Categoria: Panorama

Junho 1st, 2019 Por Kwaradio

Dezassete anos depois, a família de Jonas Savimbi disse que vai ficar “finalmente em paz”, depois dos restos mortais do líder histórico e fundador da UNITA terem sido entregues formalmente aos familiares e ao partido.

Em declarações à Agência Lusa, Durão Sakaíta assegurou a família “ficará finalmente em paz” depois de sábado, dia das exéquias fúnebres do seu pai que decorrem na pequena localidade de Lopitanga, a cerca de 30 quilómetros do Andulo, no norte da província do Bié.

Durão Sakaíta, um dos filhos mais velhos de Savimbi, falava momentos após cerimónia oficial de entrega dosrestos mortais de Jonas Savimbi à família e à UNITA, processo envolvido em grande polémica, só ultrapassada na passada quinta-feira, após intervenção do Presidente de Angola, João Lourenço, e consequente (mais, por enquanto, sem consequências) desautorização política do ministro Pedro Sebastião.

Amanhã ficaremos em paz.

Foram muitos anos de sofrimento e agora só queremos devolver a paz à nossa família”, disse o filho primogénito de Savimbi, evitando desta forma comentar a polémica desencadeada pelo coordenador da comissão multissectorial tripartida (Governo, família e UNITA), general Pedro Sebastião.

Pedro Sebastião, que é também ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República, foi acusado pela UNITA de criar complicações desnecessárias ao recusar na terça-feira entregar os restos mortais de Jonas Savimbi na capital do Bié, Cuíto, tendo-os transportado do cemitério municipal do Luena (Moxico) directamente para o Andulo.

Ao fazê-lo, acusa a UNITA, Pedro Sebastião inviabilizou a cerimónia que o partido do Galo Negro tinha preparado no Cuíto, em que estiveram presentes, além de parte da numerosa família de Savimbi e da direcção da UNITA, cerca de 5 mil apoiantes do partido.

Hoje, Durão Sakaíta, furtou-se a qualquer comentário sobre o assunto, justificando tratar-se de um “momento de recolhimento”.

Os restos mortais de Jonas Savimbiencontravam-se desde terça-feira numa unidade militar no Andulo, tendo começado por ser depositados na casa mortuária do hospital local, onde família e UNITA confirmaram serem os restos mortais do fundador do partido, morto em combate em Fevereiro de 2002,

após o que se procedeu à entrega formal da urna para a inumação, que decorrerá na manhã deste sábado.

O corpo de Jonas Savimbi será transportado hoje à tarde para Lopitanga, onde é aguardado por milhares de simpatizantes e onde será prestado um culto religiosopor volta das 19 horas, seguido por um velório final.

Presentes no acto, além da família, estarão toda a direcção da UNITA, liderada por Isaías Samakuva, bem como dezenas de convidados, entre eles, João Soares, filho do ex-presidente português Mário Soares.

 

Folha 8 com Lusa –  31 de Maio de 2019

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Junho 1st, 2019 Por Kwaradio

LuandaAo não conferir honras de Estado às exéquias de JMS, o Executivo não só deixou a rédea solta à UNITA para que o partido do Galo Negro colhesse os benefícios políticos com o seu morto, como também não avaliou devidamente a situação, já que não contava com as simpatias que JMS ainda goza, mesmo depois morto e diabolizado até à exaustão.

Como que apanhados em conta mão, os «iluminados» do regime foram surpreendidos com os banhos de multidão que o acto tem vindo a mobilizar nas tradicionais praças-fortes do Galo Negro.

Nas contas mal feitas de alguns desses «pensólogos», as cerimónias fúnebres, sobretudo no Kuito seriam uma forma de reacender, ou adensar a animosidade da população local que, há mais de quarto de século, sofreu na carne o cerco à cidade e as atrocidades cometidas pelo movimento rebelde então liderado por JMS.

Ledo engano !

     .. O gesto, algo musculado do general Pedro Sebastião

O gesto, algo musculado do general Pedro Sebastião, terá sido uma corrida desesperada «atrás do prejuízo», de forma a reduzir ao mínimo o impacto político do funeral do «cadáver mais incómodo» do país. Como se isso não bastasse, cometeram outro erro: isolar a família de JMS do partido de que ele fora fundador.

Em boa verdade, o erro não começou no actual governação de JLo, mas de JES que não soube libertar o corpo do líder rebelde quando, nos primeiros 5 anos subsequentes à sua morte, a sua popularidade estava acentuadamente de rastos em que o nome de JMS quase que causava náuseas em vários segmentos da população.

Com o tempo foi-se dando conta que, afinal, a morte de JMS não só deixou órfão a UNITA, como também o próprio MPLA que perdera um «aliado contra natura», com o qual repartia as culpas da má governação e a crescente incapacidade de satisfação das necessidades básicas das populações, tais como o fornecimento de água potável, energia, saúde e saneamento básico.

Depois da realização com sucesso das exéquias do general Bem Ben, JLo tinha tudo para brilhar com JMS caso apostasse num funeral de Estado, à semelhança do que ocorreu meses antes em Moçambique em que o seu homólogo Filipe Nyusi que, n

um assomo de coragem e em desafio às correntes mais conservadoras da FRELIMO e das Forças Armadas, não hesitou em acolher os restos mortais de Afonso Dhlakama.


Ao elevado gesto de humanismo e tolerância política não se pode dissociar o facto de, num clima de guerra, ainda que de baixa intensidade, o chefe de Estado ter abandonado o conforto do seu palácio da Ponta Vermelha e ter ido ao encontro do então da RENAMO que se refugiara na Gorongosa.

Espero que o MPLA e a ala mais conservadora do regime saibam fazer as devidas leituras e tirem as ilações mais apropriadas deste episódio, que quase deixou cair por terra todos os esforços de Reconciliação Nacional empreendidos pelo PR JLo.

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Maio 31st, 2019 Por Kwaradio

A UNITA acusou hoje o Governo angolano (MPLA) de estar “a humilhar” as exéquias fúnebres de Jonas Savimbi, cujos restos mortais foram entregues na segunda-feira no Luena, província do Moxico, e não hoje no Cuíto tal como fora acertado. 

E assim vai o reino do MPLA, dirigido por João Lourenço, que continua a ser muitíssimo forte com os fracos.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da comissão para as exéquias fúnebres do líder histórico e fundador da UNITA, Álvaro Chik Wamanga, mostrou-se indignado depois de a família e grande parte da direcção da UNITA, incluindo o Presidente Isaías Samakuva, estar no aeroporto Joaquim Kapango, no Cuíto, província do Bié, e não ter recebido os restos mortais de Jonas Savimbi.

A comitiva de jornalistas que deixou Luanda cerca das 08:00 aterrou cerca de uma hora depois no Cuíto, onde centenas de pessoas, dentro e fora do aeroporto, continuam a aguardar pelo início da cerimónia.

