixar as definições para os entendidos em Arte e Psicologia. Para mim, ele é tão somente o veículo pelo qual me expresso, na tentativa de retratar com algum humor as peripécias do nosso dia-a-dia social e político, que são as coisas que mais me preocupam.
Há vozes da sociedade civil que dizem ouvir de Mankiko o que não ouviram de mais ninguém.

Acredita ser um pouco por essas coisas que Adriano Mixinge o considera como aquele que “transforma o povo em cidadão”?

O Adriano Mixinge, tal como outras pessoas que se referem a mim, são todas elas muito simpáticas e agradeço-lhes muito por isso. Eu faço cartoons seguindo-lhe as regras que o definem: um desenho humorístico, um contexto específico e uma sátira. Fico muito feliz por esse trabalho chegar às pessoas e ter algum impacto positivo sobre elas.

Alguma vez receou ser mal interpretado? E chegou a ser mal interpretado ?

Não sei se devo dizer mal interpretado ou bem interpretado demais! Há bocado, disse-me que a figura daquele cartoon era o Marcolino Moco, por exemplo, e na verdade não era, nem sequer era parecido !

Às vezes as pessoas tendem a fazer leituras de coisas que nem me passaram pela cabeça, mas quando se comunica há sempre esse risco; são ossos do ofício. Tirando esse exemplo, e alguns outros poucos, acho que até, em geral, tenho sido muito bem interpretado…

Sofreu algum tipo de represália? Pode debruçar-se sobre ela ?

A única represália digna de registo foi a de ter sido dispensado do Jornal de Angola pelo seu novo director, em 1994. Não me peça para citar o nome dele para não criar mais maka, por favor! Nós até falamos bem, embora presuma que neste momento ele esteja chateado comigo…

Houve também uma situação caricata, há dois anos, quando um famoso supermercado de Luanda se recusou a vender o meu livro por não estar de acordo com a sua “linha editorial”! Também, por algum tempo, foi complicado meter os livros nas grandes superfícies comerciais, mas depois foi ultrapassado.

Há sensivelmente dois anos, o Núcleo de Jovens da Banda Desenhada foi contemplado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na disciplina de Artes Plásticas.

Afinal, a seu ver, a banda desenhada é ou não reconhecida e levada em conta ?

A primeira pergunta a fazer é como é que se dá prémios aos filhos sem antes premiar o pai ?

O pai da Banda Desenhada angolana é Henrique Abranches, autor das primeiras expressões de banda desenhada angolana ainda no tempo da guerrilha do MPLA. Foi mestre de todos nós que, ainda miúdos, gravitávamos à volta dele.

Henrique Abranches é também pai da Museologia e da Antropologia em Angola, de estudos sobre o Reino do Kongo, do desenho digital, da ficção científica na literatura… e permanece, injustamente, esquecido. Como ele, há outros tantos esquecidos. Os critérios de atribuição de prémios são muitas vezes questionáveis.

Sente que o seu trabalho é reconhecido? Como ?

Pelo público, em especial, sim. Recebo muitas manifestações de admiração e carinho das pessoas.

Os meus livros têm sido publicados graças a pessoas que se mobilizam contribuindo do seu bolso para pagar os gastos com a impressão e tudo o resto. Isto vale mais do que qualquer reconhecimento oficial que não tenha recebido.

Porém, tenho de referir que há uns bons anos, recebi um diploma do Ministério da Cultura. O pessoal do “Goza Aqui” também fez-me há algum tempo uma homenagem. Agora, há poucas semanas, o Ministério da Comunicação Social disponibilizou-se a apoiar o lançamento do meu livro mais recente.

O secretário de Estado, Celso Malavoloneke, esteve presente no lançamento e proporcionou-me um encontro com o ministro João Melo, com quem mantive uma conversa cordial.

O facto de estar a dar esta entrevista ao “JA” (casa onde nasci e de onde fui dispensado há vinte e tal anos) é também algum reconhecimento. Acho que os novos ventos trazidos pelo Presidente João Lourenço tendem a normalizar as coisas.

Sabemos que se engajou para dar vida a um jornal de banda desenhada e de cartoon que teve um fim ainda embrionário. Ainda tem esse projecto em agenda?

Não. Sem ovos não há como fazer omeletes. Não temos nem cartoonistas nem apoio suficientes para sustentar um projecto dessa natureza. Nesse projecto a que se refere (foi há 10 anos), eu fazia de tudo um pouco: os cartoons, a paginação, os textos e até a distribuição dos jornais nos postos de venda.

Sem falar do ter que andar atrás dos poucos colaboradores que tinha e que não enviavam o trabalho a tempo e hora.

O meu entusiasmo levou-me, algumas vezes, a entrar em utopias como essa… mas já não entro mais !
À época destacou não haver clima nem cartoonistas.

Passado esse tempo e com estas mudanças que em muito se reflectiram na imprensa, como avalia hoje o ambiente para o projecto de um jornal ?

O ambiente político é melhor, mas o ambiente comercial para manter uma publicação é mau. E não havendo cartoonistas suficientes e bons pior ainda.

No fundo, é “chafurdando” na política que vive o cartoon ?

Os políticos “chafurdam” na política. O cartoon expõe-nos. Eles, os políticos, são a inspiração de qualquer artista que, como eu, anda nestas lides da sátira. Quando eles se portam bem, ficamos sem assunto !

Os desenhos que traça fazem, realmente, fé às pessoas que quer retratar? E nunca lhe disseram, por exemplo, que exagera na “deformação” ?

Algumas pessoas dizem que os meus cartoons são muito contundentes. Mas se for aqui ao lado, precisamente à África do Sul, ver como os cartoonistas sul-africanos retratam os

 políticos, vai perceber que os meus cartoons são muito “bonzinhos”

Tudo depende da realidade em que se vive e a nossa, mesmo estando melhorzinha, ainda é hipersensível à crítica. De resto, os cartoons não “deformam” a realidade como tal, apenas a representam através de símbolos que podem ser mais ou menos expressivos. Mas disso é feita a sátira.

Os políticos, como figuras públicas que são, estão sujeitos à crítica, à sátira, até ao gozo popular, e não devem chatear-se por isso.

É assim em todo o mundo. Um bom político também se mede pela sua capacidade de encaixe e nós precisamos de bons políticos.

De quem é a imagem que mais gosta de desenhar ? Porquê ?

À excepção do Mankiko, da menina Esperança e do Bebé Futuro, não tenho nenhuma preferência em especial.

De quem é a imagem mais difícil de reproduzir ? Porquê ?

É a de José Eduardo dos Santos.

Por dois motivos: primeiro, por ter um rosto muito regular, difícil de caracterizar…

O segundo motivo é por… medo

Num tempo aberto ao debate, o que significa a frase “não quero discutir”, que dá título ao seu mais recente rebento ?

Eu adoro expressões populares e esta é uma das mais engraçadas pela sua carga irónica. Quando dizemos que “não queremos discutir” é porque, na verdade, o assunto no ar dá uma boa discussão.

No caso, a expressão caiu que nem uma luva para ilustrar a maka silenciosa entre o ex-Presidente e o actual: eles, no princípio, em relação à transição do poder, diziam que estava tudo bem, que não “queriam discutir”, mas afinal…

Perfil
Nome: Sérgio Romeu Piçarra 
Onde nasceu? Luanda, bairro Catambor
Estado Civil? Casado
Formação? Ensino Médio de Ciências da Educação
Ídolos? Todos os que pelo seu trabalho e coragem fizeram a diferença
Quantos filhos? Muitos…

 

January 13, 2019

Fonte: Jornal de Angola | Matadi Makola

Mise en forme : jinga Davixa

 

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Novembro 4th, 2019 Por cabritta

Luanda – O antigo vice-governador de Luanda para o Sector Económico, Miguel Ventura Catraio chamou o Club-K,

na passada quinta-feira (31), em Luanda,  para dar a  versão que estiveram na base da sua esposa a não seguir  para Nova Iorque como Cônsul Geral de Angola.

Catraio rejeita a versão  de que a senhora não tenha seguido viagem por sua causa,  pois não tem duvidas que “criaram um presente envenenado para afastar a diplomata”.

Fonte: Club-k.net

“Criaram um presente envenenado para afastar a minha esposa”

 

       .. Edith do Sacramento Lourenço Catraio

 

Miguel Catraio, esteve há a poucos anos preso, depois  ter sido considerado o mentor moral de crimes cometidos em Abril de 2015,

quando a jovem Nikilauda Vieira Dias Galiano “Neth” foi agredida e lhe foi aplicado jindungo nos órgãos genitais.

Aos 30 de Agosto de 2016 foi colocado em liberdade ao  beneficiar  de uma amnistia geral decretada pelo antigo Presidente, José Eduardo dos Santos.

Por agora, diferente da versão pública de que que o consulado dos EUA, em Luanda,  o teria rejeitado a emissão de um visto de viagem por alegado cadastro criminal, Miguel Catraio, descarta esta tese, uma vez que,  desde saiu  da prisão, já esteve nos Estados Unidos da América pelo que o seu nome não consta em nenhuma lista de impedidos.

A quando esteve na Bélgica, o consulado dos EUA, em Bruxelas,   emitiu–lhe um visto diplomático aos 7 de Junho de 2017 que expirou em Junho deste ano, como fez questão de mostrar a equipa do Club-K.

Miguel Catraio, explica que viajou sem constrangimento para visitar um dos filhos que estava a estudar neste país.

Por outro lado, o Club-K, contactou o consulado americano em Luanda, mas estes reservam-se na  confidencialidade  por imperativos legais.

“os registos sobre solicitação de visto são confidenciais por imperativo da lei dos EUA. Por este motivo, o Consulado não pode comentar sobre pedido de visto de um requerente”, justificou uma fonte consular norte americana.

Pelo que tem acontecido ou circulado, o economista Miguel Catraio não tem duvidas que a versão popular de   alegada rejeição do seu  visto viagem seja mesmo um embuste.

O mesmo acredita que o ministério das relações exteriores (MIREX) não deu entrada do seu passaporte, uma vez que o seu documento de viagem não traz nenhum carimbo de negação de visto.

O MIREX também não apresentou a sua família alguma nota verbal justificando o que aconteceu com o seu caso, uma vez que houve a emissão de visto para a esposa e para uma filha do casal.

De acordo com o entrevistado, “nesta situação toda onde vitima Miguel Catraio, e a minha esposa paga por tabela, por uma grande invenção contra a minha pessoa, estrangulam uma família que estariam em paz, porque haviam objectivos inconfessos muito forte, do senhor ministro das relações exteriores e sua equipa. Fizeram toda esta situação, dramatizaram, junto provavelmente da embaixada americana.”

Catraio continua  acreditar  que altos funcionários do MIREX terão recuado da decisão de enviar a sua esposa como Cônsul de Angola em Nova Iorque depois dela rejeitar a imposição que visava nomear para aquela missão consular um familiar do ministro Manuel Augusto e um outro da Vice-Presidente do MPLA, Luísa Damião.

“Há uma verdade por detrás disso tudo, em causa interna, o senhor ministro pretendeu impor a embaixadora Edith,  nomeada cônsul em Nova Iorque, que tivesse no consulado, a sua filha (do Sr Ministro) e a da vice-Presidente do MPLA, ação esta rejeitada pela cônsul nomeada porque haviam incompatibilidade de varia ordem”, diz Miguel Catraio

alegando que “inconformados com a recusa deram inicio a todo este processo de procurar um alibi para inviabilizar a ida a Nova Iorque da cônsul nomeada.”

Segundo Catraio, “esta é a grande verdade de ordem interna conhecida por todos os quadros do ministério das relações exteriores”.

O também economista defende-se lembrando que “do ponto de vista legal, Miguel Catraio não é um criminoso. Os actos desta natureza não são transmissíveis. Eu não quero ficar com o ónus que a cônsul nomeada não fui cumprir a sua função por causa do marido, é uma mediocridade aceitarmos que nos corredores do MIREX seja o próprio ministro e os seus pupilos alegarem que foi aquele crime de Miguel Catraio e que América é assim.

Tudo falso”

Catraio entende que se a direção do MIREX estivesse a agir de boa fé teriam prosseguido com o processo de envio da diplomata a Nova Iorque como cônsul mesmo sem a sua companhia como esposo. “Em lógica o que deveria ser de jure, seria a diplomata seguir para Nova Iorque, nem que fossem em reposição da legalidade dos actos”, defendeu.

Segundo conta ainda  “Por ordem superiores invisíveis,  porque não existe documentação nenhuma a contrariar nada disso (a nomeação ), a diplomata não foi para Nova Iorque e a justificação pública foi difamar o marido por um crime já amnistiado, e que o ministério não teve capacidade de resolver o problema”, disse.

Catraio vai mais longe denunciando que a direção do MIREX arranjou em tempo recorde “uma funcionaria com a categoria de vice cônsul no Dubai, e que haveria de certa forma satisfazer as vontades do titular, e a promoveram em 24horas para o posto consular em Nova Iorque. O inverso não aconteceu, é importante que seja a resposta a legalidade dos actos. Que tenham a coragem de corrigir este erro”.

Diplomata rejeita novo cargo  

Há semana passada o ministro Manuel Augusto convocou a esposa de Miguel Catraio, Edith do Sacramento Lourenço Catraio para que escolhesse um cargo a nível do ministério, em do posto de Cônsul-Geral em Nova Iorque, mas esta acabou por rejeitar as ofertas a pretexto de no futuro não ser acusada de ter sido privilegiada por irmã Presidente da República.

Associação de Diplomatas pede abertura de inquérito

Por sua vez, fonte da  Associação de Diplomatas de Angola (ADA) fez circular uma nota manifestando solidariedade a diplomata que já não vai como Cônsul em Nova Iorque e por outro lado apela ao Presidente da Republica a instauração de um inquérito em honra da verdade.

“Nós Diplomatas e funcionários do MIREX apoiamos nossa colega Embaixadora Edith e Família Catraio. Todas as verdades foram ditas e muito mais existe para dizer.

Apelamos a sua Excelência Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço para exonerar toda a direcção do MIREX e mandar instaurar um inquérito, uma sindicância”, le-se na nota atribuída a ADA.

Segundo a nota,  “Essa direcção está a proceder muito mal e a manchar a imagem do país que devemos promover. Neste mês comemorativo da nossa Independência e da criação do Ministério das Relações Exteriores, precisamos a nível da Diplomacia, de recuperar a nossa Dignidade

 Club-k – novembro 02, 2019

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Outubro 12th, 2019 Por cabritta

DOS SANTOS FEZ DE ANGOLA UMA EMPRESA UNI-PESSOAL

Uma antiga correspondente da agência France-Presse e da RFI – Rádio França Internacional em Angola, Estelle Maussion, descreve, num livro que será lançado amanhã, quarta-feira, que o antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos criou “um sistema” que tomou o país e não antecipou “a ruptura” que o seu sucessor iria fazer.