O ministro de Estado, Pedro Sebastião, que chegou ao Cuíto, cerca de 15 minutos depois do avião que trouxe os jornalistas, abandonou o aeroporto num dos quatro helicópteros presentes na pista em direcção ao Andulo, segundo Chik Wamanga.

Pedro Sebastião, mostrando o espírito de reconciliação e paz que caracterizam o MPLA, fez-se acompanhar por vários elementos da segurança de Estado e das Forças Armadas,

segundo o responsável da UNITA, abandonou o Cuíto sem sequer cumprimentar a direcção do partido presente no aeroporto.

Normal, portanto.

Desde quando é que os donos do reino cumprimentam os escravos ?

É uma humilhação uma vez que nem se dignou a cumprimentar a direcção da UNITA e foi directamente, ao que pensamos, para o Andulo, onde aparentemente os restos mortais de Jonas Savimbi irão ser entregues vindos directamente do Luena. Não sabemos a quem.

Quer a direcção da UNITA, quer sobretudo todos os familiares estão aqui no aeroporto do Cuíto”, disse.

Chik Wamanga acrescentou ainda ter recebido a indicação de que o Governo pretende realizar as exéquias fúnebres na quarta-feira no Andulo, embora esteja ainda a tentar confirmar a informação, uma vez que ninguém da parte governamental está no Cuíto.

Também a direcção da UNITA está a tentar a esclarecer a situação, se bem que suas excelências dos donos dos escravos entendam que não têm explicações a dar.

Estamos a aguardar por alguma novidade porque nesta altura não está aqui ninguém da parte governamental para nos dar explicações”, acrescentou.

Chik Wamanga realçou o facto de a comissão tripartida Governo-UNITA-Família ter consensualizado que os restos mortais seriam entregues hoje de manhã no Luena, situação que unilateralmente o Governo alterou na segunda-feira à tarde para o Cuíto, o que veio baralhar completamente toda a logística que o partido tem montada para dignificar a memória do líder histórico da UNITA, morto em 2002 em combate, o que marcou o fim da guerra civil angolana.

Perante o facto de os restos mortais não terem sido entregues no Cuíto, Chik Wamanga destacou “as manobras do MPLA e do Governo que pretendem boicotar toda uma homenagem a Jonas Savimbi.

Síndroma do MPLA (Estocolmo)

Os angolanos, sobretudo os 20 milhões de pobres, continuam a sofrer do Síndroma de Estocolmo que, durante 38 anos, lhes foi violentamente “injectado” por José Eduardo dos Santos ? Continuam.

Mas agora pensam que não. Estão a tomar um placebo chamado João Lourenço e, só por isso, se sentem melhor…

O Síndroma de Estocolmo é um estado psicológico em que uma pessoa, submetida durante muito tempo a um processo violento de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor, admiração, culto e amizade perante o seu agressor. Embora de barriga vazia, os angolanos diziam que José Eduardo dos Santos era o “escolhido de Deus”.

Amavam o seu carrasco.

E se, apesar do seu distanciamento e sobranceria perante o Povo, Eduardo dos Santos era idolatrado pelos seus escravos, a João Lourenço é muito mais fácil manter esse estado de coisas, embora maquilhando-o.

Está mais perto do Povo, é mais popular e acessível. O Povo continua a comer peixe podre e fuba podre, mas como o novo Presidente lhe permite que arrote sonoramente, acreditam que ele não é o seu carrasco.

Assim, continuam a manter o Síndroma de Estocolmo e a desenvolver sentimentos de afecto para com o seu carrasco.

A população angolana deverá duplicar a actual, passando dos actuais cerca de 28 milhões para quase 65 milhões, em 2050, segundo uma projecção do Governo de Angola. A fazer fé nas previsões do MPLA, que está no poder desde 1975, tudo se resolverá desde que, nessa altura, Angola continue a ser o MPLA e o MPLA continue a ser Angola.

Angola é uma região riquíssima que, apesar de ter nos seus autóctones os líderes formais, continua a gerar riquezas para os outros, ricos internos, e uma crescente população pobre.

  ..e uma crescente população pobre …

Já lá vão 17 anos.

Foi a 24 de Fevereiro de 2002 que alguém disse: «Sekulu wafa, kalye wendi k’ondalatu! v’ukanoli o café k’imbo lyamale !». Ou seja, morreu o mais velho, agora ireis apanhar café em terras do norte como contratados.

E fomos. E, tal como no tempo colonial, voltamos a desenvolver o Síndroma de Estocolmo.

Tirando os conhecidos exemplos da elite partidária, a maioria do Povo angolano têm estado deste então a apanhar café, ou algo que o valha.

E continua a idolatrar os seus carrascos.

No rescaldo da guerra imediatamente a seguir à Independência, entre 1976 a 1978, houve uma brutal escassez de alimentos e a paralisação dos campos de algodão e café do norte de Angola.nPara fazer face a esse desafio, o governo do MPLA reeditou a guerra do Kwata-Kwata, obrigando pela força das armas os contratados ovimbundos e ou bailundos (que outros poderiam ser?) a ir para as roças, sobretudo do norte.

Com a independência, os camponeses do planalto e sul de Angola sonharam com o fim do seu recrutamento forçado para aquelas roças. Finalmente, pensavam, o Síndroma iria morrer.

A reedição da estratégia colonial por um governo independente foi um golpe duríssimo na sua ilusória liberdade.

O líder da UNITA, Jonas Savimbi, agastado com a fraqueza e quase exaustão das forças que conseguiram sobreviver à retirada das cidades, em direcção às matas do leste (Jamba), onde reorganizou a luta de resistência, aproveitou esse facto, bem como a presença de estrangeiros, para mobilizar os angolanos.

«Ise okufa, etombo livala» (Prefiro antes a morte, do que a escravatura ), dizia Savimbi aos seus homens, militares ou não.

E agora ?

Agora os seus discípulos preferem, talvez porque eles próprios sofram do Síndroma de Estocolmo, a escravatura com alguma (embora pouca) coisa na barriga, renegando a liberdade com ela vazia.

O Síndroma de Estocolmo evoluiu para Síndroma do MPLA. Os escravos nutrem admiração, ou até mesmo amor, pelo carrasco.

Num cenário em que os poucos que têm milhões continuam a ter cada vez mais milhões e em que, no mesmo país, muitos milhões não têm sequer o que comer, que futuro terão os angolanos ?

Livramo-nos do carrasco colonial português mas, em troca, temos de aceitar um carrasco colonial angolano.

Mal por mal, antes a morte do que a escravatura ?

E se antes foi o tempo dos contratados e escravos ovimbundus ou bailundos irem para as roças do Norte, agora é o enxovalho de transportar pedras à cabeça para ter “peixe podre, fuba podre… e porrada se refilarmos”.

Mesmo assim, o tal Síndroma do MPLA existe e, por falta de alternativas válidas, os angolanos vão aceitando como normal e correcto o facto de a maioria ter apenas mandioca e farelo, enquanto os seus donos têm todas as mordomias de uma elite anafada.