“José Eduardo dos Santos é a personagem principal deste livro. Tem uma trajectória fascinante, chega ao poder aos 36 anos, quando há muitos conflitos, instaurou um sistema político e económico. Para além da conjuntura, ele é alguém muito hábil, discreto. E claro, também teve alguma sorte”, disse Estelle Maussion à agência Lusa, a propósito da sua obra “La dos Santos company – Mainmise sur L’Angola”

(“A empresa dos Santos, o controlo de Angola”, em português), editado pela editora Karthala, e que chega esta quarta-feira às livrarias francesas.

O livro conta de forma vivida, às vezes na primeira pessoa, a ascensão da família do antigo Presidente ao poder, contextualizando assim a história recente de Angola.

“Ele instaurou um sistema onde a riqueza é gerida por um pequeno grupo de pessoas, muito próximas do MPLA e isso criou um certo sistema, como a falta de transparência, a corrupção e um certo nepotismo. E o que conto no livro é como é que isso aconteceu e também como este sistema se apoderou do país”, explicou a autora.

Estelle Maussion, jornalista especializada em temas africanos, viveu em Angola entre 2012 e 2015 como correspondente e foi-se apercebendo que o então Presidentenão estava sozinho no poder, gerindo um pequeno grupo de familiares e amigos à sua volta.

Formavam todos um clã de pessoas muito próximas”, indicou.

Assim, no seu último ano no país e a partir de 2017 – quando João Lourenço chegou ao poder -, a jornalista francesa utilizou o seu trabalho como correspondente, mas também entrevistas com especialistas sobre Angola, membros da UNITA e do MPLA e fontes na Cidade Alta (sede do poder) para traçar a história da ascensão – e posterior queda – da família do antigo governante.

“Queria fazer um livro num formato jornalístico, mas acabou por ser um livro de narrativa não ficcional, baseado na minha investigação, para tornar o livro mais acessível e interessar as pessoas na família e no país. […] É uma saga familiar porque é a família que nos conta a sua história de ascensão ao poder em Angola”, explicou.

Com uma história difícil com França desde o caso ‘Angola Gate’ – processo que envolveu várias figuras de relevo no universo político e dos negócios em França, incluindo o filho do antigo Presidente François Miterrand, sobre a venda de armas a Angola -, Estelle Maussion, chegada a Angola pouco depois dos julgamentos em terras gaulesas, sentiu o “clima negativo” entre os dois países.

“Senti-me como ‘persona non grata’ como correspondente de uma agência francesa de notícias. Ninguém queria muito ver-me”, disse a jornalista, afirmando que a França fez esforços diplomáticos desde aí para melhorar a situação, lembrando que grandes empresas francesas, como a petrolífera Total, detêm investimentos no país.

Quanto à saída de José Eduardo dos Santos do poder, a jornalista considera que foi muito reflectida pelo antigo Presidente. “É um estratega e ele tentou avaliar a melhor solução, mas deparou-se com uma situação complicada. A economia não estava bem, socialmente havia muita contestação e muita contestação dentro do próprio MPLA e o factor que pode ter tido mais peso, mas sobre o qual não temos muita informação, é o seu estado de saúde”, considerou.

Mas o que José Eduardo dos Santos não terá tido em conta foi o desejo de mudança do actual Presidente, João Lourenço. “Ele pensou que era melhor entrar num regime de transição, em que podia controlar, do que ir até ao fim e depois haver uma catástrofe para os seus próximos. Mas não me parece que ele antecipasse até que ponto João Lourenço ia causar uma ruptura”, referiu Estelle Maussion.

Mas a história do clã dos Santos ainda não terminou, acredita Estelle Maussion, apesar de o filho José Filomeno dos Santos estar à espera de julgamento em Angola, e de a filha Isabel dos Santos ter saído da Sonangol.

“A família não vai ser completamente posta em causa e vão conservar algum poder importante na sociedade angolana, mesmo que estejam em dificuldades”, concluiu.

 

Eis o que começa por dizer a autora

«Um pai autoritário, uma garota bilionária e um filho preso.

José Eduardo dos Santos, que chegou ao poder em 1979, decide tudo sozinho e distribui recursos pela sua família, enquanto a maioria da população vive com menos de dois dólares por dia. Um reino familiar que promete eterno até o novo homem forte, João Lourenço, decidir-se a limpar tudo depois de vencer a eleição de Setembro de 2017.

“Quando estamos juntos, não falamos sobre as nossas actividades profissionais. Compartilhamos notícias, especialmente sobre crianças. Costumamos conversar sobre os bons velhos tempos, os dias em que éramos pequenos”, contou José Filomeno à autora numa tarde de Outubro de 2012 em Luanda.

No alegre barulho causado pelos netos, todos observam a reacção do patriarca, José Eduardo, a encarnação de um punho de ferro em uma luva de veludo. Líder tribal impenetrável, é ele quem decide, separa, promove e castiga. Ele não é apenas irmão, pai, avô, líder ou presidente. Ele é o mestre da sua existência, o “padrinho” de um clã que reina supremo e inescrupuloso sobre Angola.

 

Sua omnipotência é sentida em nenhum outro lugar melhor do que na Cidade Alta, o distrito que abriga o palácio presidencial. Luanda é uma cidade caótica e barulhenta, com calçadas quebradas ou inexistentes e tráfego de carros anárquicos.

A cidade alta é um paraíso de vegetação, silêncio e ordem.

Belas avenidas de palmeiras, ruas perfeitamente asfaltadas, calçadas pavimentadas diariamente, edifícios rosa e brancos que datam da época colonial, decorados com colunatas. Nós ouvimos os pássaros cantando.

Esse cenário idílico quase fazia esquecer que é um bunker.

No caminho para lá, soldados de uniforme, armados com metralhadoras, são colocados em cada porta, a cada 100 metros. Qualquer pessoa do lado de fora é imediatamente avistada.

Passando pelo primeiro portão, é preciso andar um pouco antes de ver a entrada do Palácio Presidencial e o seu pórtico de segurança, onde agentes de fato e gravata seguram os telemóveis, proibidos no recinto.

Uma vez lá dentro, os visitantes passam por um teste final, uma espera indefinida, confinada em salas de mármore, mas sem janelas. Chefes de Polícia, Ministros, Embaixadores, todos recebem o mesmo tratamento.

Uma ala do Palácio é reservada para recepções de personalidades estrangeiras, cuja data e hora são confirmadas apenas no último minuto. Recebidos com homenagens militares, os chefes de Estado e de Governo são escoltados para um pequeno e acolhedor salão.

Todos os gesto são examinados pelos homens do protocolo. Os jornalistas são relegados para os jardins para declarações à imprensa, sempre curtas, muito emoldurados e raramente seguidos de perguntas. É nessa atmosfera que reina José Eduardo dos Santos.

No papel, Angola é uma democracia.

Existe uma Constituição que separada os poderes executivo, legislativo e judicial, eleições regulares.

De facto, o presidente angolano decide tudo, sozinho. E isso, durante anos, do alto de sua torre de marfim, que é o Palácio Presidencial.

 

Os conselhos de ministros são realizados no andar superior, em uma enorme sala rectangular. Alguns cachos de flores tentam trazer um pouco de calor para a sala.