Ao menos, dizem, o carrasco agora é outro.

Agora, para além de irem apanhar café em terras do norte como contratados, os 20 milhões de angolanos pobres aceitam passivamente ser escravos na terra que ajudaram a, supostamente, libertar.

Foi um síndroma que, pelos vistos, veio para ficar… e ficou mesmo.

 

Folha 8 com Lusa –  28 DE MAIO DE 2019

JONAS SAVIMBI : Crónica do « cadáver mais incómodo .. » do país – Ilidio Manuel …

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

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http://sosdictature.com/angola-lunda-norte-est-en-deuil-le-regime-mpla-continue-dassassiner-lunda-norte-esta-de-luto-regime-continua-a-matar

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Maio 31st, 2019 Por Kwaradio

João Lourenço fez aprovar duas leis sobre repatriamento de capitais, as quais considerou serem a pedra-de-toque da sua política contra a corrupção. Essas leis são a Lei do Repatriamento de Recursos Financeiros, vulgo Lei do Repatriamento Voluntário (LRV), Lei n.º 9/18, de 26 de Junho,

e a Lei sobre o Repatriamento Coercivo e Perda Alargada de Bens, vulgo Lei do Repatriamento Coercivo (LRC), Lei n.º 15/18, de 26 de Dezembro.

A primeira lei (LRV)vigorou por seis meses, tendo caducado a 26 de Dezembro de 2018, e continha uma amnistia para todos aqueles que de livre vontade transferissem valores obtidos ilicitamente para Angola.

A segunda lei (LRC) tem vigência indefinida, pelo que vigorará até ser revogada, e dá poderes aos tribunais para declararem a transferência de bens obtidos ilicitamente a favor do Estado.

Tem faltado transparência na avaliação da eficácia destas leis, por isso, vamos ser claros: por terem sido mal concebidas, o resultado da sua aplicação é um fiasco.

Até ao momento, duas entidades se pronunciaram acerca dos resultados da lei, surrealmente afirmando realidades diferentes.

Em primeiro lugar, tivemos afamosae mediática procuradora Eduarda Rodrigues, directora nacional dos Serviços de Recuperação de Activos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola.

Segundo declarações da senhora procuradora, o país “não conseguiu recuperar, de forma voluntária, qualquer capital financeiro, mas, coercivamente, tem nos cofres perto de 4.000 milhões $$ de dólares (3.480 milhões de euros) em dinheiro e bens conseguidos desde Dezembro de 2018”.

Por sua vez, pouco tempo depois, o governador do Banco Central (BNA), Lima Massano, informou o Parlamento de algo diferente, salientando que foram registados repatriamentos voluntários de capitais no período de graça de seis meses concedido por lei, mas sem solicitação dos seus benefícios.

 

Ambas as afirmações são irreais, e dificilmente os movimentos financeiros que revelam resultam de qualquer aplicação das referidas leis. Vejamos os detalhes.

Sobre a Lei do Repatriamento Voluntário, Eduarda Rodrigues disse que não houve qualquer entrada de capitais, enquanto Lima Massano diz o contrário, salvaguardando que não houve necessidade de existir qualquer declaração de benefícios por parte do BNA. Basta olhar para o artigo 6.º da LRV para se perceber que a questão não é de declarações, mas de efeito automático.

Quem repatrie capitais nos termos da LRV fica ope legis (por força da lei) abrangido pelo seu regime e pelas suas amnistias.

A instituição bancária para onde foi feita a transferência é obrigada a cumprir determinadas regras, de acordo com o artigo 6.º, n.º 2.

A palavra “voluntário” só entra no repatriamento, e não na aplicação da lei. Não há repatriamento voluntário de quantias ilícitas que tenha ocorrido até 26 de Dezembro de 2018 a que não se aplique a LRV.

Aliás, como se cogita que alguém repatriasse capitais obtidos ilegalmentee não quisesse beneficiar de uma amnistia ?

Ficaria sem os capitais imediatamente. Não é possível. Existe alguma confusão legal nas declarações do governador do Banco Central, e é evidente que a procuradora Eduarda Rodrigues estava certa quando esclareceu que ninguém tinha movimentado capitais ao abrigo da LRV.

Naquilo que muito provavelmente a senhora procuradora se equivocou foi em atribuir à Lei do Repatriamento Coercivo eficácia na obtenção de quatro mil milhões de $$ dólares. Também aqui a LRC é cristalina.

O seu artigo 1.º estabelece que o objecto da lei é o “repatriamento coercivo de activos financeiros e a perda de bens a favor do Estado, decorrentes de condenação em processo penal”.

Em complemento, o artigo 9.º admite a possibilidade de arresto, que é uma medida provisória de apreensão de bens e pode ser substituída por caução (artigo 10.º).

Assim, em definitivo só se perdem bens depois do trânsito em julgado de uma sentença criminal, e o Ministério Público tem de enunciar na acusação criminal qual o montante apurado que deve ser perdido (artigo 7.º, n.º 1), significando isto que, para esta lei operar, tem de existir uma acusação num processo penal e uma sentença final.

Ora, bem se percebe que parte dos quatro mil milhões resulta do famoso não-acordo com Jean-Claude Bastos de Morais relativo ao Fundo Soberano.  Só que esse dinheiro “recuperado” sempre foi do Estado, não foi perdido a favor do Estado e não resultou de qualquer condenação em nenhum processo criminal, que como se sabe deixou de existir em relação a Jean-Claude. Consequentemente, essa verba não resulta da aplicação da Lei do Repatriamento Coercivo.

Quanto aos restantes montantes, desconhece-se que já tenha existido qualquer processo-crime com trânsito em julgado em que tenha sido declarada a perda de bens a favor do Estado. Os grandes processos ainda nem chegaram a decisão de primeira instância, com excepção da “burla tailandesa”, onde não existem montantes avultados perdidos a favor do Estado.

Possivelmente, a Dr.ª Eduarda Rodrigues referir-se-ia a algum arresto realizado em algum processo, mas nesse caso é tudo provisório e pode ser substituído por caução. Só mesmo no fim do processo se pode afirmar se determinada verba foi perdida a favor do Estado ou não.

Quer isto dizer que as leis do repatriamento resultaram em nada, daí as dificuldades públicas em fazer afirmações coerentes e consistentes.

Com esta análise não se pretende criticar a bondade da política enunciada pelo presidente, mas sim alertar para o facto de serem necessários outros meios jurídicos e fórmulas legais, sob pena de a política anticorrupção afinal redundar num enorme fracasso.

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LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

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Executivo vai reaver os quase 5 mil milhões de dólares roubados do Estado,.. pela elite de então …

Interesses de Isabel dos Santos arrolados,.. no processo de empresas constituídas,.. com dinheiro roubado do Estado …

ZENU : O “Cabritismo” ?.. num “musseque” de Londres ?..