Em vão.

A configuração do local é suficiente para entender quem é o líder. José Eduardo dos Santos preside atrás de uma mesa imponente.

Abaixo, os ministros estão sentados, disciplinados, em torno de uma mesa oval.

Quando o presidente entra a atmosfera é tensa. Os rostos fecham-se. Prendem a respiração. Então, impassível, ele escuta por horas os relatórios de seus subordinados antes de finalmente anunciar suas decisões.

“Raros são os atrevidos a falar espontaneamente, a maioria dos ministros espera que isso ocorra rezando para não sere solicitados”, conta alguém assíduo nessas reuniões. Quando o presidente não pode impor as suas opiniões tão directamente, ele faz uma consulta ao Conselho da República, órgão que reúne as forças do país (magistrados, partidos políticos, líderes religiosos e associações), antes de tomar uma decisão importante como a data das eleições.

A sessão começa como qualquer outra.

Ele deixa os protagonistas falarem por um longo tempo sem nunca falar ou mostrar qualquer reacção.

Parece uma esfinge. Todo mundo fica agradavelmente surpreso e tem a impressão de ser ouvido. Até ao final da sessão, José Eduardo dos Santos anuncia a data de sua escolha, para retomar o exemplo das eleições, observando que ela foi escolhida de comum acordo…

Se o presidente se comporta dessa maneira, é porque “considera o país como sua propriedade privada”, resume, depois de garantir a ausência de ouvidos indiscretos, uma jornalista angolana. E por uma boa razão, José Eduardo dos Santos não administra um estado, ele governa uma empresa familiar.

Desde a sua chegada ao chefe de Angola em 1979 teve o cuidado de distribuir riqueza nacional e posições de responsabilidade pela sua família.

Se o seu filho, José Filomeno, foi bem servido com o Fundo Soberano, sua filha mais velha, Isabel, recebeu a maior fatia do bolo com posições na indústria de diamantes, nos bancos, telecomunicações, imóveis e comércio.

Os dois herdeiros seguintes, a deputada Welwitschia, conhecida como Tchizé, e o artista José Paulino, de seu nome artístico Coréon Dú, não devem ter pena. Eles são omnipresentes nos campos de transmissão cultural e pública.

Um ex-parceiro do presidente por muito tempo liderou a agência que supervisionava os investimentos estrangeiros no país.

Quanto à primeira dama, Ana Paula, ela faz negócios nos sectores aéreo e da moda.

Com os três filhos de seu casamento com José Eduardo, jovens de vinte e poucos anos, eles são os orgulhosos proprietários de um salão de beleza de luxo em Luanda (o Deana Day Spa).

Os membros da família presidencial também estão presentes em todas as grandes empresas: a companhia nacional de petróleo Sonangol, a operadora de diamantes Endiama, a companhia aérea TAAG , as empresas de gestão de água e electricidade.

A Fundação José Eduardo dos Santos e a Fundação Primeira Dama centralizam actividades de caridade. Isabel, por sua vez, brilha como líder da Cruz Vermelha, levando a diva americana Mariah Carey a Luanda para uma gala de caridade.

Isabel é a estrela da família e seu rosto atraente no exterior.

Se ela é apelidada de princesa, é porque a sua vida tem tudo, como num conto de fadas. Ela é rica (fortuna estimada em três bilhões de dólares), inteligente (engenheira poliglota) e bonita.

Nascida da união entre José Eduardo dos Santos e uma russa, é casada com um príncipe charmoso, congolês Sindika Dokolo , coleccionador de arte e filho de um banqueiro que fez fortuna no Zaire de Mobutu.

Cosmopolita e extrovertida, Isabel sabe receber, como aconteceu numa sumptuosa festa de aniversário realizada num palácio em Marrakech, mas também se diverte no mundo do jet-set durante o festival de Cannes.

Não se pense que ela fica em casa a cuidar das crianças.

A filha mais velha de José Eduardo dos Santos é uma empresária formidável, que se tornou a primeira bilionária africana em 2013.

Um dia, ela cruzou o caminho com o grupo espanhol CaixaBank para assumir o controle do banco BPI em Lisboa. No dia seguinte, ela juntou-se a uma delegação de 200 líderes empresariais angolanos numa visita oficial à China.

No dia seguinte, participou num fórum do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Joanesburgo.

Como chefe da Unitel, a principal operadora de telefonia de Angola, ela participa numa mesa redonda com outras figuras africanas, incluindo Johann Rupert, o homem mais rico da África do Sul, e o bilionário Mo Ibrahim, campeão anglo-sudanês de boa governança.

O seu discurso, em inglês perfeito, dura apenas três minutos.

Sorrindo, ela se presta às perguntas da sala, sem nunca manter a palavra por muito tempo.

-Como incentivar o investimento em telecomunicações ?

-Quais são os motores do crescimento africano?

-Qual o papel das mulheres no desenvolvimento ?

 

Fácil, esses são os seus temas favoritos. Ela é está como um peixe na água. Isabel não é apenas um exemplo para as mulheres do continente, mas para todos os africanos”, afirmou, entusiasmado, o moderador do debate, Donald Kaberuka, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento na época.

A sala está conquistada. Os aplausos são disparados.

Tudo sob os olhos do marido, sentado na primeira fila da plateia. Isabel tem um sucesso modesto, agradece à assembleia sobriamente.»

Folha 8 com Agências – 1 DE OUTUBRO DE 2019

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CABRITISMO : José Eduardo dos Santos a contas com a justiçia …

José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

KLEPTOCRATIE : un (une) « kleptocrate »  ne peut être promu(e) … Ni ministre, ni dirigeant(e),..  ni xxx..x.. et … ni Vice-xxx..x…..

LAVA JATO : Jornal inglês revela, que Isabel dos Santos é proprietária de uma mansão de 15 milhões de $$ dólares em Londres …

SINDIKA DOKOLO : .. O… »Oligarq-ismo » .. « Colecionar-ismo »,.. e… e.. « Cabrit-ismo » ?..

Interesses de Isabel dos Santos arrolados no processo de empresas constituídas com dinheiro roubado do Estado …

SONANGOL : a Belinha ?.. come,..come,.. tudo,.. onde ela é amarrada !.. – “cabritta”

«Tôt ou tard, ils finiront en prison » – Rafael Marques

LAVA JATO : Novo Presidente do Supremo, um juiz de carreira …

KLEPTOCRATIE : Isabel avait enregistré Atlantic Ventures au nom de son beau-frère et de sa copine…

CABRITISMO : Operação Lava-Jato …

ANGOLA : O « Cabritismo » internacional … é roubo …

LAVA JATO : Destruir o covil de ladrões …

CLEPTOCRACIA : insulto, desdém … e.. “Cabritismo” …

PRÉSIDENT : Il faut demander des comptes au (x) KLEPTOCRATE (S) …

ANGOLA : Comunismo, Népotismo, e….Cabritismo !…

LAVA JATO : Destruir o covil de ladrões …

SINDIKA DOKOLO : .. O… »Oligarq-ismo » .. « Colecionar-ismo »,.. e… e.. « Cabrit-ismo » ?..

LAVA JATO : E.U.A notificou Angola porque banco BIC realizou transações,.. há organização de Terrorismo …

RÉPRESSION : un opposant dénonce en angola,.. des méthodes qui rappellent l’apartheid…

PRÉSIDENT : une immunité à Vie du Dictateur n’est plus du tout garantie…

CABRITISMO : José Eduardo dos Santos a contas com a justiçia …

JES : Le parrain de la corruption,.. doit lui aussi, être entendu par la justice…

José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

SINDIKA DOKOLO : .. O… »Oligarq-ismo » .. « Colecionar-ismo »,.. e… e.. « Cabrit-ismo » ?..

Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

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Junho 1st, 2019 Por Kwaradio

LuandaAo não conferir honras de Estado às exéquias de JMS, o Executivo não só deixou a rédea solta à UNITA para que o partido do Galo Negro colhesse os benefícios políticos com o seu morto, como também não avaliou devidamente a situação, já que não contava com as simpatias que JMS ainda goza, mesmo depois morto e diabolizado até à exaustão.

Como que apanhados em conta mão, os «iluminados» do regime foram surpreendidos com os banhos de multidão que o acto tem vindo a mobilizar nas tradicionais praças-fortes do Galo Negro.

Nas contas mal feitas de alguns desses «pensólogos», as cerimónias fúnebres, sobretudo no Kuito seriam uma forma de reacender, ou adensar a animosidade da população local que, há mais de quarto de século, sofreu na carne o cerco à cidade e as atrocidades cometidas pelo movimento rebelde então liderado por JMS.

Ledo engano !

     .. O gesto, algo musculado do general Pedro Sebastião

O gesto, algo musculado do general Pedro Sebastião, terá sido uma corrida desesperada «atrás do prejuízo», de forma a reduzir ao mínimo o impacto político do funeral do «cadáver mais incómodo» do país. Como se isso não bastasse, cometeram outro erro: isolar a família de JMS do partido de que ele fora fundador.

Em boa verdade, o erro não começou no actual governação de JLo, mas de JES que não soube libertar o corpo do líder rebelde quando, nos primeiros 5 anos subsequentes à sua morte, a sua popularidade estava acentuadamente de rastos em que o nome de JMS quase que causava náuseas em vários segmentos da população.

Com o tempo foi-se dando conta que, afinal, a morte de JMS não só deixou órfão a UNITA, como também o próprio MPLA que perdera um «aliado contra natura», com o qual repartia as culpas da má governação e a crescente incapacidade de satisfação das necessidades básicas das populações, tais como o fornecimento de água potável, energia, saúde e saneamento básico.

Depois da realização com sucesso das exéquias do general Bem Ben, JLo tinha tudo para brilhar com JMS caso apostasse num funeral de Estado, à semelhança do que ocorreu meses antes em Moçambique em que o seu homólogo Filipe Nyusi que, n

um assomo de coragem e em desafio às correntes mais conservadoras da FRELIMO e das Forças Armadas, não hesitou em acolher os restos mortais de Afonso Dhlakama.


Ao elevado gesto de humanismo e tolerância política não se pode dissociar o facto de, num clima de guerra, ainda que de baixa intensidade, o chefe de Estado ter abandonado o conforto do seu palácio da Ponta Vermelha e ter ido ao encontro do então da RENAMO que se refugiara na Gorongosa.

Espero que o MPLA e a ala mais conservadora do regime saibam fazer as devidas leituras e tirem as ilações mais apropriadas deste episódio, que quase deixou cair por terra todos os esforços de Reconciliação Nacional empreendidos pelo PR JLo.

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Fonte : Facebook –

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LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

FAMINE : ..Si Cunene est L’Angola,.. alors Joao Lourenço est un Menteur !..

LUNDA NORTE : Cafunfo en État de Siège,.. les Manifestants sous le Feu de l’ Armée,.. et de la POLICE …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

ANGOLA : LUNDA-NORTE EST EN DEUIL,.. LE RÉGIME CONTINUE D’ ASSASSINER …

KLEPTOCRATIE : un (une) « kleptocrate »  ne peut être promu(e) … Ni ministre, ni dirigeant(e),..  ni xxx..x.. et … ni Vice-xxx..x…..

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

LETTRE OUVERTE : ..( et publique ) au Président João Lourenço – William Tonet

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

https://collectifangolafrance.com/contact

 

 

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Maio 30th, 2019 Por Kwaradio
Dezassete anos depois, a UNITA continua a evitar reabilitar a “Casa Banca”, onde residiu Jonas Savimbi no Huambo, residência que ficou destruída durante os 55 dias consecutivos de bombardeamentos das tropas governamentais em finais de 2001.
Recorde-se que, durante a guerra, as balas das FALA (UNITA) matavam civis.
As do MPLA desviavam-se…

Hoje, a casa do líder histórico da UNITA, morto em combate em 22 de Fevereiro de 2002, não é mais do que um “ícone” da guerra que, para o ser, teve de ter dois protagonistas antagónicos, em que o “Galo Negro” pretende (enquanto o MPLA deixar, é claro!) manter como “memória”de um conflito cujo fim, precipitado com a morte de Savimbi, apenas serviu para calar as armas (o que é vital), mantendo-se vivas quase todas as questões que originaram a guerra, a começar pelos nossos 20 milhões de pobres e a acabar no colonialismo (em muitas coisas bem pior do que o português) do MPLA.

A residência, a que se juntou mais recentemente, ao lado, a sede provincial da UNITA no Huambo e também o Comité Provincial da capital do “Planalto Central”, está sem tecto, com paredes destruídas e retorcidas, tendo quarta-feira à noite acolhido uma “vigília simbólica”no âmbito das exéquias fúnebres de Jonas Savimbi.

Dezenas de apoiantes do partido do “Galo Negro” montaram, dentro da “Casa Branca”, inúmeras tendas, onde permanecem há vários dias na expectativa de prestar homenagem ao “guia e mestre” Jonas Savimbi, cujos restos mortais era suposto passarem pelo Huambo, o que não aconteceu.

As divergências entre o Governo do MPLA, de um lado, e familiares de Jonas Savimbi e dirigentes da UNITA, do outro, continuam a gerar um impasse na entrega dos restos mortais, depositados terça-feira numa unidade militar no Andulo, no norte da província do Bié, depois de o “Galo Negro”ter elaborado um programa que previa a entrega do corpo no Cuíto, a capital provincial.

Hoje de manhã, várias dezenas de simpatizantes de Savimbi continuavam a aguardar por uma definição, com informações contraditórias sobre o paradeiro do líder da UNITA, umas que davam conta da presença de Isaías Samakuva no Andulo, outras que avançavam que iria seguir para Luanda para se encontrar com o Presidente João Lourenço.

Fonte do partido disse à Lusa que Samakuva será recebido hoje, em Luanda, por João Lourenço, reunião que tem por objectivo esclarecer o impasse, para que o funeral de Savimbi, previsto pela UNITA para o próximosábado, possa ocorrer de acordo com o calendário da formação política.

Na “Casa Branca”, na Rua 49, onde dezenas de bandeiras da UNITA estão a meia haste, o silêncio é respeitado por todos, pelo que ninguém quis falar, seguindo as ordens de Samakuva, que pediu aos apoiantes para se “manterem serenos”, para evitar especulações desnecessárias.

Por seu lado, Américo Wongo, secretário provincial adjunto da UNITA no Huambo, referiu que aguarda por uma comunicação superior para que se possa dar continuidade ao programa das exéquias fúnebres de Savimbiem Lopitanga, pequena localidade a 30 quilómetros do Andulo, onde o líder histórico do “Galo Negro” pediu, em vida, para ser sepultado, junto às campas dos pais.