ANGOLA : Une Banque Centrale,.. un pillage de 500 millions de $$ dollars et digne de… «Ocean’s Eleven» – -du genre intriguant,.. mis en échec par un caissier de la HSBC…

BESA : LE GOUVERNEUR MASSANO ET,.. LES PERTES « BOMBASTIQUES »,.. DE LA BNA.

ISABEL DOS SANTOS & SINDIKA : Diamonds for ever ?..

CORRUPTION : Le PGR et la BNA ont omis de s’acquitter de leurs obligations légales… – Fernando Macedo

KLEPTOCRATIE : Le PCA de Banco BIC, M. Fernando Teles,.. nouvel « usurpateur » de terres à Kwanza Sul…

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ANGOLA : Conseils pratiques pour prisonniers .. de Luxe .. et autres..”V.I.P” ?.. – Rafael Marquès de Morais

BURACOS É CÁ COM A MALTA !..

CABRITO-ISPTEC : .. O Instituto Superior do Saque,.. ou do “Cabritismo” ?..

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Maio 31st, 2019 Por Kwaradio

Lisboa – Cheya Sakaita Savimbi, o primogénito de Jonas Malheiro Savimbi, é o construtor que tem estado a acompanhar na aldeia de Lopitanga, a construção do Sepulcro para acolher os restos mortais do líder fundador da UNITA. De 46 anos de idade, Cheya é um engenheiro de construção civil formado em França mas que nos últimos meses mudou-se temporariamente para o município do Andulo para acompanhar às obras do sepulcro.

Fonte: Club-k.net

O sepulcro – em fase final de construção – está a ser erguido a poucos metro do cemitério onde foram enterrados os país de Jonas Savimbi, e reúne condições para visitas e outras personalidades que queiram no futuro render homenagem ao malogrado.

A construção do sepulcro está a ser custeada pela própria direção da UNITA, por via de recolha de contribuições dos seus militantes e amigo.

Pela parte da Casa de Segurança do Presidente da República coube o apoio institucional e abertura para exumação das ossadas reclamadas pela UNITA nos últimos 17 anos.

O apoio de João Lourenço para o desfecho deste processo todo é visto como gesto da sua boa vontade e em retificar erros do seu antecessor que se recusava entregar os restos mortais de Jonas Savimbi, movido pelo receio de que o funeral deste pudesse atrair paixões ou outro tipo de veneração em torno do seu antigo adversário politico.

Savimbi, foi inicialmente enterrado como indigente (com farda enxugada de sangue e sem se ter lavado o cadáver) no cemitério municipal do Luena, a 24 de Fevereiro, numa cerimonia distanciada dos procedimentos tradicionais pretendido pela família.

Durante algum tempo, a sua campa no Luena, foi alvo de veneração constante e também palco de atração de turistas (que saem das outras províncias).

Até a realização do processo de exumação, o cemitério do Luena encontrava-se em estado de conservação imprópria e corria a fama de que os coveiros cobravam certa taxa a quem desejar visitar a campa daquele que com junto com Agostinho Neto e Holden Roberto assinaram os acordos de Alvor para a proclamação da Independência Nacional de Angola.

acordo do alvor para a independencia de angola

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ANGOLA : au nom de la Patrie !.. – Dr Esteves Isaac Pena.

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

http://radiokwanza.com/o-parlamento-quem-nao-vive-para-servir-nao-devia-servir-para-viver

José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

http://radiokwanza.com/angola-buracos-e-ca-com-a-malta

SINDIKA DOKOLO : .. O…”Oligarq-ismo” .. “Colecionar-ismo”,.. e… e.. “Cabrit-ismo” ?..

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

http://radiokwanza.com/100-cabritismo-o-terreno-de-tchize-no-talatona-fraude-ou-favoritismo-o-terreno-de-tchize-dos-santos-no-talatona-fraude-favoritismo-ou-cabritismo

ANGOLA : Paix et réconciliation nationale, 16 années plus tard,.. une kleptocratie dégoûtante… – par José Marcos Mavungo

CRIMES : Ministro do Interior apela à denúncia de crimes económicos para combater corrupção,…e..O “cabritismo” ?..

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Maio 30th, 2019 Por Kwaradio
Dezassete anos depois, a UNITA continua a evitar reabilitar a “Casa Banca”, onde residiu Jonas Savimbi no Huambo, residência que ficou destruída durante os 55 dias consecutivos de bombardeamentos das tropas governamentais em finais de 2001.
Recorde-se que, durante a guerra, as balas das FALA (UNITA) matavam civis.
As do MPLA desviavam-se…

Hoje, a casa do líder histórico da UNITA, morto em combate em 22 de Fevereiro de 2002, não é mais do que um “ícone” da guerra que, para o ser, teve de ter dois protagonistas antagónicos, em que o “Galo Negro” pretende (enquanto o MPLA deixar, é claro!) manter como “memória”de um conflito cujo fim, precipitado com a morte de Savimbi, apenas serviu para calar as armas (o que é vital), mantendo-se vivas quase todas as questões que originaram a guerra, a começar pelos nossos 20 milhões de pobres e a acabar no colonialismo (em muitas coisas bem pior do que o português) do MPLA.

A residência, a que se juntou mais recentemente, ao lado, a sede provincial da UNITA no Huambo e também o Comité Provincial da capital do “Planalto Central”, está sem tecto, com paredes destruídas e retorcidas, tendo quarta-feira à noite acolhido uma “vigília simbólica”no âmbito das exéquias fúnebres de Jonas Savimbi.

Dezenas de apoiantes do partido do “Galo Negro” montaram, dentro da “Casa Branca”, inúmeras tendas, onde permanecem há vários dias na expectativa de prestar homenagem ao “guia e mestre” Jonas Savimbi, cujos restos mortais era suposto passarem pelo Huambo, o que não aconteceu.

As divergências entre o Governo do MPLA, de um lado, e familiares de Jonas Savimbi e dirigentes da UNITA, do outro, continuam a gerar um impasse na entrega dos restos mortais, depositados terça-feira numa unidade militar no Andulo, no norte da província do Bié, depois de o “Galo Negro”ter elaborado um programa que previa a entrega do corpo no Cuíto, a capital provincial.

Hoje de manhã, várias dezenas de simpatizantes de Savimbi continuavam a aguardar por uma definição, com informações contraditórias sobre o paradeiro do líder da UNITA, umas que davam conta da presença de Isaías Samakuva no Andulo, outras que avançavam que iria seguir para Luanda para se encontrar com o Presidente João Lourenço.

Fonte do partido disse à Lusa que Samakuva será recebido hoje, em Luanda, por João Lourenço, reunião que tem por objectivo esclarecer o impasse, para que o funeral de Savimbi, previsto pela UNITA para o próximosábado, possa ocorrer de acordo com o calendário da formação política.

Na “Casa Branca”, na Rua 49, onde dezenas de bandeiras da UNITA estão a meia haste, o silêncio é respeitado por todos, pelo que ninguém quis falar, seguindo as ordens de Samakuva, que pediu aos apoiantes para se “manterem serenos”, para evitar especulações desnecessárias.

Por seu lado, Américo Wongo, secretário provincial adjunto da UNITA no Huambo, referiu que aguarda por uma comunicação superior para que se possa dar continuidade ao programa das exéquias fúnebres de Savimbiem Lopitanga, pequena localidade a 30 quilómetros do Andulo, onde o líder histórico do “Galo Negro” pediu, em vida, para ser sepultado, junto às campas dos pais.

“Com esta humilhação que a família biológica e partidária passa, Samakuva entendeu enviar uma carta ao Presidente da República para buscar os porquês, para saber se o Presidente está por dentro da situação ou se há alguém a violar o acordado, afirmou Américo Wongo.

segundo o general russo Valentin Varennikov

No livro “Irrepetível”, o general russoValentin Varennikov, que fez duas comissões em Angola em 1982 e 1983, integrando as forças soviéticas, é feito um retrato de Jonas Savimbi.

Este “episódio” é também referido por José Milhazes no seu livro “Angola o princípio do fim da União Soviética”:

Político enérgico, inteligente e esperto, Savimbi, recorrendo ao seu prestígio (o seu prestígio estava ao nível do de Neto, quando estavam juntos na luta de libertação nacional), infiltrou-se em todas as províncias fulcrais, em todos os seus poros: na economia, política, organização militar, ideologia, ciência, cultura, educação.

Em cada província criou uma região militar dirigida por um comandante e um quartel-general. Levou a cabo uma mobilização e formou destacamentos armados.

Equipou-os com armas, munições, equipamentos, criou centros de preparação desses destacamentos, nomeou governadores os comandantes das regiões militares que lhe eram pessoalmente fiéis.

Em toda a parte foram criadas empresas, estabelecidos contactos económicos entre as províncias.

A fim de reforçar a sua imagem de dirigente e defensor dos interesses dos seus concidadãos, Savimbi dedicava-se pessoalmente à reconstrução de escolas, escrevia manuais para as classes primárias, incluindo um abecedário.

Isto não podia deixar de tocar no coração dos pais, principalmente das mães: um abecedário escrito pessoalmente por Savimbi !

Savimbi segundo o general Samuel Chiwale

“Cruzei-me com a História” é um livro escrito por Samuel Chiwale, ex-Comandante Geral das FALA – Forças Armadas de Libertação de Angola, o exército da UNITA.

Sobre o presidente fundador da UNITA, mesmo que tendo sido vítima de algumas das suas injustiças, Samuel Chiwalediz: “O Dr. Savimbi era um verdadeiro fenómeno: um intelectual de mente clara e pensamento profundo. A juntar a isso estava a sua capacidade de, diante de alguém, traçar mentalmente o seu perfil e, em função disso, recorrer ao argumento apropriado para o convencer. Diante de pessoas com esta dimensão, pouco podemos fazer a não ser segui-las. Foi isso que se passou comigo” (Página 60).

Foi, aliás, isso que se passou com milhões de angolanos.

É claro que nem todos os que privaram com Jonas Savimbi, até mesmo alguns dos que com ele fundaram a UNITA, resistiram à força centrípeta dos dólares do MPLA, como recorda Samuel Chiwale. “Miguel N’Zau Puna e Tony da Costa Fernandes haviam sido comprados pelo MPLA por uns míseros milhões de dólares”, (Página 279).

Muitos dos ilustres dirigentes do MPLA devem ler (partindo do pressuposto, não confirmado, que sabem ler) esta obra da Samuel Chiwale. É que, cada vez mais, a tese de que o MPLA foi o único a dar o corpo e a alma na luta contra o colonialismo português cai por terra.

Se calhar, dos três envolvidos (MPLA, UNITA e FNLA) o partido a quem foi entregue pelos camaradas de Lisboa o Governo de Angola, em 11 de Novembro de 1975, foi o que menos fez pela libertação do país.

Samuel Chiwale desmonta o mais batido argumento do MPLA e dos bajuladores políticos portugueses (PSD, PS, CDS, PCP) quanto à suposta colaboração da UNITA com a PIDE-DGS. Mas, de facto, só o tempo clarificará uma das mais nojentas estratégias dos donos do então poder em Lisboa.

A História de Angola precisa de todos os arquivos da memória. Destes e de outros que tardam em aparecer, eventualmente porque nem tudo foi digno na UNITA, nomeadamente quanto ao processo de traição que levou à morte de Jonas Savimbi, protagonizado por ex-altos quadros militares do “Galo Negro”, como Geraldo Sachipengo Nunda, e, mais uma vez, com o apoio de cérebrosportuguesespagos em dólares roubados aos angolanos.

Savimbi segundo o MPLA

Um dos maiores criminoso e terroristas de África, provavelmente o responsável pelo massacre do 27 de Maio de 1977

 

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Folha 8 com Lusa –  30 DE MAIO DE 2019

Mise en forme : jinga Davixa

 

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

ANGOLA : MANDELA ET DOS SANTOS, LE GÉANT ET … LE NAIN (LE PYGMÉE)…

ANGOLA – 04 avril 2018 : Paix et réconciliation nationale ?.. un gâchis véritable ?.. Paulo Lukamba Gato

José Eduardo dos Santos : du Socialiste Soviétique au Capitaliste Sauvage.

MPLA : LA GUERRE, SEULE LA GUERRE…CHASSE DU POUVOIR !

ANGOLA : José Eduardo dos Santos n’a jamais voulu d’une Angola, pour les angolais…

Carlos Rosado: « La justice angolaise devrait enquêter sur les ramifications, du système blanchiment d’argent »

CRIMES : Ministro do Interior apela à denúncia de crimes económicos para combater corrupção,…e..O “cabritismo” ?..

ANGOLA : Nandó, Président de l’Assemblée Nationale (…et familiale ?), importera les 250 Lexus 4×4 ! , via son propre fils. (77 millions $)

HITLER SAMUSSUKU : O novo preso politico detido por criticar João Lourenço …

BARBARIE : João Dala est mort … il avait été en 2016, torturé de manière sadique et brutale … 15 heures durant … par les enquêteurs du SIC…

ANGOLA : le.. 12 mars 2012… Perquisition au siège du seul journal privé d’Angola, «Folha 8»…

Governo diz que UNITA é um elemento perturbador,.. e filho de Savimbi acusa ministro.. de mentir …

 

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Maio 29th, 2019 Por Kwaradio

Mais de 24 horas depois do início aprazado para a entrega dos restos mortais de Jonas Savimbi aos familiares e UNITA, continua o impasse e a troca de acusações entre o Governo e aquele partido.

Os familiares do antigo guerrilheiro dizem que o Executivo não está a dizer a verdade.