“Com esta humilhação que a família biológica e partidária passa, Samakuva entendeu enviar uma carta ao Presidente da República para buscar os porquês, para saber se o Presidente está por dentro da situação ou se há alguém a violar o acordado, afirmou Américo Wongo.

segundo o general russo Valentin Varennikov

No livro “Irrepetível”, o general russoValentin Varennikov, que fez duas comissões em Angola em 1982 e 1983, integrando as forças soviéticas, é feito um retrato de Jonas Savimbi.

Este “episódio” é também referido por José Milhazes no seu livro “Angola o princípio do fim da União Soviética”:

Político enérgico, inteligente e esperto, Savimbi, recorrendo ao seu prestígio (o seu prestígio estava ao nível do de Neto, quando estavam juntos na luta de libertação nacional), infiltrou-se em todas as províncias fulcrais, em todos os seus poros: na economia, política, organização militar, ideologia, ciência, cultura, educação.

Em cada província criou uma região militar dirigida por um comandante e um quartel-general. Levou a cabo uma mobilização e formou destacamentos armados.

Equipou-os com armas, munições, equipamentos, criou centros de preparação desses destacamentos, nomeou governadores os comandantes das regiões militares que lhe eram pessoalmente fiéis.

Em toda a parte foram criadas empresas, estabelecidos contactos económicos entre as províncias.

A fim de reforçar a sua imagem de dirigente e defensor dos interesses dos seus concidadãos, Savimbi dedicava-se pessoalmente à reconstrução de escolas, escrevia manuais para as classes primárias, incluindo um abecedário.

Isto não podia deixar de tocar no coração dos pais, principalmente das mães: um abecedário escrito pessoalmente por Savimbi !

Savimbi segundo o general Samuel Chiwale

“Cruzei-me com a História” é um livro escrito por Samuel Chiwale, ex-Comandante Geral das FALA – Forças Armadas de Libertação de Angola, o exército da UNITA.

Sobre o presidente fundador da UNITA, mesmo que tendo sido vítima de algumas das suas injustiças, Samuel Chiwalediz: “O Dr. Savimbi era um verdadeiro fenómeno: um intelectual de mente clara e pensamento profundo. A juntar a isso estava a sua capacidade de, diante de alguém, traçar mentalmente o seu perfil e, em função disso, recorrer ao argumento apropriado para o convencer. Diante de pessoas com esta dimensão, pouco podemos fazer a não ser segui-las. Foi isso que se passou comigo” (Página 60).

Foi, aliás, isso que se passou com milhões de angolanos.

É claro que nem todos os que privaram com Jonas Savimbi, até mesmo alguns dos que com ele fundaram a UNITA, resistiram à força centrípeta dos dólares do MPLA, como recorda Samuel Chiwale. “Miguel N’Zau Puna e Tony da Costa Fernandes haviam sido comprados pelo MPLA por uns míseros milhões de dólares”, (Página 279).

Muitos dos ilustres dirigentes do MPLA devem ler (partindo do pressuposto, não confirmado, que sabem ler) esta obra da Samuel Chiwale. É que, cada vez mais, a tese de que o MPLA foi o único a dar o corpo e a alma na luta contra o colonialismo português cai por terra.

Se calhar, dos três envolvidos (MPLA, UNITA e FNLA) o partido a quem foi entregue pelos camaradas de Lisboa o Governo de Angola, em 11 de Novembro de 1975, foi o que menos fez pela libertação do país.

Samuel Chiwale desmonta o mais batido argumento do MPLA e dos bajuladores políticos portugueses (PSD, PS, CDS, PCP) quanto à suposta colaboração da UNITA com a PIDE-DGS. Mas, de facto, só o tempo clarificará uma das mais nojentas estratégias dos donos do então poder em Lisboa.

A História de Angola precisa de todos os arquivos da memória. Destes e de outros que tardam em aparecer, eventualmente porque nem tudo foi digno na UNITA, nomeadamente quanto ao processo de traição que levou à morte de Jonas Savimbi, protagonizado por ex-altos quadros militares do “Galo Negro”, como Geraldo Sachipengo Nunda, e, mais uma vez, com o apoio de cérebrosportuguesespagos em dólares roubados aos angolanos.

Savimbi segundo o MPLA

Um dos maiores criminoso e terroristas de África, provavelmente o responsável pelo massacre do 27 de Maio de 1977

 

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Folha 8 com Lusa –  30 DE MAIO DE 2019

Mise en forme : jinga Davixa

 

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

ANGOLA : MANDELA ET DOS SANTOS, LE GÉANT ET … LE NAIN (LE PYGMÉE)…

ANGOLA – 04 avril 2018 : Paix et réconciliation nationale ?.. un gâchis véritable ?.. Paulo Lukamba Gato

José Eduardo dos Santos : du Socialiste Soviétique au Capitaliste Sauvage.

MPLA : LA GUERRE, SEULE LA GUERRE…CHASSE DU POUVOIR !

ANGOLA : José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

Carlos Rosado: « La justice angolaise devrait enquêter sur les ramifications, du système blanchiment d’argent »

CRIMES : Ministro do Interior apela à denúncia de crimes económicos para combater corrupção,…e..O “cabritismo” ?..

ANGOLA : Nandó, Président de l’Assemblée Nationale (…et familiale ?), importera les 250 Lexus 4×4 ! , via son propre fils. (77 millions $)

HITLER SAMUSSUKU : O novo preso politico detido por criticar João Lourenço …

BARBARIE : João Dala est mort … il avait été en 2016, torturé de manière sadique et brutale … 15 heures durant … par les enquêteurs du SIC…

ANGOLA : le.. 12 mars 2012… Perquisition au siège du seul journal privé d’Angola, «Folha 8»…

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

 

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Maio 28th, 2019 Por Kwaradio

LuandaMilhares de apoiantes da UNITA estão a exigir, à entrada do aeroporto do Cuíto, capital do Bié, os restos mortais de Jonas Savimbi, líder histórico do “Galo Negro”, cujo paradeiro continua desconhecido e a ser alvo de muita especulação.

O corpo, segundo a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), deveria ter chegado de manhã cedo à capital do Bié, mas, por razões ainda por apurar, não apareceu, havendo um descontentamento popular entre uma multidão que tem vindo a aumentar todas as horas, com fonte policial a estimar a presença e mais de cinco mil simpatizantes do maior partido da oposição.

“Queremos o corpo, queremos Savimbi” é a palavra de ordem repetida incessantemente por quem está à entrada do aeroporto Joaquim Kapango, no Cuíto, com dezenas de elementos da polícia a constituírem-se como uma segunda linha de uma defesa que está a ser assegurada por elementos da própria UNITA que, de mãos dadas, impedem a “invasão” da infraestrutura.

Vários apoiantes de Savimbi, maioritariamente jovens, mas também muitas mulheres criticaram, em declarações à Lusa, a falta de informação do Governo sobre o destino da entrega dos restos mortais do fundador do partido, morto em combate em 2002, o que esteve na base do fim de uma guerra civil em Angola, que começou em 1975 e terminou nesse ano.

“Não sairemos daqui enquanto o corpo não chegar. Ficaremos o tempo que for preciso para recebermos o corpo do `pai`”, disseram à Lusa duas apoiantes da UNITA, exigindo, ao mesmo tempo, a entrega, no Cuíto, dos restos mortais de Savimbi, palavras secundadas pela multidão que as rodeava.

Os ânimos estiveram exaltados cerca das 13:00 locais, quando um grupo de jovens tentou furar o cordão de segurança da própria UNITA, deixando em alerta as forças policiais, face à possibilidade de uma multidão poder entrar no perímetro do aeroporto, cercado com uma rede de ferro com cerca de dois metros e meio de altura.

No entanto, a segurança do partido conseguiu acalmar os jovens e repor a normalidade, perante gritos de jovens que garantiam que não vai haver atos de violência, admitindo, porém, “não saber” o que fazer caso se confirme que o corpo de Savimbi não chega ao Cuíto, onde se encontra toda a direção da UNITA e grande parte da família do líder histórico do partido.

Um pouco antes, em conferência de imprensa no Cuíto, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, garantiu que os apoiantes e simpatizantes do “Galo Negro” têm indicações para não cometerem atos de violência, “algo que, de resto, não está enraizado na cultura do partido“.

A grande maioria dos familiares de Savimbi e membros da direção da UNITA permanecem dentro do perímetro do aeroporto, aguardando por novidades que não chegam, afirmando-se incrédulos com o facto de o Governo estar a desrespeitar o que fora previamente combinado e acertado a 20 deste mês.

Face à inexistência de alguém da parte do Governo no aeroporto do Cuíto, a imprensa nacional e internacional presente está a tentar por diversas vias ouvir a parte governamental, sobretudo depois de o ministro de Estado angolano, Pedro Sebastião, que esteve, por pouco tempo, no aeroporto, ter saído da cidade num helicóptero e ainda não ter regressado.

Desconhece-se o dia em que se procederá às exéquias fúnebres, uma vez que há indicações de que o Governo pretende que se realize na quarta-feira em Lopitanga, aldeia natal de Savimbi, enquanto a UNITA tinha definido que se realizaria no próximo sábado, no mesmo local, com um grande número de convidados nacionais e estrangeiros.

Fonte: Lusa Club-K

 

http://radiokwanza.com/cabrito-bic-chama-se-fernando-telles-apropriou-se-de-forma-ilegal-uma-fazenda-de-6-000-hectares-pertencente-a-familia-do-soba-silva-quinta-vunge

PORQUE NÃO A 27 DE… MAIO ?..

CABRITA-MANIA : Tchizé dos Santos,.. chuta para canto …

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

 

 

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Maio 24th, 2019 Por Kwaradio

Luanda – A académica angolana  Maria Luísa Abrantes “Milucha” reagiu pela primeira vez a volta das incompreensões que a sua filha, Tchizé dos Santos estaria a enfrentar nas hostes do MPLA, tendo entretanto revelado que já a aconselhou a seguir o seu exemplo: largar o MPLA.

Tchizé escreve: “Eu sou leal aos ensinamentos do MPLA”

A antiga “patroa” da extinta ANIP, fez este pronunciamento, esta semana, em Luanda,  a margem do programa de análise e opinião “Logo” (transmitido via youtube), do politólogo Herlander Napoleão. Ao ser questionada se não lhe custa como mãe ver esta pressão que se vê na deputada Tchizé  dos Santos, aquela jurista angolana respondeu que “Já passei pelo mesmo. A única coisa que como mãe aconselho, apesar de ela fazer  o que quer, é foi a sair do MPLA”.

Questionado novamente sobre o porque aconselha a filha a sair do MPLA, a mesma explicou-se que foi o que “foi o que eu fiz”, garantindo  ser “a melhor coisa”. No ponto de vista de Maria Luísa Abrantes, a filha Tchizé “não está  num meio adequado a vivencia dela e aos seus princípios”.

A sugestão de rotura defendida por Maria Luísa Abrantes aparenta não ser a via pretendida pela filha deputada  que no último domingo (19),   fez sair uma declaração manifestando lealdade aos ensinamentos do  MPLA, e vontade de  ir ao congresso partidário de 2021, para defender  múltiplas candidaturas. Na sua mensagem, Tchizé alega não é ela que deseja ter divergências com o MPLA mas sim este “que me está a atacar”.

“Eu sou leal aos ensinamentos do MPLA tal como a maioria dos militantes de base que já suamos muito a camisola pelo partido MPLA. Eu tenho uma relação de amor com o MPLA desde a minha infância, dos tempos da OPA”, disse lembrando que “O MPLA não foi escriturado em nome de ninguém.

O MPLA pertence a cada militante que paga quotas e eu sou uma delas.”

De recordar que no decurso da luta pela Independência Nacional, a mãe de Tchizé, Maria Luísa Abrantes esteve envolvida no núcleo embrionário da JMPLA em Luanda com figuras como Manuel Van-dunem, Cassange e Delfim. Foi também muito próxima ao conhecido grupo de partidários ligados a “Casa de Angola em Portugal”, ao qual fazia parte José Leitão, José Carlos de Carvalho,  Elisario Vieira Lopes e Zuzarte Mendonça “Tilú”, um então recém formado médico de quem tem um filho.

Logo após a abertura do multipartidarismo entrou em rotura com o MPLA, a nas primeiras eleições gerais em Angola apareceu ligada a campanha eleitoral do extinto Partido de Renovação Democrático (PRD), uma formação política que aglutinava figuras afectadas pelo “27 de Maio”.

O aparecimento da mesma nas vestes de “opositora” foi interpretado em certos meios como um sinal de desilusão para  com o regime.

Ao mesmo tempo mudou-se para Portugal e a seguir, para os Estados Unidos da America. A dada altura, antes de se tornar representante da ANIP, nos EUA, enfrentou algumas limitações de ordem financeira.

O então embaixador angolano em Washington, António França “Ndalu” solidarizou-se com a mesma tendo lhe colocado uma viatura protocolar a disposição. A marginalização por que passou são, até hoje, associadas a um sentimento de reservas identificados no modus operandus do regime angolano.

Ao tempo em que foi “marginalizada”, foi-lhe vetado o acesso ao “Futungo de Bela”, num processo em que Fernando Garcia Miala teria encabeçado, por alegadas  orientações superiores. No seu então apartamento em Virgínia, arredores de Washington, “Milucha” recusava receber diplomatas ou gente de etnia bancongo sob o trauma de poderem estar ligados ao antigo patrão da secreta.

Quando Miala caiu em desgraça do cargo de chefe do SIE- Serviços de Inteligência Externa, ela abriu uma garrafa de champagne para comemorar a queda daquele.

Em varias entrevistas às rádios locais, não esconde o seu desafecto para com Miala.

Antecedentes  de alegadas  Perseguições

Em Dezembro de 2018,

Maria Luísa Abrantes, concedeu uma entrevista a Ràdio LAC, confidenciado ter sido uma das pessoas mais humilhadas pelos serviços secretos do então Presidente José Eduardo dos Santos (JES) e que a perseguiram quando esteve a trabalhar nos Estados Unidos da América, onde representou a Agencia Nacional de Investimento Privado (ANIP).

Os serviços dele (JES) sempre fizeram o pior para me humilhar, dentro e fora do país.” Contou acrescentando que “chegaram ao ponto de fazer um telefonema anonimo e mandar agentes (da polícia americana) em minha casa (Virgínia) quando eu cheguei aos EUA dizendo que tinham uma denuncia dizendo que eu vendia drogas”.

Segundo “Milucha”, os agentes da polícia americana que foram revistar a sua casa “entraram, e verificaram que não havia nada” e que por sua vez, “não falaram com ninguém”.