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República, Pedro Sebastião, voltou a acusar nesta quarta-feira, 29, a UNITA de ser um “elemento perturbador” do processo, e reiterou que o partido sabia que os restos mortais de Savimbi seriam entregues no Andulo na terça-feira, 28.

“Enquanto outros componentes, no caso concreto da UNITA, ao que parece, persegue objectivos políticos, e atrapalha tudo aquilo que se vai decidindo em termos de comissão. (…) Enquanto o contacto foi apenas com a família, começamos a encontrar alguns procedimentos que, de certa maneira, beliscavam essa relação, que culminou com o que assistimos ontem. São elementos um pouco estranhos à vontade expressa da família, com quem temos dialogado sem sobressaltos”, disse Sebastião.

“O Governo cumpriu as formalidades legais e dará destino se houver demora que se justifique”, avisou o ministro de Estado, em virtude de a instalação militar onde se encontra a urna não estar preparada para tal.

Pedro Sebastião concluiu que “quem está mais interessado no desfecho de tudo isso é a família biológica, que está a passar por momentos alheios à sua vontade, por capricho de outras pessoas que não o Governo”.

Resposta

O filho do fundador da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, tem opinião contrária e diz não haver nenhuma divergência entre os familiares e a direcção do partido”.

Afinal somos nós mesmos, sempre antes de nos reunirmos com o Governo concertamos com o presidente do partido e demais membros da UNITA,

por isso achamos que o general Pedro Sebastião está a mentir, assumo isso”, disse.

Ernesto Mulato, coordenador por parte da UNITA na comissão das exéquias de Savimbi, está no Andulo, mas diz não ter visto os restos mortais do antigo guerrilheiro.

“Há procedimentos e aguardamos”, sublinha minimizando, por seu lado, o desafio do ministro de Estado para que a UNITA se apresse em tomar restos mortais do seu fundador, sob pena de os militares poderem dar um outro tratamento ao corpo.

Estamos, num Estado de direito e cada um assume as suas responsabilidades, somos angolanos como eles e esses pronunciamentos de Pedro Sebastião não nos preocupam, tenhamos calma, este país não tem dono, concluiu Mulato.

       O ministro Pedro Sebastiao

A UNITA reiterouhoje que o enterro de Jonas Savimbi acontece no sábado, 1 de Junho, no cemitério de Lopitanga, na província do Bié, onde estão sepultados os pais.

 

Fonte: VOA PORTUGUÊS
Data: 29.05.2019
Manuel José

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Interesses de Isabel dos Santos arrolados,.. no processo de empresas constituídas,.. com dinheiro roubado do Estado …

ANGOLA : Le pillage d’un pays à travers ses Diamants …

KLEPTOCRATIE : un (une) « kleptocrate »  ne peut être promu(e) … Ni ministre, ni dirigeant(e),..  ni xxx..x.. et … ni Vice-xxx..x…..

100% “CABRITISMO” ? : O terreno de TCHIZÉ no talatona,.. Fraude ou Favoritismo …

http://radiokwanza.com/angolanidade-do-congoles-sindika-dokolo-e-efemera-sindika-dokolo-entre-sindika-dokolo-o-coleciona-rismo-v-i-p-ismo-e-cabritismo-raul-diniz

DEBATE : Direitos Humanos em Angola e Paz ?..

Ânimos exaltaram-se no Cuíto com milhares de apoiantes da UNITA a exigirem o corpo de Savimbi

ANGOLA : Les malfrats du MPLA, nous ont volé les élections

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

La Mafia au « poleiro » (MPLA), l’unique organisation criminelle, véritable, que connait l’Angola.

Sepulcro de Savimbi construído pelo próprio filho …

ANGOLA : LUNDA-NORTE EST EN DEUIL,.. LE RÉGIME CONTINUE D’ ASSASSINER …

QUANDO SÓ AS BALAS DA UNITA É QUE… MATAVAM !..

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Maio 29th, 2019 Por Kwaradio

Lisboa – Funcionários do Tribunal Supremo admitem estar a ter dificuldades em fazer chegar uma notificação às mãos do ministro das relações exteriores,  Manuel Augusto, de forma a que o mesmo possa dar a sua versão quanto a providencia cautelar (processo 118/19) que pede a suspensão do último Concurso Público lançado pelo MIREX.

O Tribunal Supremo tem preparado a notificação há mais de 8 dias e até ao momento não conseguiu notificar a direção do MIREX.

Na quarta-feira (15), um oficial de diligência foi até a sede deste departamento   governamental  para fazer a entrega pessoal da notificação mas foi-lhe comunicado que o ministro não se encontra no país ficando o compromisso de que o ministério telefonaria ao Tribunal tão logo que o governante regressasse  da viagem de  serviço.

O referido processo está a ser analisado pela câmara do câmara do cível, do Supremo. Porém, foi levantando no passado dia 18 de Março pela Associação de Diplomatas de Angola (ADA), que reclama ter havido no concurso de ingresso, “graves irregularidades” e interferências das chefias deste departamento governamental que “prejudicam gravemente os funcionários em geral”.

Sobre o assunto em causa, o veterano jornalista Ilídio Manuel lembra ter também denunciado nas redes sociais a falta de transparência no concurso público para o provimento de vagas no Ministério das Relações (MIREX). Dizia, ele que “havia laivos de nepotismo naquela casa que tem à testa o ministro Manuel Augusto.”

“Felizmente, o Jornal de Angola traz este assunto à tona na sua edição de hoje. Por que não anular o concurso e recomeçar o processo ? Será necessário criar uma comissão multi-sectorial a fim de conferir maior credibilidade ao concurso, à semelhança do que se regista com a escolha da 4.ª operadora de telefonia móvel?”, questiona o antigo editor do extinto Semanário Angolense.

O caso de Hitler Samussuku

O activista Hitler Samussuku também participou no concurso público tendo verificado anomalias que põem em causa a seriedade do processo.

Segundo apurou o Club-K, os seus documentos foram aprovados – on line – e confirmados de forma presencial no dia 3 de Maio, tendo sido entregue uma ficha com o número 1489 como comprovativo para participar no exame. Mas na noite do dia 14 de Maio, uma amiga ligou-lhe para dizer que o seu nome foi excluído alegadamente pelo requerimento.

Nos dois processos anteriores de apuração (on line e presencial) o requerimento foi dado como válido.

Samussuku concorria na categoria de Adido (carreira Diplomática) por ser licenciado em Ciência Política. Seu nome saiu apurado em todas as listas até que finalmente foi retalhado 24h antes da data dos exames, realizados no 15 de Maio no Instituto Venâncio de Moura.

Fonte : Club-k.net maio 16, 2019

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Ministro Manuel Augusto .. recebe notificação …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

ANGOLA : Employés du Ministère des affaires étrangères et,.. logés à l’hôtel de luxe RITZ – Lisbonne…

MIREX : Ministère des affaires étrangères, de graves irrégularités,.. ma vie est en danger… – A. Lima Viegas

S.O.S : LA PRESSE ANGOLAISE BÂILLONNÉE, MUSELÉE,.. EN PROCÈS !… ENCORE ET ENCORE !…

Ânimos exaltaram-se no Cuíto com milhares de apoiantes da UNITA a exigirem o corpo de Savimbi

Hitler Samussuku activista “Raptado”,.. esta a ser interrogado na DPIC …

PORQUE NÃO A 27 DE… MAIO ?..

Ministro Manuel Augusto .. recebe notificação …

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

 

 

 

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Maio 28th, 2019 Por Kwaradio

LuandaMilhares de apoiantes da UNITA estão a exigir, à entrada do aeroporto do Cuíto, capital do Bié, os restos mortais de Jonas Savimbi, líder histórico do “Galo Negro”, cujo paradeiro continua desconhecido e a ser alvo de muita especulação.

O corpo, segundo a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), deveria ter chegado de manhã cedo à capital do Bié, mas, por razões ainda por apurar, não apareceu, havendo um descontentamento popular entre uma multidão que tem vindo a aumentar todas as horas, com fonte policial a estimar a presença e mais de cinco mil simpatizantes do maior partido da oposição.

“Queremos o corpo, queremos Savimbi” é a palavra de ordem repetida incessantemente por quem está à entrada do aeroporto Joaquim Kapango, no Cuíto, com dezenas de elementos da polícia a constituírem-se como uma segunda linha de uma defesa que está a ser assegurada por elementos da própria UNITA que, de mãos dadas, impedem a “invasão” da infraestrutura.

Vários apoiantes de Savimbi, maioritariamente jovens, mas também muitas mulheres criticaram, em declarações à Lusa, a falta de informação do Governo sobre o destino da entrega dos restos mortais do fundador do partido, morto em combate em 2002, o que esteve na base do fim de uma guerra civil em Angola, que começou em 1975 e terminou nesse ano.

“Não sairemos daqui enquanto o corpo não chegar. Ficaremos o tempo que for preciso para recebermos o corpo do `pai`”, disseram à Lusa duas apoiantes da UNITA, exigindo, ao mesmo tempo, a entrega, no Cuíto, dos restos mortais de Savimbi, palavras secundadas pela multidão que as rodeava.

Os ânimos estiveram exaltados cerca das 13:00 locais, quando um grupo de jovens tentou furar o cordão de segurança da própria UNITA, deixando em alerta as forças policiais, face à possibilidade de uma multidão poder entrar no perímetro do aeroporto, cercado com uma rede de ferro com cerca de dois metros e meio de altura.

No entanto, a segurança do partido conseguiu acalmar os jovens e repor a normalidade, perante gritos de jovens que garantiam que não vai haver atos de violência, admitindo, porém, “não saber” o que fazer caso se confirme que o corpo de Savimbi não chega ao Cuíto, onde se encontra toda a direção da UNITA e grande parte da família do líder histórico do partido.

Um pouco antes, em conferência de imprensa no Cuíto, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, garantiu que os apoiantes e simpatizantes do “Galo Negro” têm indicações para não cometerem atos de violência, “algo que, de resto, não está enraizado na cultura do partido“.

A grande maioria dos familiares de Savimbi e membros da direção da UNITA permanecem dentro do perímetro do aeroporto, aguardando por novidades que não chegam, afirmando-se incrédulos com o facto de o Governo estar a desrespeitar o que fora previamente combinado e acertado a 20 deste mês.

Face à inexistência de alguém da parte do Governo no aeroporto do Cuíto, a imprensa nacional e internacional presente está a tentar por diversas vias ouvir a parte governamental, sobretudo depois de o ministro de Estado angolano, Pedro Sebastião, que esteve, por pouco tempo, no aeroporto, ter saído da cidade num helicóptero e ainda não ter regressado.

Desconhece-se o dia em que se procederá às exéquias fúnebres, uma vez que há indicações de que o Governo pretende que se realize na quarta-feira em Lopitanga, aldeia natal de Savimbi, enquanto a UNITA tinha definido que se realizaria no próximo sábado, no mesmo local, com um grande número de convidados nacionais e estrangeiros.

Fonte: Lusa Club-K

 

http://radiokwanza.com/cabrito-bic-chama-se-fernando-telles-apropriou-se-de-forma-ilegal-uma-fazenda-de-6-000-hectares-pertencente-a-familia-do-soba-silva-quinta-vunge

PORQUE NÃO A 27 DE… MAIO ?..

CABRITA-MANIA : Tchizé dos Santos,.. chuta para canto …

UNITA : 52 ans d’existence,.. 52 ans d’expérience … au service de la LIBERTÉ !.. – par : Paulo Lukamba Gato

ANGOLA : une Église inféodée, est identique à une église sans foi.

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

 

 

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Maio 26th, 2019 Por Kwaradio

O Governo do MPLA anunciou hoje que os resultados dos testes de ADN feitos por três entidades aos restos mortais do fundador e líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi, serão divulgados publicamente na próxima segunda-feira.

Num comunicado, o executivo angolano refere que, no dia 28, irá entregar oficialmente na cidade do Luena, capital da província do Moxico, os restos mortais de Jonas Savimbi à família, ficando o dia seguinte como data indicativa” para a cerimónia de inumação.

A decisão foi tomada hoje numa reunião da Comissão Multisssectorial para o Processo de Exumação, Transladação e Inumação dos Restos Mortais de Jonas Savimbi, coordenada pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança, Pedro Sebastião.

Por uma questão de respeito por uma das mais emblemáticas datas para o MPLA, 27 de Maio, bem poderia o governo ter escolhido este dia para entregar os restos mortais que, desde 2002, mantinha sequestrados.

Seria uma forma de juntar às milhares e milhares de vítimas de 1977 mais um dos seus troféus…

A cerimónia de exumação e recolha de amostras dos restos mortais do líder fundador da UNITA, morto em combate a 22 de Fevereiro de 2002 (há 17 anos), realizou-se a 31 de Janeiro, no Luena, província do Moxico, onde – diz-se estava sepultado (sob sequestro do Governo) desde a sua morte.

O Governo do MPLA garantiu no início de Janeiro estarem criadas as condições para a exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi, mas avisou que o funeral não terá honras de Estado, uma vez que o antigo presidente da UNITA “não pertencia à família governamental quando faleceu”.

Falando em Fevereiro, o deputado angolano Rafael Massanga Savimbi, filho de Jonas Savimbi, afirmou que o posicionamento do Governo não preocupa “a família e muito menos a direcção do partido”, porque, observou, o pai não é reconhecido por decretos.

Penso que, para figuras marcantes como ele (Jonas Savimbi) é o reconhecimento do povo em geral. E é isso o mais importante, sobretudo, a sua contribuição”, realçou.

E como o MPLA (ainda) é o dono disto tudo…

O Governo do MPLA, que continua a agir como se fosse (e ao que parece continua a ser) proprietário de Angola e dos angolanos, garantiu que o funeral do fundador da UNITA não terá honras de Estado”.