Entretanto, achou estranho que tendo em conta que os agentes não falaram com ninguém e que inclusive pediram desculpas pelo incidente, o assunto em causa apareceu um mês depois estampado no semanário Folha8, em Luanda.

Milucha, disse na entrevista não ter duvidas de ter sido um trabalho orquestrado pelos serviços de inteligência de Angola.

“Só que eu também consegui fazer a minha investigação, e chegou-se a conclusão (la mesmo) que eram pessoas ligadas a embaixada e a segurança no tempo do senhor Miala (ex-DG do Serviço de Inteligência Externa)”.

Contou igualmente que depois desta armadilha é que “as pessoas começaram a perceber que havia algo errado com estas pessoas (ligadas ao poder) e que eu era uma vitima destas mesmas pessoas.”

Acrescentou ainda que “Não fizeram só a mim. Fizeram também há um embaixador e eu não vou dizer o seu nome.”

Em 2015, Maria Abrantes “Milucha”, reformou-se da função pública, depois de no mês de Abril daquele ano se ter tornado na primeira gestora e PCA  de uma empresa pública (ANIP) a escrever ao Presidente da República, pedindo demissão do cargo.

Presentemente dedica-se a docência, como professora da Universidade Agostinho Neto.

Fonte CLUB-K  – maio 23, 2019

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O Cabritismo ?.. 

 

100% “CABRITISMO” ? : O terreno de TCHIZÉ no talatona,.. Fraude ou Favoritismo …

MILUCHA : Não vou trabalhar num governo… onde “o Cabrito” come, …onde está amarrado… – Luísa Abrantes –

Deputada ‘Tchizé’ dos Santos pede destituição do Presidente

ANGOLA : Comunismo, Népotismo, e….Cabritismo !…

CABRITA-MANIA : Tchizé dos Santos,.. chuta para canto …

Interesses de Isabel dos Santos arrolados no processo de empresas constituídas com dinheiro roubado do Estado …

BANCO-CABRISTIGIO : Tchizé dos Santos “justifica origem”… de fundos para criação de banco…

ANGOLA : Tous les corrompus devront aller en prison,.. et ne pas uniquement acquitter ceux qui feront des dénonciations… – Rafael Marquès de Morais.

MPLA dá ultimato a Tchizé …

CABRITO-CONCESSÃO : para uma compensação ??.. por prejuízo ??…xx.. em bilhões.. de $$..

DEBATE : Direitos Humanos em Angola e Paz ?..

 

 

 

 

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Maio 17th, 2019 Por cabritta

Em entrevista ao “10 Minutos”  do canal SIC notícias a analista Alexandra Simeão afirma que não esperava que João Lourenço arrumasse a casa tão cedo e com a rapidez com que se está a dar.

Para Alexandra Simeão, nesse momento, o povo angolano experimenta sentimento de esperança, a maior parte das pessoas olha para João Lourenço no âmbito do bem maior, como alguém disponível para enfrentar uma mudança por isso ele tem todo apoio do povo.

A analista classifica como “CATASTRÓFICA” a governação de José Eduardo dos Santos nos últimos anos.

“Essa má governação legitima as exonerações levadas a cabo por João Lourenço,” disse a analista.

A antiga vice-ministra da Educação do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, alerta que  exonerar só não basta”.

Para Alexandra Simeão é necessário que João Lourenço mude o paradigma da governação em Angola.

A analista recorda que JES exonerou uma data de pessoas durante a sua longa governação mas nunca conseguiu, com isso, mudar o padrão da sua governação.

Desafios para JLO

A analista Alexandra Simeão acredita que a despartidarização do estado, função e empresas públicas, é  um dos principais desafios de João Lourenço.

Outro desafio é o fortalecimento da opinião pública e o seu empoderamento fora da militância, o que passa pela alteração da constituição no que toca a forma de eleição do Presidente da República.

Oposição

Sobre os partidos da oposição a analista é de opinião que estes devem se reinventar.

 

23/11/2017

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Mise en forme : jinga Davixa

 

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

SINDIKA DOKOLO : .. O…”Oligarq-ismo” .. “Colecionar-ismo”,.. e… e.. “Cabrit-ismo” ?..

CARTA ABERTA : Ladrão não pode ser Patrão … ( E.. Patrão ?.. um « CABRITO » .?…)

CABRITO-ESCRITORIO : denúncia Escritório de advogado de Rui Ferreira assessora Zenú dos Santos…

KLEPTOCRATIE : Proposition d’ un nouveau Cadre Juridique, contre la Corruption en Angola … – par Rui Verde

ANGOLA : CABINDA, UNE MÉMOIRE POUR UN DIALOGUE DE PAIX …

Executivo vai reaver os quase 5 mil milhões de dólares roubados do Estado,.. pela elite de então …

FAMINE : .. Si Cunene est L’Angola,.. alors Joao Lourenço est un Menteur !..

 

 

 

 

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Publicado em Economia, Opiniao Etiquetas: ,

Maio 14th, 2019 Por Kwaradio

Em entrevista ao “10 Minutos”  do canal SIC notícias a analista Alexandra Simeão afirma que não esperava que João Lourenço arrumasse a casa tão cedo e com a rapidez com que se está a dar.

Para Alexandra Simeão, nesse momento, o povo angolano experimenta sentimento de esperança, a maior parte das pessoas olha para João Lourenço no âmbito do bem maior, como alguém disponível para enfrentar uma mudança por isso ele tem todo apoio do povo.

A analista classifica como “CATASTRÓFICA” a governação de José Eduardo dos Santos nos últimos anos.

“Essa má governação legitima as exonerações levadas a cabo por João Lourenço,” disse a analista.

A antiga vice-ministra da Educação do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, alerta que  exonerar só não basta”.

Para Alexandra Simeão é necessário que João Lourenço mude o paradigma da governação em Angola.

A analista recorda que JES exonerou uma data de pessoas durante a sua longa governação mas nunca conseguiu, com isso, mudar o padrão da sua governação.

Desafios para JLO

A analista Alexandra Simeão acredita que a despartidarização do estado, função e empresas públicas, é  um dos principais desafios de João Lourenço.

Outro desafio é o fortalecimento da opinião pública e o seu empoderamento fora da militância, o que passa pela alteração da constituição no que toca a forma de eleição do Presidente da República.

Oposição

Sobre os partidos da oposição a analista é de opinião que estes devem se reinventar.

 

23/11/2017

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Mise en forme : jinga Davixa

 

ANGOLA : La transigeance comme caractéristique politique… (… une trahison par faiblesse ?.. ou par intérêt ?.. )

SINDIKA DOKOLO : .. O…”Oligarq-ismo” .. “Colecionar-ismo”,.. e… e.. “Cabrit-ismo” ?..

CARTA ABERTA : Ladrão não pode ser Patrão … ( E.. Patrão ?.. um « CABRITO » .?…)

CABRITO-ESCRITORIO : denúncia Escritório de advogado de Rui Ferreira assessora Zenú dos Santos…

KLEPTOCRATIE : Proposition d’ un nouveau Cadre Juridique, contre la Corruption en Angola … – par Rui Verde

https://sos-cabinda.com/angola-cabinda-une-memoire-pour-un-dialogue-de-paix

Executivo vai reaver os quase 5 mil milhões de dólares roubados do Estado,.. pela elite de então …

https://sos-cabinda.com/famine-si-cunene-est-l-angola-alors-joao-lourenco-est-un-menteur

 

 

 

 

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