Se Savimbi pudesse dar uma opinião sobre o assunto também não quereria essas “honras”. Antes livre de barriga vazia do que escravo com ela cheia, diria.

A posição colonial do MPLA foi transmitida pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente João Lourenço, Pedro Sebastião.

“Uma vez que o antigo presidente da UNITA não pertencia à família governamental quando faleceu”, justificou o governante do MPLA/Estado, certamente carcomido pela certeza de que se a honorabilidade de Savimbi se medisse pelo nível dos seus detractores do regime, João Lourenço e os seus acólitos o amesquinhavam totalmente.

Pedro Sebastião frisou que não existem razões para se fazer paralelismos com o funeral de Estado do general Arlindo Chenda Pena “Ben-Ben”, antigo chefe-adjunto do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ex-comandante do antigo exército da UNITA (FALA), cujos restos mortais permaneciam desde 1998 na África do Sul.

Os militantes e angolanos anónimos (sobretudo os que integram o “exército” de 20 milhões de pobres), recordam o que o MPLA/Estado ignora por considerar Savimbi um terrorista e um angolano de segunda.

Recorde-se que João Lourenço, na altura ostentando o rótulo de candidato mas já com o resultado eleitoral no bolso, deslocou-se à província do Bié para um acto político e, perante milhares de pessoas (são sempre milhares e milhares), disse: “A nossa bandeira é bastante conhecida, ninguém pode dizer que não conhece a nossa bandeira, num desses comícios, a brincar, eu dizia que a nossa bandeira é mais conhecida que a Coca-Cola”.

E é verdade.

A bandeira nacional angolana é uma réplica da bandeira do MPLA.

No seu discurso, o agora Presidente de todos os angolanos… do MPLA, referiu-se igualmente ao passado histórico da província do Bié, fortemente atingida no período de guerra civil, considerando que a mesma “deveria passar para a história como a cidade do perdão”.

Perdão que o regime de João Lourenço confunde com submissão, rendição, esclavagismo.

Para João Lourenço, a província do Bié e a sua capital, Cuito, são a “cidade do perdão, da tolerância”, por terem sabido “perdoar, serem tolerantes ao ponto de terem contribuído bastante para que a reconciliação nacional entre os angolanos vingasse”.

Reconciliação ?

Essa só contaram para João Lourenço que, como ministro da Defesa, deu o exemplo de que o mais importante para o regime é a razão da força e não a força da razão.

Reconciliação pela força é como acontecia durante o colonialismo português, em que os chefes do posto apresentavam à sociedade os voluntários devidamente amarrados”.

João Lourenço pediu na altura o voto do povo do Bié, para acabar com a fome, pobreza e a miséria, reactivando a agricultura e a indústria, prometendo milhares e milhares de empregos (500 mil) para a juventude.

Isto é, o MPLA promete fazer agora o que o MPLA não fez durante 44 anos.

 


Sem citar nomes, deixando a identificação para os militantes, João Lourenço recordou que o país já teve num passado recente um potencial de indústrias, no entanto, destruídas em tempo de guerra.

Guerra em que, como todos sabemos, só as balas, as bombas, as minas da UNITA matavam o Povo.

As do MPLA, inteligentes, paravam e perguntavam: és Povo ? Se era… elas desviavam.

“Vamos repor as indústrias, não só para que voltemos a produzir os bens industriais, mas sobretudo para resolvermos um problema, que é o emprego. Aqueles que destruíram a indústria e, consequentemente, destruíram os postos de trabalho que a indústria oferecia são os mesmos que hoje vêm dizer que a juventude não tem emprego”, acusou aquele que hoje é Presidente da República mas que continua a demonstrar que ser Estadista (líder que governa com competência, empenho e conhecimento) é algo a que é alérgico.

Ora aí está.

A culpa só pode ser daqueles que destruíram tudo e mataram quase todos. A UNITA, é claro. Aliás, um dia destes ainda se provará que os massacres do 27 de Maio de 1977 foram levados a cabo pela UNITA sob comando de Jonas Savimbi.

 

Mais atrasado está o dossier em que o MPLA trabalha para provar que Savimbi também foi responsável pelo holocausto nazi.

“Hoje com maior descaramento vêm dizer que a juventude não tem emprego. Vamos criar milhares de postos de trabalho para a nossa juventude.

Os que destruíram os postos de trabalho vão ser penalizados e duramente penalizados (…) vamos castigá-los no voto, é a melhor forma de os castigar”, frisou João Lourenço que, pelos vistos, nada tem a ver com o passado do MPLA pois, asseguram-nos fontes do regime, só ontem (ou terá sido hoje?) chegou a Angola…

Folha 8 com Lusa –  14 de maio de 2019

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Mise en forme : jinga Davixa

 

 

UNITA : MERCI PRÉSIDENT. ADIEU L’AMI BEN-BEN

ANGOLA – 04 avril 2018 : Paix et réconciliation nationale ?.. un gâchis véritable ?.. Paulo Lukamba Gato

DICTATURE : Rafael Marques encore en vie ?.. Oui ??.. – Alors,..  l’Angola est une démocratie ?..

ANGOLA : LUNDA-NORTE EST EN DEUIL,.. LE RÉGIME CONTINUE D’ ASSASSINER …

ANGOLA : “BUNKER” DE SAVIMBI L’UNITA SE TAIT,… ET LE MPLA EST BIEN SILENCIEUX…

Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

ZENÚ ? : A Corrupcao mata…

LAVA JATO : Americanos atacam a Corrupção em Moçambique. E ANGOLA ??..

ANGOLA : Le ministre de la Communication sociale, João Melo, traite les militants reçus par João Lourenço PR,.. de « anti-gouvernement »

MANIFESTATIONS : Les « Revus » protestent pour demander la justice et la fin des assassinats en ANGOLA …

BARBARIE : João Dala est mort … il avait subi en 2016 une torture sadique … et brutale … 15 heures durant … par les enquêteurs du SIC…

ALEXANDRA SIMEÃO : “Que JLO não nos frustre as expectativas” …

RÉPRESSION : un opposant dénonce en angola,.. des méthodes qui rappellent l’apartheid…

UNITA : Le général « Ben Ben » aura-t-il droit aux honneurs militaires … en Angola ?..

1-2-3… “CABRITIR” : BNA suspende administração do Banco de Kundi Paihama …

ZENÚ ? : A Corrupcao mata…

DEBATE : Direitos Humanos em Angola e Paz ?..

Avec le caractère criminel du MPLA, impossible d’élaborer des stratégies pour résoudre les conflits et unir les Angolais

ANGOLA : LA MATRICE DU MPLA ET L’INGÉNUITÉ (NAÏVETÉ !…) DE L’OPPOSITION….

ANGOLA : Comunismo, Népotismo, e….Cabritismo !…

 

 

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